Para começar este é meu primeiro post neste excelentíssimo e Caótico blog! (na verdade fui abduzido e obrigaram a escrever isto em troca de uma mariola e cinco balinhas juquinha). Não sei como começar, eu fiquei pensando no que colocar aqui, dei voltas e mais voltas pelo meu quarto, tracei um circulo magicko com fita isolante no chão, cantei que nem rouxinol com garganta inflamada! Nada! meus rituais xamanicos do fundo do abismo não estavam funcionando. Foda-se! Pedi uma pizza! Depois de varios pedaços cobertos com os mais trangenicos temperos e umas boas doses de vinho que o anão caolho fdp deixou de afanar! Veio!!! Sim!!! Porra nehuma, continuava na mesma! Fiquei sentado na frente do PC olhando a tela brilhante que nem besta vesga; e lembrei do ultimo e sagrado pedaço da maledita pizza. Ao voltar para a cozinha e vizualizar a caixa redonda como se fosse a ultima comida da Terra, observei algo entranho! Havia um barulho, bem fraco, como de perninhas finas a deslizar rapidamente pelo papelão. Foi aí que vi! A cascuda mais maledicente deste Aeon!!! A criatura que faz as mulheres (e alguns homens) subirem nas cadeiras gritanto como se tivesse baixado o satanás!!! Barata maldita desgraçada! Preparei-me para begar meu chinelo, mas, tinha esquecido que eu já estava em cima da cadeira gritanto como se tivesse baixado o satanás!!!! Depois de me recompor, fui atrás da cascuda, a disgramada foi logo pra baixo da minha pia onde guardo minhas panelas e outras coisas vindas das bandas do Iraque. Quando levantei o pano que consegui por uma pexinxa na barraquinha de um Deus lá em Madureira (isso é uma outra historia); vi o, como dizia Lovecraft, Inominável!!! Nem se Cthulhu estivesse enfiado embaixo da minha pia (se ele coubesse) eu ficaria mais espantado! Ali nos racantos mais humidos existia uma cidade inteira de baratas! Um porralhão delas! Acho que tinha até Av. Brasil!!! Enlouqueci, não sabia o que fazer, corri para o banheiro e pegar alguma coisa que exterminasse alquelas hediondas cucarachas! Quando voltei estava com um daqueles inseticidas sem marca que se vende de porta em porta, nem sei que merda era aquela. Tasquei nas nojentinhas, o efeito logo aparente foi o mesmo da tal bomba gama num tal de Dr. Bruce Banner. As bichalocas começaram a ficar raivosas e parecia que estavam formando um esquadrão de ataque! Não deu outra! A porrada comeu!!! Eu contra as baratas assassinas na balada do pistoleiro manco! No climax da batalha, algo aconteceu! Começou com uma tênue luz brilhante a se manifestar em cima da pia, foi aumentando, tomando forma!...Porra!...de outra barata!!! Puta quil pariu! Que merda era esta?! Só que essa nova barata era diferente, parecia sábia, zen! As outras cascudas ao verem a iluminada pararam e ajoelharam em respeito! Putz! Seria o Padim Cicero?! Focalizei minha atenção de onitorrinco vesgo e aí persebi a grande verdade! Era nada menos que São Gulik!!! O proprio! Diante daquela manifestação Divina tambem me ajoelhei perante tão sábio mestre. São Gulik olhou pra mim e disse:
- Por que tanta violencia. Não sabes que o que está em cima é igual ao o que está abaixo?
Eu não podia contra tamanha sapiência, expliquei meu caso ao grande Mestre Zen; e atraves de sua intervenção fizemos um tratado de paz! As baratas poderiam ficar morando nos recantos profundos da minha pia, desde que não metessem suas patinhas na minha comida! Pelo que sei está tudo bem, quando olhei pela ultima vez já tinah até uma Vila Mimosa!
Bem...e eu continuo sem idéias....acho que vou encher a cara de vinho!!!
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31.10.10
22.10.10
Contradições
por Hermano Vianna
Interessante encontrar Vivianne Westwood agora no núcleo duro do "sistema"
Duas semanas atrás, em Londres. Tudo punk-dominado: impossível, com olhar atento/“antenado”, circular pelos arredores chiques de New/Old Bond Street sem encontrar algum vestígio da influência cada vez mais consolidada que Vivienne Westwood exerce em certa cultura contemporânea. Os folders de suas novas coleções ordenavam em letras garrafais: “Compre menos.” Havia uma exposição de seus sapatos na loja de departamentos Selfridges. As vitrines da Lee traziam o lançamento de jeans com sua assinatura. E dentro do Palácio de St. James, residência real, na Garden Party organizada pelo príncipe Charles, Vivienne Westwood era a curadora de moda. Apenas Vivienne Westwood, não.
O material de divulgação do evento a tratava por Dame Vivienne Westwood, título ainda de alguma nobreza que recebeu em 2006.
Nada mal para alguém que inventou, junto com seu marido, Malcolm McLaren, e o designer situacionista Jamie Reid, o estilo visual e indumentário dos punks. Ou que, ainda no início dos anos 80, dizia fazer “moda de confrontação” e declarava: “Tenho uma visão política da moda: é uma maneira de contestar o sistema.” Interessante encontrála agora no núcleo duro do “sistema”, entronizada nas lojas mais comerciais e aliada de um príncipe que não esconde uma visão artística tradicionalista, vide seus ataques a toda tentativa de se construir edifícios de arquitetura (pós)moderna em Londres.
Mudou o sistema ou mudou Vivienne Westwood? A Garden Party do príncipe Charles não era uma festa qualquer, sem causa. Havia uma isca: os jardins cheios de História dos palácios Clarence House, St. James, Marlborough House e Lancaster House, geralmente cercados por forte aparato de segurança, estavam abertos para a população plebeia. Claro, era preciso pagar as libras da entrada, mas, repetindo a propaganda, por uma boa causa: o dinheiro arrecadado seria aplicado em alguma iniciativa ecologicamente correta de Sua Alteza.
Muitos debates, shows, exposições de projetos que nos incentivavam a poupar energia, deixar de viajar, não desperdiçar nada e até plantar a própria comida seguindo o exemplo da horta orgânica cultivada ali mesmo pelo Príncipe de Gales.
Confesso que fico sempre meio apavorado nesses ambientes verdes, achando que sou culpado pelo fim do mundo.
Também tenho implicância com a ideia de que a Natureza é boazinha e que tudo o que é artificial faz mal. Mesmo assim consegui me divertir nos jardins reais, descobrindo gente bem maluquinha, não apenas velhinhas fazendo bolsas com o tecido das cortinas velhas dos palácios.
Como o pessoal de moda reunido pela curadoria da Dame Vivienne Westwood.
Tenho certeza de que vão ser cada vez mais presentes em qualquer passarela: o pessoal do coletivo Noki House of Sustainability, a atriz Emma Watson (Hermione nos filmes de Harry Potter) agora também ecodesigner, ou a estilista Orsola de Castro, líder do movimento do “upcycling”, o termo fashionista para reciclagem.
Mas em nenhum momento deixava de causar estranheza a presença de ideias até bem extremistas em local tão “estabelecido”. O ar estranho dos tempos, onde está tudo — conservadores e vanguardas — junto misturado, ficou mais denso quando entrei, bem do lado dos palácios, no prédio do Institute of Contemporary Arts (ICA), ocupado pelos russos do Chto Delat?, coletivo ou “plataforma” formado por artistas, filósofos, críticos e escritores que tentam fundir teoria política, arte e ativismo. (E quando lembramos do poder que magnatas pós-Perestroika, como Roman Abramovich, exercem hoje em Londres — do futebol do Chelsea ao circuito de arte, isso para falar só na “superestrutura”... — tudo fica ainda mais pesado e animado.) Chto Delat? pode ser traduzido como Que Fazer?, título do livro de Lênin, que trata das “questões palpitantes do nosso movimento”. O pessoal do Chto Delat? faz muitas coisas bem palpitantes: vídeos, instalações, performances, um jornal, seminários etc.
Para Londres eles prepararam várias ações diferentes, que poderão ser acompanhadas até 24 de outubro.
Assisti ao final de um seminário que durou 48 horas. Os participantes tinham mesmo que ficar 48 horas juntos, inclusive comendo e dormindo juntos nas galerias do ICA. Terminou com uma performance brechtiana.
O tema era “Que lutas temos em comum?”, tudo comandado por Olga Egorova, artista que cria umas roupas filosóficas (a de que mais gostei era um vestido com a seguinte declaração bordada no peito: “Acordo às 6 para ler Hegel”).
No palco, divididos, dois grupos: os artistas e os ativistas.
Atrás deles, um coro cantando hinos comunistas. Os artistas recebem convite para exposição patrocinada por uma grande corporação, os ativistas fazem campanha contra a aceitação do convite.
Na plateia, a Liga dos Trabalhadores Culturais Revolucionários protesta: tudo aqui seria uma farsa ingênua, promovida com dinheiro público.
No final, palmas, risos — obviamente, nenhuma conclusão.
Sigo dali para a festa de 16 anos da Rinse FM, rádio que era pirata e comemorava sua oficialização recente no dial londrino. A programação era também extremista: dubstep, UK funky, grime.
Muito subgrave esquisito. Na fila da entrada, mais de três mil garotos normais, nada esquisitos.
De volta à contradição dominante: a contestação no poder, o choque e o banal de mãos dadas. Mundo complexo este “nosso”.
Interessante encontrar Vivianne Westwood agora no núcleo duro do "sistema"
Duas semanas atrás, em Londres. Tudo punk-dominado: impossível, com olhar atento/“antenado”, circular pelos arredores chiques de New/Old Bond Street sem encontrar algum vestígio da influência cada vez mais consolidada que Vivienne Westwood exerce em certa cultura contemporânea. Os folders de suas novas coleções ordenavam em letras garrafais: “Compre menos.” Havia uma exposição de seus sapatos na loja de departamentos Selfridges. As vitrines da Lee traziam o lançamento de jeans com sua assinatura. E dentro do Palácio de St. James, residência real, na Garden Party organizada pelo príncipe Charles, Vivienne Westwood era a curadora de moda. Apenas Vivienne Westwood, não.
O material de divulgação do evento a tratava por Dame Vivienne Westwood, título ainda de alguma nobreza que recebeu em 2006.
Nada mal para alguém que inventou, junto com seu marido, Malcolm McLaren, e o designer situacionista Jamie Reid, o estilo visual e indumentário dos punks. Ou que, ainda no início dos anos 80, dizia fazer “moda de confrontação” e declarava: “Tenho uma visão política da moda: é uma maneira de contestar o sistema.” Interessante encontrála agora no núcleo duro do “sistema”, entronizada nas lojas mais comerciais e aliada de um príncipe que não esconde uma visão artística tradicionalista, vide seus ataques a toda tentativa de se construir edifícios de arquitetura (pós)moderna em Londres.
Mudou o sistema ou mudou Vivienne Westwood? A Garden Party do príncipe Charles não era uma festa qualquer, sem causa. Havia uma isca: os jardins cheios de História dos palácios Clarence House, St. James, Marlborough House e Lancaster House, geralmente cercados por forte aparato de segurança, estavam abertos para a população plebeia. Claro, era preciso pagar as libras da entrada, mas, repetindo a propaganda, por uma boa causa: o dinheiro arrecadado seria aplicado em alguma iniciativa ecologicamente correta de Sua Alteza.
Muitos debates, shows, exposições de projetos que nos incentivavam a poupar energia, deixar de viajar, não desperdiçar nada e até plantar a própria comida seguindo o exemplo da horta orgânica cultivada ali mesmo pelo Príncipe de Gales.
Confesso que fico sempre meio apavorado nesses ambientes verdes, achando que sou culpado pelo fim do mundo.
Também tenho implicância com a ideia de que a Natureza é boazinha e que tudo o que é artificial faz mal. Mesmo assim consegui me divertir nos jardins reais, descobrindo gente bem maluquinha, não apenas velhinhas fazendo bolsas com o tecido das cortinas velhas dos palácios.
Como o pessoal de moda reunido pela curadoria da Dame Vivienne Westwood.
Tenho certeza de que vão ser cada vez mais presentes em qualquer passarela: o pessoal do coletivo Noki House of Sustainability, a atriz Emma Watson (Hermione nos filmes de Harry Potter) agora também ecodesigner, ou a estilista Orsola de Castro, líder do movimento do “upcycling”, o termo fashionista para reciclagem.
Mas em nenhum momento deixava de causar estranheza a presença de ideias até bem extremistas em local tão “estabelecido”. O ar estranho dos tempos, onde está tudo — conservadores e vanguardas — junto misturado, ficou mais denso quando entrei, bem do lado dos palácios, no prédio do Institute of Contemporary Arts (ICA), ocupado pelos russos do Chto Delat?, coletivo ou “plataforma” formado por artistas, filósofos, críticos e escritores que tentam fundir teoria política, arte e ativismo. (E quando lembramos do poder que magnatas pós-Perestroika, como Roman Abramovich, exercem hoje em Londres — do futebol do Chelsea ao circuito de arte, isso para falar só na “superestrutura”... — tudo fica ainda mais pesado e animado.) Chto Delat? pode ser traduzido como Que Fazer?, título do livro de Lênin, que trata das “questões palpitantes do nosso movimento”. O pessoal do Chto Delat? faz muitas coisas bem palpitantes: vídeos, instalações, performances, um jornal, seminários etc.
Para Londres eles prepararam várias ações diferentes, que poderão ser acompanhadas até 24 de outubro.
