“Meu primeiro beijo, sem língua, foi acidental. Todos dizem que foi quando eu caí com uma menina enquanto brincávamos de pisar um no pé do outro, jogo comum na escola na nossa época... Aquela menina já tinha gostado de mim, mas eu, excessivamente jovem e apaixonado por outra, não a quis. Depois, foi a minha vez de apaixonar-me por ela. Ela nada quis. Meu primeiro beijo mais interessante foi com ela, só que dessa vez intencional. Nada mudou da nossa situação, e eu deixei de gostar dela pra cair no meu vício preferido. Logo o vício acabou-se. Passado um ano frio, durante um agradabilíssimo passeio conheço e enamoro-me por uma menina. 3 semanas depois, depois, aliás, de muitos trancos e barrancos, ela diz-me que gosta de outro. Termina o que não tínhamos começado. Meses depois, conheço outra garota – logo ela se mostra interessada, e isso é recíproco. Um dia depois da concretização do mais belo sonho não lembrado por minha pessoa, ela diz-me que gostava de outro antes, e que agora a confusão a dominava. Agora é a confusão que domina-me; todas essas histórias me concederam grandes emoções, mas, diabos, é um caso sério quando se não pode rir da própria história sem uma ponta de preocupação. Deveria preocupar-me?”
Depois dizem que esse mundo não é pequeno. Ok, o da internet é que é.