Assisti ao final de um seminário que durou 48 horas. Os participantes tinham mesmo que ficar 48 horas juntos, inclusive comendo e dormindo juntos nas galerias do ICA. Terminou com uma performance brechtiana.
O tema era “Que lutas temos em comum?”, tudo comandado por Olga Egorova, artista que cria umas roupas filosóficas (a de que mais gostei era um vestido com a seguinte declaração bordada no peito: “Acordo às 6 para ler Hegel”).
No palco, divididos, dois grupos: os artistas e os ativistas.
Atrás deles, um coro cantando hinos comunistas. Os artistas recebem convite para exposição patrocinada por uma grande corporação, os ativistas fazem campanha contra a aceitação do convite.
Na plateia, a Liga dos Trabalhadores Culturais Revolucionários protesta: tudo aqui seria uma farsa ingênua, promovida com dinheiro público.
No final, palmas, risos — obviamente, nenhuma conclusão.
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De volta à contradição dominante: a contestação no poder, o choque e o banal de mãos dadas. Mundo complexo este “nosso”.
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20.10.10
15.10.10
LinKaonia número 3
yo!
esta é a terceira edição do micro-zine aperiódico com as últimas novidades em links caóticos e similares
:::
fnordsintheair – blog dos reverendos JaPa, Mottähead, entre outros.
Hacked InRealLife – rotina hackeada
Fuck Yeah SubGenius! – A celebration of J.R. “Bob” Dobbs and the Church of the SubGenius.
…and THIS is why we can’t have nice things… – A collection of stuff, things, nonsense, rants, raves, pretties, sillies, and gee-gaws from Rev. Hugo Nebula, Ordained Minister of the Church of the SubGenius.
Igreja Delariantista do 23º Dia – blog oficial da Igreja
conhece algum link caótico? mande para a redação já! -> minimalistaarrobagmail.com <-
oy!
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11.9.10
O P.I.P.A. apóia: Urso da Felicidade

Nas eleições para primeiro ministro da Letônia, país báltico europeu, o candidato do “Último Partido” é um urso de espuma de dois metros. Ele concorrerá ao cargo no dia dois de outubro. Espera-se que receba um número expressivo de votos.
O Último Partido indicou o “Urso da Felicidade”, um personagem do escritor letão Andrejs Upits, para o cargo máximo do país. A Comissão Central Eleitoral da Letônia não quis comentar o caso. O autor, falecido nos anos 70, escreveu peças de teatro, comédias, tragédias e histórias para crianças, entre outras. Seu trabalho foi censurado duas vezes durante o regime comunista.
fonte: POP Trash
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P.I.P.A.
2.9.10
Delarismo versão 2.3.5
:::
O delArismo é uma alquimia multicabalense entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.
Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, a Extroversão Slackronediana.
É também conhecido como DeLariantismo. e um dos seus motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: "Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido".
Alguns textos sagrados:
Delírio Coletivo
por Fada Verde
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
Loucura Lúcida
por Fada Verde
Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?
A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.
Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.
Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.
Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.
O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.
“É grave doutor?!?”
Larismo
por woouvhaox
Nós
somos uma tribo
de eremitas, solitários,
introvertidos, monges,
mudos, lacônicos,
e maníacos afins
que estão intrigados
com
Lara
DEUSA DO SILÊNCIO
e com
Seus
Afazeres
O Que Nós Sabemos Sobre LARA (não muito):
"Larunda (ou Larunde, Laranda, Lara) era uma Náiade ou ninfa, filha do rio Almo na Mitologia Romana. Ela era famosa tanto pela sua beleza como pela sua loquacidade - uma característica que os seus pais tentaram refrear. Ela era incapaz de guardar segredos, e assim revelou à esposa de Júpiter, Juno, o seu caso com Juturna (ninfa companheira de Larunda, e esposa de Janus). Por atraiçoar a sua confiança, Júpiter cortou a língua de Lara e ordenou a Mercúrio, o mensageiro, que a conduzisse a Averno, a entrada do Mundo Infernal e reino de Plutão. Mercúrio, no entanto, apaixonou-se por Larunda e fez amor com ela no caminho. Lara então tornou-se a mãe de duas crianças, conhecidas como Lares, deuses invisíveis guardiões dos lares. Contudo, ela teve que permanecer escondida numa casa nos bosques para que Júpiter não a encontrasse." wikipedia
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz."
(Aristóteles)
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute."
(Sabedoria oriental)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa."
(Platão)
"O Sábio cala ... a verdade por si fala"
(Ponto de Equilíbrio)
"As palavras não representam a coisa em si. Elas inicialmente eram metáforas para tentar comunicar ou indicar algo. Com a evolução da linguagem e sua crescente complexidade, foram criadas metáforas sobre metáforas, ficando cada vez mais abstratas até o ponto em que sua origem, a expressão da coisa em si, se perdeu completamente. Digamos que palavras são como o NX Zero, a cópia da cópia de recópia da tricópia." Timóteo Pinto
Mais sobre Menos:
Manifesto Clarifesto - Menos é Mais
por Reverenda subMarina
Eu não sei nada sobre as pessoas e isso é muito! E poucas pessoas sabem muito sobre outras pessoas, já que a maioria das pessoas pensa saber muito sobre as pessoas. Talvez saibam sobre uns e outros...Conhece a ti mesmo? Impossível se cada um é um universo, imagina conhecer outras pessoas, saber sobre outras pessoas? Poucas pessoas se conhecem, e eu me conheço muito pouco e isso é muito! Assim, dessa maneira, menos é mais e mais é menos! E eu não sei nada, ninguém sabe nada, o que é muito!Muitas pessoas pensam saber alguma coisa e saber alguma coisa é pouco comparado a não saber nada!"Tudo que sei é que nada sei" , só que eu nem sei o que é tudo, então eu nem sei o que é nada! Menos é mais!!! Então nada é tudo e tudo é nada...
Manifesto Clarifesto=Tudo é Nada?
fnord Tudo é Nada? Não saberemos nunca. Mas, e se eu souber? Como é que faço pra saber se sei? Então o "talvez" seja o "nunca" fnord disfarçado de probabilidade! E as probabilidades de eu saber nada sobre mim nunca serão reais, bem como verdadeiras, bem como saber tudo! Então "não sei" é o "sei" disfarçado de resposta! Ou de pergunta?
Salve Èris
Clarifesto Manifesto=Preço da Vaca
Então, de novo, o negócio é o seguinte: O preço da vaca é cento e vinte!(R$120,00)...Existem gnomos que costuram sua meia rasgada por bem menos e você não precisa ter uma vaca que custe R$120,00. Também existem fadas do dente que levam os dentes caídos por R$120,00, só que como poucas pessoas possuem dentes de ouro , e ou, com amálgamas de prata , então, dificilmente elas aparecem para comprar o seu dente...E por aí vai! O negócio é o seguinte: tenha uma vaca de cento e vinte que seus dentes ficarão na sua boca e suas meias sem rasgos...
Clarifesto Manifesto=23 anos
Eu queria ter 23 anos pra sempre! 2003 foi o ano da Multicabala Lispectoriana, porque esse número é o cabalístico erisiano...E eu que finjo...Enfim, como será que Èris se comunica com glândulas pineais em período de TPM? Na verdade o período de tensão pré-menstrual em garotas regidas por Éris se converte em Tentativa Pineal Magnânima (TPM)!!! Nesse período, garotas FNORDS têm sua comunicação expandida com a deusa e causam o caos em seus lares e adjacências...Quanto mais forte a TPM, mais regida por Èris é...Uma expansão do espectro super estendida chegando ao espectro gama ou nanomicrondas. E Èris nos fala através do sangue perdido:
"Eu sou uma cadeira e uma maçã e eu não me somo"
11:59(1½ horas atrás) Clarifesto Manifesto= 5 propostas
1. Se é cada um com seus problemas, então façamos um mercado de pulgas de problemas...A cada problema comprado garantimos uma plástica para aumentar a parte de trás da sua orelha
2. Vamos distribuir nossos problemas de graça e as pessoas que aceitarem os problemas, terão direito á 120 vacas ordenhadas por fadas ou gnomos...O leite será dourado , pois vacas ordenhadas por gnomos têm o leite coado e pasteurizado em meias de fio de ouro, que provêm dos dentes comprados pelas vacas...
3. De agora em diante tenho apenas 23 anos
4. “Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige muita coragem e devoção e muita humildade” -Clarice Lispector
5. Menos é mais
Clarifesto Manifesto=Clarice Lispector
Clarice Lispector é nossa patrona gran sacerdotisa mor...não há o que dizer a não ser, MENOS É MAIS!
“Mas já que somos pouco e portanto só precisamos de pouco, por que então não nos basta o pouco? É que adivinhamos o prazer. Como cegos que tateiam, nós pressentimos o intenso prazer de viver.”
"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria. Muitas vezes antes de adormecer- nessa pequena luta por não perder a paciência e entrar no mundo maior- muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então eu vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho."
trilha sonora
mais sobre lara
e é só. mú
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Unindo o Hodge & o Podge
1 - delArismo sexy
“ Por fim amamos o desejo, e não o desejado.” - Nietzsche
faz todo o sentido, certo?
então sejamos sinceros, a título de experimento mergulhemos nesse delírio, na ficção desse desejo. se aparecer algo real não fictício - mas de natureza delirante fictícia, logo real - qual a natureza desse algo afinal?
(su)pe(r-realidade)
paradoxos não são sexy, baby?
1.2 - Outras Relações
extrapolemos delirantemente esse exemplo incluindo toda e qualquer relação humana. perceba o quanto há de falso, fictício, irreal, surreal.
filosofias e religiões tentam sem sucesso estabelecer Rígidas Regras Morais Universais nessas relações, ignorando e reprimindo as minorias, o diferente, o excêntrico, o inadaptado, o esquisito, o ilegal, até mesmo o inovador (de suma importância à uma existência saudável & divertida).
o delarismo defende a multiplicidade de delírios. múltiplos paradigmas & semi-múltiplos paradigmas convivendo em um só indivíduo ou em um grupo. sendo assim ninguém, seja indivíduo ou grupo, tem o monopólio de um Delírio Salvador Universal Único.
"Felizmente nem tudo podemos apreender ou compreender através da lógica. Em todas as formas de arte, da música à dança, da literatura ao teatro, nem tudo é apenas técnica ou lógica. A emoção e o acaso também fazem parte da estrutura dessas atividades. Com a religião também não poderia ser diferente. Ela também tem seu lado lógico e racional, mas esta é apenas uma, talvez a menor, das várias facetas que possui."
- Timóteo Pinto
Outros textos sagrados delariantianos aqui
MultiCabalas de delArismo Slackronediano
conjunto de pluri-comunidades divididas entre estados (alterados da consciência) para facilitar o Amor Louco entre seus membros & membras e a criação & destruição de delírios de variável prazo de validade:
- Igreja Delariantista do 23º Dia
- A Igreja no orkut
- Le Fórum Absurd
- blog tudismocroned
- Portal Delírio Coletivo
Mais Delarismo Interativo
divulgue seu delírio aqui
:::
->:-:=:+<-
O delArismo é uma alquimia multicabalense entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.
Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, a Extroversão Slackronediana.
É também conhecido como DeLariantismo. e um dos seus motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: "Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido".
Alguns textos sagrados:
Delírio Coletivo
por Fada Verde
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
Loucura Lúcida
por Fada Verde
Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?
A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.
Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.
Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.
Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.
O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.
“É grave doutor?!?”
Larismo
por woouvhaox
Nós
somos uma tribo
de eremitas, solitários,
introvertidos, monges,
mudos, lacônicos,
e maníacos afins
que estão intrigados
com
Lara
DEUSA DO SILÊNCIO
e com
Seus
Afazeres
O Que Nós Sabemos Sobre LARA (não muito):
"Larunda (ou Larunde, Laranda, Lara) era uma Náiade ou ninfa, filha do rio Almo na Mitologia Romana. Ela era famosa tanto pela sua beleza como pela sua loquacidade - uma característica que os seus pais tentaram refrear. Ela era incapaz de guardar segredos, e assim revelou à esposa de Júpiter, Juno, o seu caso com Juturna (ninfa companheira de Larunda, e esposa de Janus). Por atraiçoar a sua confiança, Júpiter cortou a língua de Lara e ordenou a Mercúrio, o mensageiro, que a conduzisse a Averno, a entrada do Mundo Infernal e reino de Plutão. Mercúrio, no entanto, apaixonou-se por Larunda e fez amor com ela no caminho. Lara então tornou-se a mãe de duas crianças, conhecidas como Lares, deuses invisíveis guardiões dos lares. Contudo, ela teve que permanecer escondida numa casa nos bosques para que Júpiter não a encontrasse." wikipedia
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz."
(Aristóteles)
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute."
(Sabedoria oriental)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa."
(Platão)
"O Sábio cala ... a verdade por si fala"
(Ponto de Equilíbrio)
"As palavras não representam a coisa em si. Elas inicialmente eram metáforas para tentar comunicar ou indicar algo. Com a evolução da linguagem e sua crescente complexidade, foram criadas metáforas sobre metáforas, ficando cada vez mais abstratas até o ponto em que sua origem, a expressão da coisa em si, se perdeu completamente. Digamos que palavras são como o NX Zero, a cópia da cópia de recópia da tricópia." Timóteo Pinto
Mais sobre Menos:
Manifesto Clarifesto - Menos é Mais
por Reverenda subMarina
Eu não sei nada sobre as pessoas e isso é muito! E poucas pessoas sabem muito sobre outras pessoas, já que a maioria das pessoas pensa saber muito sobre as pessoas. Talvez saibam sobre uns e outros...Conhece a ti mesmo? Impossível se cada um é um universo, imagina conhecer outras pessoas, saber sobre outras pessoas? Poucas pessoas se conhecem, e eu me conheço muito pouco e isso é muito! Assim, dessa maneira, menos é mais e mais é menos! E eu não sei nada, ninguém sabe nada, o que é muito!Muitas pessoas pensam saber alguma coisa e saber alguma coisa é pouco comparado a não saber nada!"Tudo que sei é que nada sei" , só que eu nem sei o que é tudo, então eu nem sei o que é nada! Menos é mais!!! Então nada é tudo e tudo é nada...
Manifesto Clarifesto=Tudo é Nada?
fnord Tudo é Nada? Não saberemos nunca. Mas, e se eu souber? Como é que faço pra saber se sei? Então o "talvez" seja o "nunca" fnord disfarçado de probabilidade! E as probabilidades de eu saber nada sobre mim nunca serão reais, bem como verdadeiras, bem como saber tudo! Então "não sei" é o "sei" disfarçado de resposta! Ou de pergunta?
Salve Èris
Clarifesto Manifesto=Preço da Vaca
Então, de novo, o negócio é o seguinte: O preço da vaca é cento e vinte!(R$120,00)...Existem gnomos que costuram sua meia rasgada por bem menos e você não precisa ter uma vaca que custe R$120,00. Também existem fadas do dente que levam os dentes caídos por R$120,00, só que como poucas pessoas possuem dentes de ouro , e ou, com amálgamas de prata , então, dificilmente elas aparecem para comprar o seu dente...E por aí vai! O negócio é o seguinte: tenha uma vaca de cento e vinte que seus dentes ficarão na sua boca e suas meias sem rasgos...
Clarifesto Manifesto=23 anos
Eu queria ter 23 anos pra sempre! 2003 foi o ano da Multicabala Lispectoriana, porque esse número é o cabalístico erisiano...E eu que finjo...Enfim, como será que Èris se comunica com glândulas pineais em período de TPM? Na verdade o período de tensão pré-menstrual em garotas regidas por Éris se converte em Tentativa Pineal Magnânima (TPM)!!! Nesse período, garotas FNORDS têm sua comunicação expandida com a deusa e causam o caos em seus lares e adjacências...Quanto mais forte a TPM, mais regida por Èris é...Uma expansão do espectro super estendida chegando ao espectro gama ou nanomicrondas. E Èris nos fala através do sangue perdido:
"Eu sou uma cadeira e uma maçã e eu não me somo"
11:59(1½ horas atrás) Clarifesto Manifesto= 5 propostas
1. Se é cada um com seus problemas, então façamos um mercado de pulgas de problemas...A cada problema comprado garantimos uma plástica para aumentar a parte de trás da sua orelha
2. Vamos distribuir nossos problemas de graça e as pessoas que aceitarem os problemas, terão direito á 120 vacas ordenhadas por fadas ou gnomos...O leite será dourado , pois vacas ordenhadas por gnomos têm o leite coado e pasteurizado em meias de fio de ouro, que provêm dos dentes comprados pelas vacas...
3. De agora em diante tenho apenas 23 anos
4. “Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige muita coragem e devoção e muita humildade” -Clarice Lispector
5. Menos é mais
Clarifesto Manifesto=Clarice Lispector
Clarice Lispector é nossa patrona gran sacerdotisa mor...não há o que dizer a não ser, MENOS É MAIS!
“Mas já que somos pouco e portanto só precisamos de pouco, por que então não nos basta o pouco? É que adivinhamos o prazer. Como cegos que tateiam, nós pressentimos o intenso prazer de viver.”
"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria. Muitas vezes antes de adormecer- nessa pequena luta por não perder a paciência e entrar no mundo maior- muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então eu vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho."
trilha sonora
mais sobre lara
e é só. mú
:::
Unindo o Hodge & o Podge
1 - delArismo sexy
“ Por fim amamos o desejo, e não o desejado.” - Nietzsche
faz todo o sentido, certo?
então sejamos sinceros, a título de experimento mergulhemos nesse delírio, na ficção desse desejo. se aparecer algo real não fictício - mas de natureza delirante fictícia, logo real - qual a natureza desse algo afinal?
(su)pe(r-realidade)
paradoxos não são sexy, baby?
1.2 - Outras Relações
extrapolemos delirantemente esse exemplo incluindo toda e qualquer relação humana. perceba o quanto há de falso, fictício, irreal, surreal.
filosofias e religiões tentam sem sucesso estabelecer Rígidas Regras Morais Universais nessas relações, ignorando e reprimindo as minorias, o diferente, o excêntrico, o inadaptado, o esquisito, o ilegal, até mesmo o inovador (de suma importância à uma existência saudável & divertida).
o delarismo defende a multiplicidade de delírios. múltiplos paradigmas & semi-múltiplos paradigmas convivendo em um só indivíduo ou em um grupo. sendo assim ninguém, seja indivíduo ou grupo, tem o monopólio de um Delírio Salvador Universal Único.
"Felizmente nem tudo podemos apreender ou compreender através da lógica. Em todas as formas de arte, da música à dança, da literatura ao teatro, nem tudo é apenas técnica ou lógica. A emoção e o acaso também fazem parte da estrutura dessas atividades. Com a religião também não poderia ser diferente. Ela também tem seu lado lógico e racional, mas esta é apenas uma, talvez a menor, das várias facetas que possui."
- Timóteo Pinto
Outros textos sagrados delariantianos aqui
MultiCabalas de delArismo Slackronediano
conjunto de pluri-comunidades divididas entre estados (alterados da consciência) para facilitar o Amor Louco entre seus membros & membras e a criação & destruição de delírios de variável prazo de validade:
- Igreja Delariantista do 23º Dia
- A Igreja no orkut
- Le Fórum Absurd
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- Portal Delírio Coletivo
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Delarismo
:::
O delArismo é uma alquimia multicabalense entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.
Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, a Extroversão Slackronediana.
É também conhecido como DeLariantismo. e um dos seus motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: "Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido".
Alguns textos sagrados:
Delírio Coletivo
por Fada Verde
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
Loucura Lúcida
por Fada Verde
Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?
A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.
Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.
Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.
Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.
O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.
“É grave doutor?!?”
Larismo
por wodouvhaox
Nós
somos uma tribo
de eremitas, solitários,
introvertidos, monges,
mudos, lacônicos,
e maníacos afins
que estão intrigados
com
Lara
DEUSA DO SILÊNCIO
e com
Seus
Afazeres
O Que Nós Sabemos Sobre LARA (não muito):
"Larunda (ou Larunde, Laranda, Lara) era uma Náiade ou ninfa, filha do rio Almo na Mitologia Romana. Ela era famosa tanto pela sua beleza como pela sua loquacidade - uma característica que os seus pais tentaram refrear. Ela era incapaz de guardar segredos, e assim revelou à esposa de Júpiter, Juno, o seu caso com Juturna (ninfa companheira de Larunda, e esposa de Janus). Por atraiçoar a sua confiança, Júpiter cortou a língua de Lara e ordenou a Mercúrio, o mensageiro, que a conduzisse a Averno, a entrada do Mundo Infernal e reino de Plutão. Mercúrio, no entanto, apaixonou-se por Larunda e fez amor com ela no caminho. Lara então tornou-se a mãe de duas crianças, conhecidas como Lares, deuses invisíveis guardiões dos lares. Contudo, ela teve que permanecer escondida numa casa nos bosques para que Júpiter não a encontrasse." wikipedia
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz."
(Aristóteles)
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute."
(Sabedoria oriental)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa."
(Platão)
"O Sábio cala ... a verdade por si fala"
(Ponto de Equilíbrio)
"As palavras não representam a coisa em si. Elas inicialmente eram metáforas para tentar comunicar ou indicar algo. Com a evolução da linguagem e sua crescente complexidade, foram criadas metáforas sobre metáforas, ficando cada vez mais abstratas até o ponto em que sua origem, a expressão da coisa em si, se perdeu completamente. Digamos que palavras são como o NX Zero, a cópia da cópia de recópia da tricópia." Timóteo Pinto
Mais sobre Menos:
Manifesto Clarifesto - Menos é Mais
por Reverenda subMarina
Eu não sei nada sobre as pessoas e isso é muito! E poucas pessoas sabem muito sobre outras pessoas, já que a maioria das pessoas pensa saber muito sobre as pessoas. Talvez saibam sobre uns e outros...Conhece a ti mesmo? Impossível se cada um é um universo, imagina conhecer outras pessoas, saber sobre outras pessoas? Poucas pessoas se conhecem, e eu me conheço muito pouco e isso é muito! Assim, dessa maneira, menos é mais e mais é menos! E eu não sei nada, ninguém sabe nada, o que é muito!Muitas pessoas pensam saber alguma coisa e saber alguma coisa é pouco comparado a não saber nada!"Tudo que sei é que nada sei" , só que eu nem sei o que é tudo, então eu nem sei o que é nada! Menos é mais!!! Então nada é tudo e tudo é nada...
Manifesto Clarifesto=Tudo é Nada?
fnord Tudo é Nada? Não saberemos nunca. Mas, e se eu souber? Como é que faço pra saber se sei? Então o "talvez" seja o "nunca" fnord disfarçado de probabilidade! E as probabilidades de eu saber nada sobre mim nunca serão reais, bem como verdadeiras, bem como saber tudo! Então "não sei" é o "sei" disfarçado de resposta! Ou de pergunta?
Salve Èris
Clarifesto Manifesto=Preço da Vaca
Então, de novo, o negócio é o seguinte: O preço da vaca é cento e vinte!(R$120,00)...Existem gnomos que costuram sua meia rasgada por bem menos e você não precisa ter uma vaca que custe R$120,00. Também existem fadas do dente que levam os dentes caídos por R$120,00, só que como poucas pessoas possuem dentes de ouro , e ou, com amálgamas de prata , então, dificilmente elas aparecem para comprar o seu dente...E por aí vai! O negócio é o seguinte: tenha uma vaca de cento e vinte que seus dentes ficarão na sua boca e suas meias sem rasgos...
Clarifesto Manifesto=23 anos
Eu queria ter 23 anos pra sempre! 2003 foi o ano da Multicabala Lispectoriana, porque esse número é o cabalístico erisiano...E eu que finjo...Enfim, como será que Èris se comunica com glândulas pineais em período de TPM? Na verdade o período de tensão pré-menstrual em garotas regidas por Éris se converte em Tentativa Pineal Magnânima (TPM)!!! Nesse período, garotas FNORDS têm sua comunicação expandida com a deusa e causam o caos em seus lares e adjacências...Quanto mais forte a TPM, mais regida por Èris é...Uma expansão do espectro super estendida chegando ao espectro gama ou nanomicrondas. E Èris nos fala através do sangue perdido:
"Eu sou uma cadeira e uma maçã e eu não me somo"
11:59(1½ horas atrás) Clarifesto Manifesto= 5 propostas
1. Se é cada um com seus problemas, então façamos um mercado de pulgas de problemas...A cada problema comprado garantimos uma plástica para aumentar a parte de trás da sua orelha
2. Vamos distribuir nossos problemas de graça e as pessoas que aceitarem os problemas, terão direito á 120 vacas ordenhadas por fadas ou gnomos...O leite será dourado , pois vacas ordenhadas por gnomos têm o leite coado e pasteurizado em meias de fio de ouro, que provêm dos dentes comprados pelas vacas...
3. De agora em diante tenho apenas 23 anos
4. “Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige muita coragem e devoção e muita humildade” -Clarice Lispector
5. Menos é mais
Clarifesto Manifesto=Clarice Lispector
Clarice Lispector é nossa patrona gran sacerdotisa mor...não há o que dizer a não ser, MENOS É MAIS!
“Mas já que somos pouco e portanto só precisamos de pouco, por que então não nos basta o pouco? É que adivinhamos o prazer. Como cegos que tateiam, nós pressentimos o intenso prazer de viver.”
"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria. Muitas vezes antes de adormecer- nessa pequena luta por não perder a paciência e entrar no mundo maior- muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então eu vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho."
trilha sonora
mais sobre lara
e é só. mú
:::
Unindo o Hodge & o Podge
1 - delArismo sexy
“ Por fim amamos o desejo, e não o desejado.” - Nietzsche
faz todo o sentido, certo?
então sejamos sinceros, a título de experimento mergulhemos nesse delírio, na ficção desse desejo. se aparecer algo real não fictício - mas de natureza delirante fictícia, logo real - qual a natureza desse algo afinal?
"o nosso amor a gente inventa" - cazuza
(su)pe(i)[r]realidade)
paradoxos não são sexy, baby?
"Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém.
É um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa. O onanista é abjecto, mas, em exacta verdade, o onanista é a perfeita expressão lógica do amoroso. É o único que não disfarça nem se engana.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio acto em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois "amo-te" ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constitui a actividade da alma."
[112 do Livro dos Desassossegos, Fernando Pessoa/B. Soares]
1.2 - Outras Relações
extrapolemos delirantemente esse exemplo incluindo toda e qualquer relação humana. perceba o quanto há de falso, fictício, irreal, surreal.
filosofias e religiões tentam sem sucesso estabelecer Rígidas Regras Morais Universais nessas relações, ignorando e reprimindo as minorias, o diferente, o excêntrico, o inadaptado, o esquisito, o ilegal, até mesmo o inovador (de suma importância à uma existência saudável & divertida).
o delarismo defende a multiplicidade de delírios. múltiplos paradigmas & semi-múltiplos paradigmas convivendo em um só indivíduo ou em um grupo. sendo assim ninguém, seja indivíduo ou grupo, tem o monopólio de um Delírio Salvador Universal Único.
"Felizmente nem tudo podemos apreender ou compreender através da lógica. Em todas as formas de arte, da música à dança, da literatura ao teatro, nem tudo é apenas técnica ou lógica. A emoção e o acaso também fazem parte da estrutura dessas atividades. Com a religião também não poderia ser diferente. Ela também tem seu lado lógico e racional, mas esta é apenas uma, talvez a menor, das várias facetas que possui."
- Timóteo Pinto
Outros textos sagrados delariantianos aqui
MultiCabalas de delArismo Slackronediano
conjunto de pluri-comunidades divididas entre estados (alterados da consciência) para facilitar o Amor Louco entre seus membros & membras e a criação & destruição de delírios de variável prazo de validade:
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- Igreja Delariantista do 23º Dia
Mais Delarismo Interativo
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O delArismo é uma alquimia multicabalense entre o Larismo de reverendo wodouvhaox e o Delírio Coletivo de Reverenda Fada Verde.
Enquanto o Larismo abastece a necessidade ontológica de Introversão Meditativa, o Delírio Coletivo alimenta o outro lado do espelho de Alice, a Extroversão Slackronediana.
É também conhecido como DeLariantismo. e um dos seus motes principais, utilizado quando há uma grande Aflição Espiritual, é: "Cale a boca! a não ser que você queira dizer algo engraçado e/ou divertido".
Alguns textos sagrados:
Delírio Coletivo
por Fada Verde
Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.
Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.
Sob a máxima "Pra que fazer sentido!?", esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.
O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.
Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa "revolução", assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.
Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os "porquês" voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.
Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.
As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.
Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo
1ª Lei Absoluta
PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta
Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta
Usar LSD.
4ª Lei Absoluta
Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta
Nenhum tipo de censura.
Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta
O que fazer em casos de incêndio?
Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta
Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta
DELIRAR.
9ª Lei Absoluta
Assassinar a monotonia causada pela razão.
Loucura Lúcida
por Fada Verde
Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura?
A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.
Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.
Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.
Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.
O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.
“É grave doutor?!?”
Larismo
por wodouvhaox
Nós
somos uma tribo
de eremitas, solitários,
introvertidos, monges,
mudos, lacônicos,
e maníacos afins
que estão intrigados
com
Lara
DEUSA DO SILÊNCIO
e com
Seus
Afazeres
O Que Nós Sabemos Sobre LARA (não muito):
"Larunda (ou Larunde, Laranda, Lara) era uma Náiade ou ninfa, filha do rio Almo na Mitologia Romana. Ela era famosa tanto pela sua beleza como pela sua loquacidade - uma característica que os seus pais tentaram refrear. Ela era incapaz de guardar segredos, e assim revelou à esposa de Júpiter, Juno, o seu caso com Juturna (ninfa companheira de Larunda, e esposa de Janus). Por atraiçoar a sua confiança, Júpiter cortou a língua de Lara e ordenou a Mercúrio, o mensageiro, que a conduzisse a Averno, a entrada do Mundo Infernal e reino de Plutão. Mercúrio, no entanto, apaixonou-se por Larunda e fez amor com ela no caminho. Lara então tornou-se a mãe de duas crianças, conhecidas como Lares, deuses invisíveis guardiões dos lares. Contudo, ela teve que permanecer escondida numa casa nos bosques para que Júpiter não a encontrasse." wikipedia
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz."
(Aristóteles)
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute."
(Sabedoria oriental)
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)
"O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa."
(Platão)
"O Sábio cala ... a verdade por si fala"
(Ponto de Equilíbrio)
"As palavras não representam a coisa em si. Elas inicialmente eram metáforas para tentar comunicar ou indicar algo. Com a evolução da linguagem e sua crescente complexidade, foram criadas metáforas sobre metáforas, ficando cada vez mais abstratas até o ponto em que sua origem, a expressão da coisa em si, se perdeu completamente. Digamos que palavras são como o NX Zero, a cópia da cópia de recópia da tricópia." Timóteo Pinto
Mais sobre Menos:
Manifesto Clarifesto - Menos é Mais
por Reverenda subMarina
Eu não sei nada sobre as pessoas e isso é muito! E poucas pessoas sabem muito sobre outras pessoas, já que a maioria das pessoas pensa saber muito sobre as pessoas. Talvez saibam sobre uns e outros...Conhece a ti mesmo? Impossível se cada um é um universo, imagina conhecer outras pessoas, saber sobre outras pessoas? Poucas pessoas se conhecem, e eu me conheço muito pouco e isso é muito! Assim, dessa maneira, menos é mais e mais é menos! E eu não sei nada, ninguém sabe nada, o que é muito!Muitas pessoas pensam saber alguma coisa e saber alguma coisa é pouco comparado a não saber nada!"Tudo que sei é que nada sei" , só que eu nem sei o que é tudo, então eu nem sei o que é nada! Menos é mais!!! Então nada é tudo e tudo é nada...
Manifesto Clarifesto=Tudo é Nada?
fnord Tudo é Nada? Não saberemos nunca. Mas, e se eu souber? Como é que faço pra saber se sei? Então o "talvez" seja o "nunca" fnord disfarçado de probabilidade! E as probabilidades de eu saber nada sobre mim nunca serão reais, bem como verdadeiras, bem como saber tudo! Então "não sei" é o "sei" disfarçado de resposta! Ou de pergunta?
Salve Èris
Clarifesto Manifesto=Preço da Vaca
Então, de novo, o negócio é o seguinte: O preço da vaca é cento e vinte!(R$120,00)...Existem gnomos que costuram sua meia rasgada por bem menos e você não precisa ter uma vaca que custe R$120,00. Também existem fadas do dente que levam os dentes caídos por R$120,00, só que como poucas pessoas possuem dentes de ouro , e ou, com amálgamas de prata , então, dificilmente elas aparecem para comprar o seu dente...E por aí vai! O negócio é o seguinte: tenha uma vaca de cento e vinte que seus dentes ficarão na sua boca e suas meias sem rasgos...
Clarifesto Manifesto=23 anos
Eu queria ter 23 anos pra sempre! 2003 foi o ano da Multicabala Lispectoriana, porque esse número é o cabalístico erisiano...E eu que finjo...Enfim, como será que Èris se comunica com glândulas pineais em período de TPM? Na verdade o período de tensão pré-menstrual em garotas regidas por Éris se converte em Tentativa Pineal Magnânima (TPM)!!! Nesse período, garotas FNORDS têm sua comunicação expandida com a deusa e causam o caos em seus lares e adjacências...Quanto mais forte a TPM, mais regida por Èris é...Uma expansão do espectro super estendida chegando ao espectro gama ou nanomicrondas. E Èris nos fala através do sangue perdido:
"Eu sou uma cadeira e uma maçã e eu não me somo"
11:59(1½ horas atrás) Clarifesto Manifesto= 5 propostas
1. Se é cada um com seus problemas, então façamos um mercado de pulgas de problemas...A cada problema comprado garantimos uma plástica para aumentar a parte de trás da sua orelha
2. Vamos distribuir nossos problemas de graça e as pessoas que aceitarem os problemas, terão direito á 120 vacas ordenhadas por fadas ou gnomos...O leite será dourado , pois vacas ordenhadas por gnomos têm o leite coado e pasteurizado em meias de fio de ouro, que provêm dos dentes comprados pelas vacas...
3. De agora em diante tenho apenas 23 anos
4. “Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias. É uma grande aventura e exige muita coragem e devoção e muita humildade” -Clarice Lispector
5. Menos é mais
Clarifesto Manifesto=Clarice Lispector
Clarice Lispector é nossa patrona gran sacerdotisa mor...não há o que dizer a não ser, MENOS É MAIS!
“Mas já que somos pouco e portanto só precisamos de pouco, por que então não nos basta o pouco? É que adivinhamos o prazer. Como cegos que tateiam, nós pressentimos o intenso prazer de viver.”
"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria. Muitas vezes antes de adormecer- nessa pequena luta por não perder a paciência e entrar no mundo maior- muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então eu vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho."
trilha sonora
mais sobre lara
e é só. mú
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Unindo o Hodge & o Podge
1 - delArismo sexy
“ Por fim amamos o desejo, e não o desejado.” - Nietzsche
faz todo o sentido, certo?
então sejamos sinceros, a título de experimento mergulhemos nesse delírio, na ficção desse desejo. se aparecer algo real não fictício - mas de natureza delirante fictícia, logo real - qual a natureza desse algo afinal?
"o nosso amor a gente inventa" - cazuza
(su)pe(i)[r]realidade)
paradoxos não são sexy, baby?
"Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém.
É um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa. O onanista é abjecto, mas, em exacta verdade, o onanista é a perfeita expressão lógica do amoroso. É o único que não disfarça nem se engana.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio acto em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois "amo-te" ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constitui a actividade da alma."
[112 do Livro dos Desassossegos, Fernando Pessoa/B. Soares]
1.2 - Outras Relações
extrapolemos delirantemente esse exemplo incluindo toda e qualquer relação humana. perceba o quanto há de falso, fictício, irreal, surreal.
filosofias e religiões tentam sem sucesso estabelecer Rígidas Regras Morais Universais nessas relações, ignorando e reprimindo as minorias, o diferente, o excêntrico, o inadaptado, o esquisito, o ilegal, até mesmo o inovador (de suma importância à uma existência saudável & divertida).
o delarismo defende a multiplicidade de delírios. múltiplos paradigmas & semi-múltiplos paradigmas convivendo em um só indivíduo ou em um grupo. sendo assim ninguém, seja indivíduo ou grupo, tem o monopólio de um Delírio Salvador Universal Único.
"Felizmente nem tudo podemos apreender ou compreender através da lógica. Em todas as formas de arte, da música à dança, da literatura ao teatro, nem tudo é apenas técnica ou lógica. A emoção e o acaso também fazem parte da estrutura dessas atividades. Com a religião também não poderia ser diferente. Ela também tem seu lado lógico e racional, mas esta é apenas uma, talvez a menor, das várias facetas que possui."
- Timóteo Pinto
Outros textos sagrados delariantianos aqui
MultiCabalas de delArismo Slackronediano
conjunto de pluri-comunidades divididas entre estados (alterados da consciência) para facilitar o Amor Louco entre seus membros & membras e a criação & destruição de delírios de variável prazo de validade:
- Grupo do Facebook
- Le Fórum Absurd
- blog tudismocroned
- Igreja Delariantista do 23º Dia
Mais Delarismo Interativo
divulgue seu delírio aqui e/ou aqui
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26.8.10
Igreja Internacional
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História
No inicio, Pastor Silas Adoniran era apenas um Menino serelepe, após repetir pela 1000ª vez o maternal, seu pai, lhe disse: "Muleque, tu é um imbecil! vai pra roça, marginal!". Então,Britto Júnior mandou ele pra roça, e Silas foi trabalhar no sítio de Seu avô. Em meio de maus-tratos e abusossexuais, Silas resistiu por um unico motivo: Seu verdadeiro amor. Era uma leitôa parideira que tinha na roça de Seu avô, que após descobrir que Silas mantinha relações Sexuais com a Leitôa, estava disposto a enchê-lo violentamente de bolachas e socos na cara e nas pernas. Muito esperto Silas fugiu, encontrou com alguns comunistas no mato que lhe deram comida, roupas e armamento. Silas viu seus companheiros morrerem e meteu o péna própria bunda. Correu o maximo que pode e voltou para o sitio de seu avô, ao chegar descobriu que se avô tinha matado sua namorada para fazer feijoada e levou uma surra do velho rabugento que o deixou sem andare foder por alguns dias. Silas se envolveu em diversas atividade$ e teve vários empregos como Gigolô, antes de montar o Putêro da Leitoa.Mas não rendeu muito dinheiro,pois a zoofilia por leitoas não é compartilhada por muitos, e então ele fundou a Igreja Internacioaanal. Após ver o mundo nojento, corrompido e destruído pela Putaria maldade, Silas se preocupava cada vez mais e sentia que tinha algo de especial em sí, além do seu velho colar de 666-Satan. Com o passar do tempo se converteu e arrependeu-se de seu passado se tornando um ladrãoevangélico fiél a Deus e passou a condenar os pescadores. Hoje Pastor Silas, um homem não-santo, não-honesto, não-trabalhador decidiu fazer um despacho de macumbaBlog, mesmo que usando uma das ferramentas do tinhoso, a Wordpress, o blog já pregou para cerca de 8000000 zilhões e dezoito avos de pessoas só no Brasil este ano! No mundo todo são mais de 90000 Bilhões de pessoas que já leram o Blog, contradizendo as leis Satânicas da matemática foi além do número da população mundial e fazendo com que todos vejam a verdade, que é a palavra do Pastor Silas. Infelizmente alguns endemoniados não aceitam a verdade e não se convertem de seus obscuros caminhos de pecado depravação e zoofilia.
Silas é manébrilhante, e descobriu que cálculos e obras dos cientistas são todas coisas de Satanás para convencer a humanidade de que Deus não existe. Inimigo declarado dos maléficos e endemoniados Otakus, Naruteiros, RPGistas, jogadores de XBOX 360 e otros vídeo gueimes, e fazer propaganda do Zeebo.

A igreja atualmente
Atualmente, a Igreja Internacional foi comprada secretamente por um grupo de Umbandistas de Satanás, Pastor Silas foi vítma de um golpe e atualmente está trabalhando em uma nova baitolice, para não deixar nenhum filho de deus ir para o inferno por essa nova arma de satanás que é a Igreja Internacioanal.
O Judas (traidor) da história da Igreja Internacional é um dos pastores que trabalhava na obra com Silas cujo nome é Maciel (pessoa sã, que fugiu da Internacioanal) que envolvido por bom senso, fez pacto com o capeta e ajudou o Bope a retirar o Pastor Silas da presidência da Igreja Internacional, junto a entidades ligadas a Silas, como o ocultismo, Maçonaria , Illuminati e Hogwarts. Ele cometeu o mesmo pecado de Satanás, se rebelou contra seu superior por viadagem (inveja).
O Demônio
O Demônio (Diabo, Satanás, Tranca Rua, Belial e etc) é um ser do inferno que veio levar nossas crianças para seu lado, ele corrompe as mentes de nossos filhos, sobrinhos, amigos, amigas gostosas, e outras pessoas muito ligadas a nós, com falsas promessas e tentações como: révi Métau, Vídeo gueimes, Desenho japoneis, iuguiôu, Mégic, Maconha, Pagode(Que na verdade é a abreviação de Pagan gods.), RPG, Desciclopédia,wikipédia ,Funk, e outras viadices mais. Estas coisas, são obras do tinhoso, são letais, perigosas mesmo, podem até levar a conversãomorte! Tenham cuidado crianças Harry Potter, Crepúsculo, filmes e seriados americanos no geral (tirando os filmes evangélicos do Ismiliviado e os filmes pornos é claro) são todos obras de feiticeiros, padres e umbandistas para levar a humanidade para a repentina destruição! É coisa de Satanás!.
fonte: desciclopédia
Website
Igreja Intergaláctica Global
Igreja spin-off da Igreja Internacional, focada na evangelismo de homossexuais, japoneses, mães solteiras, maçons, batistas e fumantes, a Igreja Intergaláctica Global é a terceira maior igreja pentecostal (depois da Igreja Internacional e da Renascer em Cristo) do mundo. Com vários representantes na bancada evangélica
do Senado Brasileiro, lutam pelos princípios cristãos.
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História
No inicio, Pastor Silas Adoniran era apenas um Menino serelepe, após repetir pela 1000ª vez o maternal, seu pai, lhe disse: "Muleque, tu é um imbecil! vai pra roça, marginal!". Então,Britto Júnior mandou ele pra roça, e Silas foi trabalhar no sítio de Seu avô. Em meio de maus-tratos e abusossexuais, Silas resistiu por um unico motivo: Seu verdadeiro amor. Era uma leitôa parideira que tinha na roça de Seu avô, que após descobrir que Silas mantinha relações Sexuais com a Leitôa, estava disposto a enchê-lo violentamente de bolachas e socos na cara e nas pernas. Muito esperto Silas fugiu, encontrou com alguns comunistas no mato que lhe deram comida, roupas e armamento. Silas viu seus companheiros morrerem e meteu o péna própria bunda. Correu o maximo que pode e voltou para o sitio de seu avô, ao chegar descobriu que se avô tinha matado sua namorada para fazer feijoada e levou uma surra do velho rabugento que o deixou sem andare foder por alguns dias. Silas se envolveu em diversas atividade$ e teve vários empregos como Gigolô, antes de montar o Putêro da Leitoa.Mas não rendeu muito dinheiro,pois a zoofilia por leitoas não é compartilhada por muitos, e então ele fundou a Igreja Internacioaanal. Após ver o mundo nojento, corrompido e destruído pela Putaria maldade, Silas se preocupava cada vez mais e sentia que tinha algo de especial em sí, além do seu velho colar de 666-Satan. Com o passar do tempo se converteu e arrependeu-se de seu passado se tornando um ladrãoevangélico fiél a Deus e passou a condenar os pescadores. Hoje Pastor Silas, um homem não-santo, não-honesto, não-trabalhador decidiu fazer um despacho de macumbaBlog, mesmo que usando uma das ferramentas do tinhoso, a Wordpress, o blog já pregou para cerca de 8000000 zilhões e dezoito avos de pessoas só no Brasil este ano! No mundo todo são mais de 90000 Bilhões de pessoas que já leram o Blog, contradizendo as leis Satânicas da matemática foi além do número da população mundial e fazendo com que todos vejam a verdade, que é a palavra do Pastor Silas. Infelizmente alguns endemoniados não aceitam a verdade e não se convertem de seus obscuros caminhos de pecado depravação e zoofilia.
Silas é manébrilhante, e descobriu que cálculos e obras dos cientistas são todas coisas de Satanás para convencer a humanidade de que Deus não existe. Inimigo declarado dos maléficos e endemoniados Otakus, Naruteiros, RPGistas, jogadores de XBOX 360 e otros vídeo gueimes, e fazer propaganda do Zeebo.

A igreja atualmente
Atualmente, a Igreja Internacional foi comprada secretamente por um grupo de Umbandistas de Satanás, Pastor Silas foi vítma de um golpe e atualmente está trabalhando em uma nova baitolice, para não deixar nenhum filho de deus ir para o inferno por essa nova arma de satanás que é a Igreja Internacioanal.
O Judas (traidor) da história da Igreja Internacional é um dos pastores que trabalhava na obra com Silas cujo nome é Maciel (pessoa sã, que fugiu da Internacioanal) que envolvido por bom senso, fez pacto com o capeta e ajudou o Bope a retirar o Pastor Silas da presidência da Igreja Internacional, junto a entidades ligadas a Silas, como o ocultismo, Maçonaria , Illuminati e Hogwarts. Ele cometeu o mesmo pecado de Satanás, se rebelou contra seu superior por viadagem (inveja).
O Demônio
O Demônio (Diabo, Satanás, Tranca Rua, Belial e etc) é um ser do inferno que veio levar nossas crianças para seu lado, ele corrompe as mentes de nossos filhos, sobrinhos, amigos, amigas gostosas, e outras pessoas muito ligadas a nós, com falsas promessas e tentações como: révi Métau, Vídeo gueimes, Desenho japoneis, iuguiôu, Mégic, Maconha, Pagode(Que na verdade é a abreviação de Pagan gods.), RPG, Desciclopédia,wikipédia ,Funk, e outras viadices mais. Estas coisas, são obras do tinhoso, são letais, perigosas mesmo, podem até levar a conversãomorte! Tenham cuidado crianças Harry Potter, Crepúsculo, filmes e seriados americanos no geral (tirando os filmes evangélicos do Ismiliviado e os filmes pornos é claro) são todos obras de feiticeiros, padres e umbandistas para levar a humanidade para a repentina destruição! É coisa de Satanás!.
fonte: desciclopédia
Website
Igreja Intergaláctica Global
Igreja spin-off da Igreja Internacional, focada na evangelismo de homossexuais, japoneses, mães solteiras, maçons, batistas e fumantes, a Igreja Intergaláctica Global é a terceira maior igreja pentecostal (depois da Igreja Internacional e da Renascer em Cristo) do mundo. Com vários representantes na bancada evangélica
do Senado Brasileiro, lutam pelos princípios cristãos.
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6.7.10
Real-(id)ade

A realidade fixa-se quando, puxado pelos representantes do socius, o ainda-bebê vai ao cartório, lugar vil, onde encontra seu rosto prensado pela máquina de xerocar: IN-DIVÍDUO.
Não divisível.
Doravante o ego, conceito mais abstrato que papai noel, emerge com sua força pusilâmine. Por fraco e covarde que seja, o ego agora é o sujeito: não estamos aqui no domínio da crítica realista ao nominalismo como flactus vocis.
O paradigma do cartório é lacaniano.
Sujeito e nome se unem como significado e significante. Não estamos no plano do "sujeito" e "objeto", mas de uma realidade que se torna indissociável, prímeva, quase irrevogável.
Foi neste plano de guerra que os parrachianos desafiaram o status quo quando desbancaram de uma vez por todas o totalitarismo do nome único e eterno.
O realismo ingênuo treme na beirada da sua cova, num apartamento confortável.
O que é, é.
Os parrachianos, longe de louvarem incondicionalmente o não-eu e o não-território vão desterritorializar num plano de fuga rizomático. A imagem é amplificada num soul-making que produz novos nomes para novas realidades.
O que é, já era.
Nessa permissividade do sujeito, este pode descolar-se, entendendo que seu nome é, além de tantas coisas, um mecanismo de opressão inibindo o fluxo de sua excentricidade daimonica. Para tal foi instituido, como rito de desintituição, o rito do arroz.
E de arroz em arroz, o parrachiano defaz-se.
Não estamos tampouco no plano do idealismo aqui, mas num outra organização epistemológica imagética, entendendo que a saúde espiritual e psicológica só é possível a partir da invenção continua do ainda-não.
Um abraço queridos,
Encerramos por aqui hoje.
2.7.10
LinKaonia número 2
está de volta o micro-zine aperiódico com as últimas novidades em links caóticos e/ou delariantianos:
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-> Mama Éris - discordianismo, taoismo, prolixismo hardcore. uma produção de Don Guakito & suas identidades temporárias e Pedro Parrachia
Pranarchy - mais uma produção de Don Guakito. descrição nas palavras do próprio: "We are dedicated to Natural Resonance Revolution from a health, pop, musical, filmic, comix, spiritual, scientific and magikal point of view... all at the same time, mixing everything in it's diversity as a good informational ecology. If you don't like it, there is, for now, a carbon-based nature out there waiting for you to love her back. GO!" <-
-> Laboratório Episcopal Experimental do Papa Duubhglas Juarezzz - depois de um tempo cultuando Lara Papa Duubhglas traz novas experimentações em nosso laboratório discordiano preferido.
slackroned - bulldada, onanatomismo, hihislackulturas, random esquisitice. ou não <-
-> O riso como via de acesso ao criativo transformador - texto canônico do Delarismo
e por hoje é só pessoal
conhece algum link caótico? mande para a redação já! -> andre-farrobarocketmail.com <-
abraços
oy!
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-> Mama Éris - discordianismo, taoismo, prolixismo hardcore. uma produção de Don Guakito & suas identidades temporárias e Pedro Parrachia
Pranarchy - mais uma produção de Don Guakito. descrição nas palavras do próprio: "We are dedicated to Natural Resonance Revolution from a health, pop, musical, filmic, comix, spiritual, scientific and magikal point of view... all at the same time, mixing everything in it's diversity as a good informational ecology. If you don't like it, there is, for now, a carbon-based nature out there waiting for you to love her back. GO!" <-
-> Laboratório Episcopal Experimental do Papa Duubhglas Juarezzz - depois de um tempo cultuando Lara Papa Duubhglas traz novas experimentações em nosso laboratório discordiano preferido.
slackroned - bulldada, onanatomismo, hihislackulturas, random esquisitice. ou não <-
-> O riso como via de acesso ao criativo transformador - texto canônico do Delarismo
e por hoje é só pessoal
conhece algum link caótico? mande para a redação já! -> andre-farrobarocketmail.com <-
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MCDSBPHSMC News,
mutações unidas,
projeto sái do chão
8.6.10
técnica de tortura
- "Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- "Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- "Vai depilar o quê?"
- "Virilha."
- "Normal ou cavada?"
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- "Cavada mesmo."
- "Amanhã, às... deixa eu ver...13h?"
- "Ok. Marcado."
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique.
Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso
cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- "Querida, pode deitar."
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus , era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- "Quer bem cavada?"
- "...é ... é, isso."
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- "Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- "Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- "Pode abrir as pernas."
- "Assim?"
- "Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado."
- "Arreganhada, né?"
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- "Tudo ótimo. E você?"
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- "Quer que tire dos lábios?"
- "Não, eu quero só virilha, bigode não."
- "Não, querida, os lábios dela aqui ó."
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- "Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor."
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- "Olha, tá ficando linda essa depilação."
- "Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto."
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. - "Me leva daqui, Deus, me teletransporte". - Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- "Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?"
- "Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada."
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da puta arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- "Vamos ficar de lado agora?"
- "Hein?"
- "Deitar de lado pra fazer a parte cavada."
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- "Segura sua bunda aqui?"
- "Hein?"
- "Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda."
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê... Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- "Tudo bem, Pê?"
- "Sim... sonhei de novo com o fiofó de uma cliente."
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu twin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até aliviava minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- "Vira agora do outro lado."
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- "Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha."
- "Máquina de quê?!"
- "Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol."
- "Dói?"
- "Dói nada."
- "Tá, passa essa merda..."
- "Baixa a calcinha, por favor."
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha!!!...como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
" - Prontinha. Posso passar um talco?"
- "Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha."
- "Tá linda! Pode namorar muito agora."
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso . Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
(Fonte desconhecida)
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- "Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- "Vai depilar o quê?"
- "Virilha."
- "Normal ou cavada?"
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- "Cavada mesmo."
- "Amanhã, às... deixa eu ver...13h?"
- "Ok. Marcado."
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique.
Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso
cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- "Querida, pode deitar."
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus , era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- "Quer bem cavada?"
- "...é ... é, isso."
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- "Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- "Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- "Pode abrir as pernas."
- "Assim?"
- "Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado."
- "Arreganhada, né?"
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- "Tudo ótimo. E você?"
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- "Quer que tire dos lábios?"
- "Não, eu quero só virilha, bigode não."
- "Não, querida, os lábios dela aqui ó."
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- "Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor."
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- "Olha, tá ficando linda essa depilação."
- "Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto."
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. - "Me leva daqui, Deus, me teletransporte". - Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- "Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?"
- "Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada."
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da puta arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- "Vamos ficar de lado agora?"
- "Hein?"
- "Deitar de lado pra fazer a parte cavada."
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- "Segura sua bunda aqui?"
- "Hein?"
- "Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda."
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê... Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- "Tudo bem, Pê?"
- "Sim... sonhei de novo com o fiofó de uma cliente."
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu twin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até aliviava minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- "Vira agora do outro lado."
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- "Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha."
- "Máquina de quê?!"
- "Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol."
- "Dói?"
- "Dói nada."
- "Tá, passa essa merda..."
- "Baixa a calcinha, por favor."
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha!!!...como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
" - Prontinha. Posso passar um talco?"
- "Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha."
- "Tá linda! Pode namorar muito agora."
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso . Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
(Fonte desconhecida)
20.5.10
O riso como via de acesso ao criativo transformador (texto sagrado do Delarismo) - parte 2
:::
Parte 1
:::
Diante do paradoxo e da indivisibilidade da vida, com seus pares de opostos, outros autores assinalam a ambivalência do riso, que este pode ter como fonte uma dor, uma defesa, um temor, mas ao mesmo tempo uma sabedoria. H. Adorno já afirmou que o riso sereno ou terrível marca sempre o momento em que desaparece um temor. Afirmou Platão, em A República, que ”um acesso excessivo de riso quase sempre produz uma reação violenta” (ibidem, p.4). De fato, ainda é difícil definir o senso de humor, embora Shopenhauer já tenha afirmado que a única qualidade divina de um homem era o seu senso de humor. Por outro lado, sabemos que o ser humano é um ser lúdico, ele é apenas completamente humano quando está brincando, um importante anseio humano é o de jogar.
Mas, o que significa o humor? Indicando algo que flui, líquido, a palavra “humor” simboliza também o movimento de forças inconscientes que gradualmente se desenvolvem, porém o “senso de humor” em si pode se originar no senso de proporção das partes com o todo, tanto no mundo externo como interno. Para haver senso de humor maduro deverá haver, além do riso, consciência e afetividade. Charles Williams, no seu livro All Hallow’s eve (apud Luke, 1992, p.16) considerava que “aqueles que apreciam e compreendem, penetram no riso, no coração das coisas. A humildade está intimamente relacionada com senso de humor”. Há muitos tipos de riso, ele pode ocultar uma rejeição destrutiva ou o desprezo, e quando nos rendemos a isto perdemos o senso de humor, que sempre fortalece a compaixão, onde todas as nossas dores e alegrias se tornam inteiras. Ressentimentos, humilhações, culpas, etc. podem ser aceitos com dor e conhecidos também como ocasiões para o riso que cura.
Ainda segundo Williams, no meio da dor emocional é importante manter o senso de humor sobre a própria importância e a dos outros, com a intenção de alegria. Quando nos sentimos absolutamente comuns, adquirimos a simplicidade e o senso de humor; assim, poderemos começar a brincar na liberdade e na simplicidade da criança, poderemos alcançar a filosofia do momento, também defendida por J. L. Moreno, e vivermos no aqui e agora, com o espírito presente em cada momento, sabendo o que realmente se é.
Quando Jesus Cristo diz que “aquele que não receber o reino de Deus como uma criança pequena, nele não entrará” (São Marcos, 10:15), estava se referindo a esta sabedoria divina do riso. Jung considerava que, além da ética essencial, além da beleza da ciência, filosofia, psicologia e teologia, além de todos os esforços da humanidade para compreender o bem e o mal, ainda restava uma porta final para encontrar a liberdade: o caminho para a brincadeira espontânea, não imatura, mas inocente, do espírito feminino. Segundo Luke (1992, p. 17), sem isto não haverá “qualquer criação que conheça a eternidade, depois da longa jornada de retorno, na dimensão do tempo. Ela está e sempre esteve brincando no mundo, na alegria da Criança escondida em cada um de nós”. É quando se encontra a liberdade de todas as convenções e não se importa mais em mostrar as deficiências, como um palhaço. O Tolo ou a Criança dentro de nós nunca é ingênua, pois é a própria sabedoria brincando no mundo.
J. L. Moreno, por sua vez, acreditava nesta criança eterna e livre que deveria ser despertada, com sua centelha divina da espontaneidade, desenvolvendo seu método para trabalhar o acesso a este senso de humor, a este riso, a esta alegria, esta criança livre do aprisionamento das conservas culturais. Ao trabalhar numa realidade suplementar, Moreno valorizava o poder do mágico, do ilusionista, da liberdade transformista de multiplicar formas e possibilidades, produtora de mundos impensados. Neste ponto, afirmamos que Moreno e Jung se encontram num mesmo diapasão: ambos percebem no riso a afirmação de um princípio criador.
Quando um sujeito está em crise, quando o poder ordenador e racional do ego se descontrola, a tensão é demasiada e o ser se sente fragilizado - é preciso que se imponha outra força, em alternância. E o que surge como força capaz de propor outros sentidos à trágica situação, é o expediente da comédia e da magia que existem dentro de cada um.
O palhaço em particular, traz a visão carnavalesca, dionisíaca, ousada e grotesca do mundo, anteriormente citada. E o seu valor de renascimento, regenerador e de renovação positiva, “pois ao inferiorizar, rebaixar, aproxima da terra, favorece a comunhão com a parte inferior do corpo, conduz à comunhão com uma força regeneradora e criadora” (Bakhtin, apud Sampaio, 1992). Segundo Bakhtin, o riso renascentista está ligado ao novo, ao futuro, ao nascimento, a abrir caminhos. A figura do palhaço nos leva a enxergar o mundo de modo diferente, mais móvel, intenso e imaginativo.
fonte: Psicodrama do Palhaço
Parte 1
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Diante do paradoxo e da indivisibilidade da vida, com seus pares de opostos, outros autores assinalam a ambivalência do riso, que este pode ter como fonte uma dor, uma defesa, um temor, mas ao mesmo tempo uma sabedoria. H. Adorno já afirmou que o riso sereno ou terrível marca sempre o momento em que desaparece um temor. Afirmou Platão, em A República, que ”um acesso excessivo de riso quase sempre produz uma reação violenta” (ibidem, p.4). De fato, ainda é difícil definir o senso de humor, embora Shopenhauer já tenha afirmado que a única qualidade divina de um homem era o seu senso de humor. Por outro lado, sabemos que o ser humano é um ser lúdico, ele é apenas completamente humano quando está brincando, um importante anseio humano é o de jogar.
Mas, o que significa o humor? Indicando algo que flui, líquido, a palavra “humor” simboliza também o movimento de forças inconscientes que gradualmente se desenvolvem, porém o “senso de humor” em si pode se originar no senso de proporção das partes com o todo, tanto no mundo externo como interno. Para haver senso de humor maduro deverá haver, além do riso, consciência e afetividade. Charles Williams, no seu livro All Hallow’s eve (apud Luke, 1992, p.16) considerava que “aqueles que apreciam e compreendem, penetram no riso, no coração das coisas. A humildade está intimamente relacionada com senso de humor”. Há muitos tipos de riso, ele pode ocultar uma rejeição destrutiva ou o desprezo, e quando nos rendemos a isto perdemos o senso de humor, que sempre fortalece a compaixão, onde todas as nossas dores e alegrias se tornam inteiras. Ressentimentos, humilhações, culpas, etc. podem ser aceitos com dor e conhecidos também como ocasiões para o riso que cura.
Ainda segundo Williams, no meio da dor emocional é importante manter o senso de humor sobre a própria importância e a dos outros, com a intenção de alegria. Quando nos sentimos absolutamente comuns, adquirimos a simplicidade e o senso de humor; assim, poderemos começar a brincar na liberdade e na simplicidade da criança, poderemos alcançar a filosofia do momento, também defendida por J. L. Moreno, e vivermos no aqui e agora, com o espírito presente em cada momento, sabendo o que realmente se é.
Quando Jesus Cristo diz que “aquele que não receber o reino de Deus como uma criança pequena, nele não entrará” (São Marcos, 10:15), estava se referindo a esta sabedoria divina do riso. Jung considerava que, além da ética essencial, além da beleza da ciência, filosofia, psicologia e teologia, além de todos os esforços da humanidade para compreender o bem e o mal, ainda restava uma porta final para encontrar a liberdade: o caminho para a brincadeira espontânea, não imatura, mas inocente, do espírito feminino. Segundo Luke (1992, p. 17), sem isto não haverá “qualquer criação que conheça a eternidade, depois da longa jornada de retorno, na dimensão do tempo. Ela está e sempre esteve brincando no mundo, na alegria da Criança escondida em cada um de nós”. É quando se encontra a liberdade de todas as convenções e não se importa mais em mostrar as deficiências, como um palhaço. O Tolo ou a Criança dentro de nós nunca é ingênua, pois é a própria sabedoria brincando no mundo.
J. L. Moreno, por sua vez, acreditava nesta criança eterna e livre que deveria ser despertada, com sua centelha divina da espontaneidade, desenvolvendo seu método para trabalhar o acesso a este senso de humor, a este riso, a esta alegria, esta criança livre do aprisionamento das conservas culturais. Ao trabalhar numa realidade suplementar, Moreno valorizava o poder do mágico, do ilusionista, da liberdade transformista de multiplicar formas e possibilidades, produtora de mundos impensados. Neste ponto, afirmamos que Moreno e Jung se encontram num mesmo diapasão: ambos percebem no riso a afirmação de um princípio criador.
Quando um sujeito está em crise, quando o poder ordenador e racional do ego se descontrola, a tensão é demasiada e o ser se sente fragilizado - é preciso que se imponha outra força, em alternância. E o que surge como força capaz de propor outros sentidos à trágica situação, é o expediente da comédia e da magia que existem dentro de cada um.
O palhaço em particular, traz a visão carnavalesca, dionisíaca, ousada e grotesca do mundo, anteriormente citada. E o seu valor de renascimento, regenerador e de renovação positiva, “pois ao inferiorizar, rebaixar, aproxima da terra, favorece a comunhão com a parte inferior do corpo, conduz à comunhão com uma força regeneradora e criadora” (Bakhtin, apud Sampaio, 1992). Segundo Bakhtin, o riso renascentista está ligado ao novo, ao futuro, ao nascimento, a abrir caminhos. A figura do palhaço nos leva a enxergar o mundo de modo diferente, mais móvel, intenso e imaginativo.
fonte: Psicodrama do Palhaço
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riso
19.5.10
O riso como via de acesso ao criativo transformador (texto sagrado do Delarismo) - parte 1
“O grau de liberdade que há em qualquer sociedade é diretamente proporcional ao riso que nela existe”
(Zero Mostel, in Humor Judaico)
...
O palhaço foi considerado por C. G. Jung como um representante do trickster, uma figura arquetípica do herói trapaceiro, ambíguo e contraditório, que zomba e transgride normas. O palhaço teria ligações estreitas com o trickster e seria, acima de tudo, uma exteriorização de algo íntimo, universal, primitivo e puro do indivíduo, que se encontra no riso e no exagero. Figura que pode ser amada, admirada ou temida por todos, que assume a dor, a ternura e o ridículo, integrando estes opostos.
Fazendo uma breve retrospectiva histórica do “palhaço”, encontramos já na Idade Média as figuras do bobo da corte ou bufão sábio. A trupe dos saltimbancos surgiu nas festividades da Idade Média e Renascimento. Nesta época, a concepção do cômico opunha-se à cultura oficial, ao tom sério, feudal e religioso da época. Encontramos esta figura cômica também como o “coringa” dos baralhos e como o “louco”, na carta 22 do Tarô. Somente se tornou realmente a figura do “palhaço” na Renascença italiana com a Commedia dell’ arte ( com a dupla “Branco e Augusto”). Passou a frequentar os palcos das festas populares, representando uma “concepção carnavalesca do mundo, uma segunda vida do povo”, assim como o lado jocoso, grotesco e alegre, recusando o poder instituído e afirmando a vida (Bakhtin, apud Sampaio, 1992, p.40). Surge, assim, uma visão do homem e das relações humanas alternante, necessária e revigoradora. Mas, este poder regenerador positivo do palhaço vai decrescendo após o século 17, mantendo-se atenuado em algumas formas do cômico sobreviventes, ligadas ao folclore, ao circo e à feira.
O trickster é considerado por Jung uma imagem arquetípica do inconsciente coletivo, que se insurge para brincar com a lei. É uma imagem eterna, arquetípica. Um herói mítico que é solitário, mas que se efetiva na relação com o outro, embora se volte sempre para si. O trickster é a imagem arquetípica do brincalhão com impulsos infantis, de natureza ambígua (animal e humana, sublime e grotesca). É o infantil no adulto, o infrator de normas.
(...)
Investigando o espírito cômico, observamos que ele é dialético, costuma dizer “não” a um “sim” aceito, ou dizer “sim” a um “não“ aceito e conservado culturalmente. Tem a capacidade de criar a súbita inversão, na qual a familiaridade do mundo comum é posta em questão, para que possamos ver a surpresa e experimentar o espanto que o familiar tende a esconder. A piada, por exemplo, depende muito de uma espontânea e súbita inversão do comum, da conserva cultural, da ordem das coisas geralmente aceitas. Por isto, há um certo atrativo inevitável na brincadeira.
Segundo Richard Underwood (apud Campbel, 2001, p. 166), “é cômico ver a súbita inversão da certeza ou familiaridade em incerteza ou surpresa”. Ou até pode ser trágico, indicando uma íntima ligação dialética entre tragédia e comédia. Como diz um velho cancioneiro popular, “o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e medida”.
J. L. Moreno (1889-1974), criador do Psicodrama, tinha plena consciência da força da brincadeira, da alegria e do jogo no trabalho terapêutico. Afirmou que devolveu a alegria à Psiquiatria e buscou no jogo, dramático ou não, o clima lúdico e o riso como condições para promover um estado espontâneo-criador, que ele considerava condição fundamental à saúde mental. Diremos que Moreno desenvolveu um método que visava também despertar o espírito cômico, com seu caráter transformador e transgressor, para que o sujeito com ele pudesse rir do seu drama, ver além da sua tragédia, além do seu modus operandi submerso e submetido às conservas culturais, a atitudes e padrões estereotipados.
Moreno deu, assim, credibilidade e valor à brincadeira como via de acesso ao poder criativo, e em especial no seu poder de colocar em questão o familiar, o conservado, desmontando “certezas”, princípios ou objetivos fixos, cristalizados e não questionados. Vai buscar na atitude lúdica a sua força criativa, para desmontar, desorganizar ou destruir certezas absolutas, pesquisando suas origens, numa perspectiva também genealógica.
(...)
Destacamos também a perspectiva dionisíaca presente do Psicodrama e na figura do palhaço. Dioniso, deus mitológico grego, é um deus do povo, da natureza, do vinho, da liberação pelo êxtase, das emoções, da promoção da vida, da não repressão, da expressão corporal, da dança, do teatro, do sexo e da alegria. Em seu lado sombrio, é o deus da tragédia e da loucura. Mas, é este deus que promove uma via de acesso ao mundo interior, a união das dualidades, do princípio masculino com o feminino, da luz e da sombra, do divino e humano, do alegre e triste, do bom e mau.
Na mitologia e na tragédia grega, é Dioniso quem aponta para a condição humana, que nos vem ensinar o mesmo que os poetas sempre transmitiram, que a vida é um jogo de pares de opostos, são parte de uma unidade permanente. Segundo Albor Reñones (2002, p. 148), “por trás de cada herói e cada sofrimento, ali estaria o deus Dioniso, apontando seu bastão para a nossa cara e dizendo: dance”. Para combater os excessos e a falácia da seriedade, aponta para a dança, para a permissão da alegria e da embriaguês, pois o mundo dá voltas e nada permanece, devendo a cada um de nós entendê-lo como passagem. Este autor (Ibidem, p. 156) nos aponta: “ante a insolubilidade da dor, temos a possibilidade de uma ação solidária, quando não amorosa”. Diríamos que nos resta a poesia, que está presente na alegria.
Segundo López-Pedraza (2002, p.44-45), “Dioniso permite uma perspectiva arquetípica para se relacionar e para diferenciar emoções, como uma via de acesso ao mundo interior”. Segundo Alvarenga (2000, p.143) Dioniso “prega a interação eu-outro de forma simétrica, restituindo a dinâmica do coração”. Dioniso é entendido com representante do arquétipo canalizador da agressividade, da força ou da corporalidade, transformando-a em manifestações criativas. Ao contrário de Apolo (deus do sol, da consciência, da ordem e do pensamento, defensor do patriarcado), Dioniso defende o feminino, é o deus lunar, do inconsciente, da intuição e do sentimento. Representa a dinâmica da alteridade, das relações simétricas, pós-patriarcal (Sousa, apud Alvarenga, 2007).
Parte 2
fonte: Psicodrama do Palhaço
(Zero Mostel, in Humor Judaico)
...
O palhaço foi considerado por C. G. Jung como um representante do trickster, uma figura arquetípica do herói trapaceiro, ambíguo e contraditório, que zomba e transgride normas. O palhaço teria ligações estreitas com o trickster e seria, acima de tudo, uma exteriorização de algo íntimo, universal, primitivo e puro do indivíduo, que se encontra no riso e no exagero. Figura que pode ser amada, admirada ou temida por todos, que assume a dor, a ternura e o ridículo, integrando estes opostos.
Fazendo uma breve retrospectiva histórica do “palhaço”, encontramos já na Idade Média as figuras do bobo da corte ou bufão sábio. A trupe dos saltimbancos surgiu nas festividades da Idade Média e Renascimento. Nesta época, a concepção do cômico opunha-se à cultura oficial, ao tom sério, feudal e religioso da época. Encontramos esta figura cômica também como o “coringa” dos baralhos e como o “louco”, na carta 22 do Tarô. Somente se tornou realmente a figura do “palhaço” na Renascença italiana com a Commedia dell’ arte ( com a dupla “Branco e Augusto”). Passou a frequentar os palcos das festas populares, representando uma “concepção carnavalesca do mundo, uma segunda vida do povo”, assim como o lado jocoso, grotesco e alegre, recusando o poder instituído e afirmando a vida (Bakhtin, apud Sampaio, 1992, p.40). Surge, assim, uma visão do homem e das relações humanas alternante, necessária e revigoradora. Mas, este poder regenerador positivo do palhaço vai decrescendo após o século 17, mantendo-se atenuado em algumas formas do cômico sobreviventes, ligadas ao folclore, ao circo e à feira.
O trickster é considerado por Jung uma imagem arquetípica do inconsciente coletivo, que se insurge para brincar com a lei. É uma imagem eterna, arquetípica. Um herói mítico que é solitário, mas que se efetiva na relação com o outro, embora se volte sempre para si. O trickster é a imagem arquetípica do brincalhão com impulsos infantis, de natureza ambígua (animal e humana, sublime e grotesca). É o infantil no adulto, o infrator de normas.
(...)
Investigando o espírito cômico, observamos que ele é dialético, costuma dizer “não” a um “sim” aceito, ou dizer “sim” a um “não“ aceito e conservado culturalmente. Tem a capacidade de criar a súbita inversão, na qual a familiaridade do mundo comum é posta em questão, para que possamos ver a surpresa e experimentar o espanto que o familiar tende a esconder. A piada, por exemplo, depende muito de uma espontânea e súbita inversão do comum, da conserva cultural, da ordem das coisas geralmente aceitas. Por isto, há um certo atrativo inevitável na brincadeira.
Segundo Richard Underwood (apud Campbel, 2001, p. 166), “é cômico ver a súbita inversão da certeza ou familiaridade em incerteza ou surpresa”. Ou até pode ser trágico, indicando uma íntima ligação dialética entre tragédia e comédia. Como diz um velho cancioneiro popular, “o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e medida”.
J. L. Moreno (1889-1974), criador do Psicodrama, tinha plena consciência da força da brincadeira, da alegria e do jogo no trabalho terapêutico. Afirmou que devolveu a alegria à Psiquiatria e buscou no jogo, dramático ou não, o clima lúdico e o riso como condições para promover um estado espontâneo-criador, que ele considerava condição fundamental à saúde mental. Diremos que Moreno desenvolveu um método que visava também despertar o espírito cômico, com seu caráter transformador e transgressor, para que o sujeito com ele pudesse rir do seu drama, ver além da sua tragédia, além do seu modus operandi submerso e submetido às conservas culturais, a atitudes e padrões estereotipados.
Moreno deu, assim, credibilidade e valor à brincadeira como via de acesso ao poder criativo, e em especial no seu poder de colocar em questão o familiar, o conservado, desmontando “certezas”, princípios ou objetivos fixos, cristalizados e não questionados. Vai buscar na atitude lúdica a sua força criativa, para desmontar, desorganizar ou destruir certezas absolutas, pesquisando suas origens, numa perspectiva também genealógica.
(...)
Destacamos também a perspectiva dionisíaca presente do Psicodrama e na figura do palhaço. Dioniso, deus mitológico grego, é um deus do povo, da natureza, do vinho, da liberação pelo êxtase, das emoções, da promoção da vida, da não repressão, da expressão corporal, da dança, do teatro, do sexo e da alegria. Em seu lado sombrio, é o deus da tragédia e da loucura. Mas, é este deus que promove uma via de acesso ao mundo interior, a união das dualidades, do princípio masculino com o feminino, da luz e da sombra, do divino e humano, do alegre e triste, do bom e mau.
Na mitologia e na tragédia grega, é Dioniso quem aponta para a condição humana, que nos vem ensinar o mesmo que os poetas sempre transmitiram, que a vida é um jogo de pares de opostos, são parte de uma unidade permanente. Segundo Albor Reñones (2002, p. 148), “por trás de cada herói e cada sofrimento, ali estaria o deus Dioniso, apontando seu bastão para a nossa cara e dizendo: dance”. Para combater os excessos e a falácia da seriedade, aponta para a dança, para a permissão da alegria e da embriaguês, pois o mundo dá voltas e nada permanece, devendo a cada um de nós entendê-lo como passagem. Este autor (Ibidem, p. 156) nos aponta: “ante a insolubilidade da dor, temos a possibilidade de uma ação solidária, quando não amorosa”. Diríamos que nos resta a poesia, que está presente na alegria.
Segundo López-Pedraza (2002, p.44-45), “Dioniso permite uma perspectiva arquetípica para se relacionar e para diferenciar emoções, como uma via de acesso ao mundo interior”. Segundo Alvarenga (2000, p.143) Dioniso “prega a interação eu-outro de forma simétrica, restituindo a dinâmica do coração”. Dioniso é entendido com representante do arquétipo canalizador da agressividade, da força ou da corporalidade, transformando-a em manifestações criativas. Ao contrário de Apolo (deus do sol, da consciência, da ordem e do pensamento, defensor do patriarcado), Dioniso defende o feminino, é o deus lunar, do inconsciente, da intuição e do sentimento. Representa a dinâmica da alteridade, das relações simétricas, pós-patriarcal (Sousa, apud Alvarenga, 2007).
Parte 2
fonte: Psicodrama do Palhaço
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15.5.10
O velho tarado da Mercedes 78
por Pedro Ivo Resende
Seu Moreira comprou uma Mercedes 78. Adaptou a buzina com o tema do Star Wars para ver se fazia sucesso entre as colegiais. Ele tinha uma fixação magnética no que chamava de "garotinhas com cheiro de chiclete Trident". Por isso parava o carro de vez em quando na saída do colégio Pedro II.
- Ei, doçura, vem cá. Te dou um picolé de carne.
As garotas gritavam e se escondiam atrás das amendoeiras, com medo. Ele não ligava. Despia a camisa, a calça e ficava de cueca e meia preta, tomando sol em cima do capô do carro. E era nisso que se resumia o seu expediente de velho tarado. Até a vez em que uma mulher finalmente entrou no carro do Seu Moreira. Era a Tia Lucinda, que se orgulhava de ainda menstruar aos 68 anos de idade ("Aqui minha calcinha, ó. Cheia de sangue"). Ela perguntou:
- Seu Moreira, você tem algo contra próteses?
- Próteses?
- É, membros mecânicos.
- Tenho sim.
- Problema seu. Vamos pra Goiás. Quero começar vida nova ao seu lado.
Nisso, uma colegial chega e pergunta:
- E aí, Seu Moreira, o picolé ainda está de pé?
Tia Lucinda se adiantou:
- Psiu, o picolé já tem dona. Sai daqui, sua franguinha!
A menina fugiu com medo e se escondeu atrás de uma amendoeira. Seu Moreira abaixou a cabeça e chorou durante duas horas. Depois ligou a Mercedes e foi pra Goiás. Combinou de rachar a gasolina com a Tia Lucinda.
:::
Seu Moreira e Tia Lucinda, pioneiros Pipenses, apóiam Madame Lili
Seu Moreira comprou uma Mercedes 78. Adaptou a buzina com o tema do Star Wars para ver se fazia sucesso entre as colegiais. Ele tinha uma fixação magnética no que chamava de "garotinhas com cheiro de chiclete Trident". Por isso parava o carro de vez em quando na saída do colégio Pedro II.
- Ei, doçura, vem cá. Te dou um picolé de carne.
As garotas gritavam e se escondiam atrás das amendoeiras, com medo. Ele não ligava. Despia a camisa, a calça e ficava de cueca e meia preta, tomando sol em cima do capô do carro. E era nisso que se resumia o seu expediente de velho tarado. Até a vez em que uma mulher finalmente entrou no carro do Seu Moreira. Era a Tia Lucinda, que se orgulhava de ainda menstruar aos 68 anos de idade ("Aqui minha calcinha, ó. Cheia de sangue"). Ela perguntou:
- Seu Moreira, você tem algo contra próteses?
- Próteses?
- É, membros mecânicos.
- Tenho sim.
- Problema seu. Vamos pra Goiás. Quero começar vida nova ao seu lado.
Nisso, uma colegial chega e pergunta:
- E aí, Seu Moreira, o picolé ainda está de pé?
Tia Lucinda se adiantou:
- Psiu, o picolé já tem dona. Sai daqui, sua franguinha!
A menina fugiu com medo e se escondeu atrás de uma amendoeira. Seu Moreira abaixou a cabeça e chorou durante duas horas. Depois ligou a Mercedes e foi pra Goiás. Combinou de rachar a gasolina com a Tia Lucinda.
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20.4.10
Documentário “Anarco-experimentalismo”
por terminal1
Este documentário visa esclarecer o anarco-experimentalismo passando por várias etapas:
* Apartamento F324: muitos absurdistas se conheceram nessa célebre localidade. A princípio uma moradia, o F324 transformou-se através dos tempos. Foi um escritório. Foi uma TAZ – Zona Autônoma Temporária. Foi uma incubadora de empresa. E Foi um Squat. Localizado no Edifício Copan, no último andar, e sendo um apartamento de canto, ele tinha uma vista incrível e oferecia um ambiente seguro para as primeiras maquinações anarco-experimentalistas. Infelizmente, esse grupo de pensadores cresceu além do que o apartamento poderia suportar, o que trouxe a primeira grande lição a eles: “O absurdismo sempre gera atritos com os vizinhos.”
* Juventude Absurdista: uma identidade coletiva que também é um coletivo de identidades, a J.A. se formou emergencialmente através de encontros informais e formatou-se como um grupo fluído e dinâmico de filósofos, sociólogos e mendigos da sociedade em geral. Muitos clamam que eles se levam mais a sério do que deveriam, mas a verdade é que eles tem uma missão, e ela é instilar o caos. Portanto, enquanto homens e mulheres munidos de uma missão, não só eles se levam a sério demais, mas também apresentam comportamentos erráticos que os afastam da cultura popular tradicional. A verdade sobre eles pode ser mais claramente explícita assim: “Os absurdistas vivem a margem da realidade, num limbo confuso onde constantemente nada faz sentido. E adoram isso.”
* Festivais de apartamento: Da época em que os absurdistas perderam controle sobre o F324 por causa da intensa pressão da comunidade que se acercava (vizinhos), ficaram sem rumo. Como resultado, criaram a práxis alternativa, os Festivais de Apartamento. Não se engane pelo nome. Os festivais não envolvem arte, apenas performances das personas absurdistas. São festas que acontecem nas ruas, (apartamentos) onde se reunem todos os tipos de absurdistas, conhecidos e “recrutas”, fazendo com que esse evento seja essencial para a disseminação do caos. Geralmente a J.A tenta manter a ordem nesses eventos pelo simples fato de que sempre alguém aparece e diz: “Ordem não, aqui é o caos”. Sabemos que é alguém saindo do armário. Seu caráter realista os afasta da ficção e portanto os difere do cotidiano da J.A. Foi através dos debates informais regados a drogas, que os Absurdistas começaram a estruturar sua filosofia abstrata num programa político anti-partidário mais aplicável.
* Pacotes de leis: A base do programa reformista, retrovirótico, prático e anti-partidário que o absurdismo propôe como caminho para o Anarco-Experimentalismo. Pode ser mais simplesmente entendido como uma luta contra a perpetuação histórica da super-estrutura social, rompensdo com a ingenuidade típica do anarquismo que deseja erradicá-la. Basicamente, trabalha com a idéia de um contrato social customizado, que o indivíduo constrói através de um programa de pontos. Benefícios sociais custam pontos. Desvantagens dão pontos. Os cidadãos compensam benefícios com desvantagens, de forma a construir seu próprio pacote individual. Os pacotes abdicam do típico protecionismo da esquerda e entregam a responsabilidade na mão do indivíduo, mas buscam a igualidade de direitos entre todos, negando a visão competitiva da direita. A idéia é tangibilizar o ideal anarco-experimentalista do “Estado Customizado”.
JUVENTUDE ABSURDISTA? WTF?
A JUVENTUDE ABSURDISTA é um coletivo que relata fatos que ocorrem especialmente nas ruas e às vezes na rede.
A JUVENTUDE ABSURDISTA é um blog feito por e para anarquistas que acreditam nas leis de trânsito.
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Este documentário visa esclarecer o anarco-experimentalismo passando por várias etapas:
* Apartamento F324: muitos absurdistas se conheceram nessa célebre localidade. A princípio uma moradia, o F324 transformou-se através dos tempos. Foi um escritório. Foi uma TAZ – Zona Autônoma Temporária. Foi uma incubadora de empresa. E Foi um Squat. Localizado no Edifício Copan, no último andar, e sendo um apartamento de canto, ele tinha uma vista incrível e oferecia um ambiente seguro para as primeiras maquinações anarco-experimentalistas. Infelizmente, esse grupo de pensadores cresceu além do que o apartamento poderia suportar, o que trouxe a primeira grande lição a eles: “O absurdismo sempre gera atritos com os vizinhos.”
* Juventude Absurdista: uma identidade coletiva que também é um coletivo de identidades, a J.A. se formou emergencialmente através de encontros informais e formatou-se como um grupo fluído e dinâmico de filósofos, sociólogos e mendigos da sociedade em geral. Muitos clamam que eles se levam mais a sério do que deveriam, mas a verdade é que eles tem uma missão, e ela é instilar o caos. Portanto, enquanto homens e mulheres munidos de uma missão, não só eles se levam a sério demais, mas também apresentam comportamentos erráticos que os afastam da cultura popular tradicional. A verdade sobre eles pode ser mais claramente explícita assim: “Os absurdistas vivem a margem da realidade, num limbo confuso onde constantemente nada faz sentido. E adoram isso.”
* Festivais de apartamento: Da época em que os absurdistas perderam controle sobre o F324 por causa da intensa pressão da comunidade que se acercava (vizinhos), ficaram sem rumo. Como resultado, criaram a práxis alternativa, os Festivais de Apartamento. Não se engane pelo nome. Os festivais não envolvem arte, apenas performances das personas absurdistas. São festas que acontecem nas ruas, (apartamentos) onde se reunem todos os tipos de absurdistas, conhecidos e “recrutas”, fazendo com que esse evento seja essencial para a disseminação do caos. Geralmente a J.A tenta manter a ordem nesses eventos pelo simples fato de que sempre alguém aparece e diz: “Ordem não, aqui é o caos”. Sabemos que é alguém saindo do armário. Seu caráter realista os afasta da ficção e portanto os difere do cotidiano da J.A. Foi através dos debates informais regados a drogas, que os Absurdistas começaram a estruturar sua filosofia abstrata num programa político anti-partidário mais aplicável.
* Pacotes de leis: A base do programa reformista, retrovirótico, prático e anti-partidário que o absurdismo propôe como caminho para o Anarco-Experimentalismo. Pode ser mais simplesmente entendido como uma luta contra a perpetuação histórica da super-estrutura social, rompensdo com a ingenuidade típica do anarquismo que deseja erradicá-la. Basicamente, trabalha com a idéia de um contrato social customizado, que o indivíduo constrói através de um programa de pontos. Benefícios sociais custam pontos. Desvantagens dão pontos. Os cidadãos compensam benefícios com desvantagens, de forma a construir seu próprio pacote individual. Os pacotes abdicam do típico protecionismo da esquerda e entregam a responsabilidade na mão do indivíduo, mas buscam a igualidade de direitos entre todos, negando a visão competitiva da direita. A idéia é tangibilizar o ideal anarco-experimentalista do “Estado Customizado”.
JUVENTUDE ABSURDISTA? WTF?
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A JUVENTUDE ABSURDISTA é um blog feito por e para anarquistas que acreditam nas leis de trânsito.
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O cabeleireiro das estrelas
por Pedro Ivo Resende
Meu cabelo é duro, estilo black-power. E se eu passasse algum tempo sem cortá-lo, sempre recebia o mesmo telefonema.
- O senhor Pedro, por gentileza.
- É ele.
- Bem, aqui quem fala é o representante dos direitos autorais da banda Jackson Five para a América Latina. Se você não mudar o seu penteado nas próximas vinte e quatro horas, entraremos com um processo por uso indevido de imagem contra o senhor. Passar bem.
Definitivamente era hora de cortar o cabelo e, por que não, adotar um visual moderno. Entrei no Chez Lutcho's, o salão da moda, e fui atendido pelo próprio cabeleireiro.
- Cabeleireiro, não! Sou hair designer.
- Ótimo.
Pedi pro Lutcho raspar o meu cabelo à máquina. Ele abriu a gaveta e me mostrou o aparelho.
- É isso que você quer?
- Sim.
Lutcho atirou a máquina contra o espelho e se enrubesceu de raiva.
- Sou Lutcho's Coiffeur, cabeleireiro das estrelas! Não me vendo por tão pouco. Eu te pego, eu te mastigo, te cuspo, eu te transformo. Deixa eu te mostrar uma coisa.
Lutcho remexeu num armário e me trouxe uma foto. Era ele e um sujeito loiro.
- Essa é uma foto minha com o Richard Gere. Cortava o cabelo dele em troca de aparições furtivas nos grandes sucessos de Hollywood.
- Porra, mas esse sujeito aqui não tem nada a ver com ele.
- A foto é antiga. Posso te contar um segredo?
- Sim.
- Eu inventei o corte asa-delta.
- É aquele da voltinha atrás?
- Isso.
- Que merda, Lutcho.
Lutcho ficou ainda mais transtornado e explodiu em prantos. Saiu correndo na direção de uma porta e se trancafiou lá dentro. Um velho barbudo de cadeira de rodas elétrica desceu uma rampinha do salão e parou ao meu lado.
- Lutcho tenta te agradar, te fazer feliz, e o que você dá em troca? Desprezo!
- Olha, não foi por querer.
- Peça desculpas para ele.
Andei até a porta, de onde se podia ouvir os soluços do cabeleireiro.
- Lutcho, desculpas aí.
- Diga!
- Dizer o quê?
- Diga que você é um animal, insensível, ignorante.
- Nem fudendo.
- Tá bom, me faça elogios então. Elogios em francês, elogios mil.
- Olha, eu só vim pedir desculpas. Mas também você fica contando essas mentiras. E isso é...
- Excuse me.
Olhei pro lado e vi um cara alto de cabelo grisalho. Puta merda, era o Richard Gere!
- Lutcho, darling, come on. Let's go to San Francisco.
Lutcho abre a porta e salta para os braços do galã de Hollywood, que o acomoda no banco traseiro de um Jaguar estacionado em frente ao salão. E eu fico com aquela cara de "mas que porra é essa?". Nisso o sujeito da cadeira de rodas sobe à toda velocidade para o topo da rampa e de lá proclama:
- Corações aflitos, meu jovem! O mundo está cheio deles.
Meu cabelo é duro, estilo black-power. E se eu passasse algum tempo sem cortá-lo, sempre recebia o mesmo telefonema.
- O senhor Pedro, por gentileza.
- É ele.
- Bem, aqui quem fala é o representante dos direitos autorais da banda Jackson Five para a América Latina. Se você não mudar o seu penteado nas próximas vinte e quatro horas, entraremos com um processo por uso indevido de imagem contra o senhor. Passar bem.
Definitivamente era hora de cortar o cabelo e, por que não, adotar um visual moderno. Entrei no Chez Lutcho's, o salão da moda, e fui atendido pelo próprio cabeleireiro.
- Cabeleireiro, não! Sou hair designer.
- Ótimo.
Pedi pro Lutcho raspar o meu cabelo à máquina. Ele abriu a gaveta e me mostrou o aparelho.
- É isso que você quer?
- Sim.
Lutcho atirou a máquina contra o espelho e se enrubesceu de raiva.
- Sou Lutcho's Coiffeur, cabeleireiro das estrelas! Não me vendo por tão pouco. Eu te pego, eu te mastigo, te cuspo, eu te transformo. Deixa eu te mostrar uma coisa.
Lutcho remexeu num armário e me trouxe uma foto. Era ele e um sujeito loiro.
- Essa é uma foto minha com o Richard Gere. Cortava o cabelo dele em troca de aparições furtivas nos grandes sucessos de Hollywood.
- Porra, mas esse sujeito aqui não tem nada a ver com ele.
- A foto é antiga. Posso te contar um segredo?
- Sim.
- Eu inventei o corte asa-delta.
- É aquele da voltinha atrás?
- Isso.
- Que merda, Lutcho.
Lutcho ficou ainda mais transtornado e explodiu em prantos. Saiu correndo na direção de uma porta e se trancafiou lá dentro. Um velho barbudo de cadeira de rodas elétrica desceu uma rampinha do salão e parou ao meu lado.
- Lutcho tenta te agradar, te fazer feliz, e o que você dá em troca? Desprezo!
- Olha, não foi por querer.
- Peça desculpas para ele.
Andei até a porta, de onde se podia ouvir os soluços do cabeleireiro.
- Lutcho, desculpas aí.
- Diga!
- Dizer o quê?
- Diga que você é um animal, insensível, ignorante.
- Nem fudendo.
- Tá bom, me faça elogios então. Elogios em francês, elogios mil.
- Olha, eu só vim pedir desculpas. Mas também você fica contando essas mentiras. E isso é...
- Excuse me.
Olhei pro lado e vi um cara alto de cabelo grisalho. Puta merda, era o Richard Gere!
- Lutcho, darling, come on. Let's go to San Francisco.
Lutcho abre a porta e salta para os braços do galã de Hollywood, que o acomoda no banco traseiro de um Jaguar estacionado em frente ao salão. E eu fico com aquela cara de "mas que porra é essa?". Nisso o sujeito da cadeira de rodas sobe à toda velocidade para o topo da rampa e de lá proclama:
- Corações aflitos, meu jovem! O mundo está cheio deles.
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8.4.10
Uma cidade melancólica, onde ninguém nunca sorri – Menina Morta
Escrevo uma carta em minha própria mão cujo foi decepada em trabalho, mão de obra barata, escrava, para diversão deles minha conduta nunca foi boa e eles não gostam de crianças desobedientes. Vândalos, Degenerados, Delinqüentes, Ladrões, Baderneiros, Desobedientes, Sarcásticos, Marginais & Homens-Livres, foi como nos taxaram, colocaram uma etiqueta em nossa língua, um numero em nossa testa. Éramos todos escravos do mesmo monte de excremento, e eles faziam questão de nos dizer, questão de fazer-nos saber que íamos morrer.
Seus corpos são deformados cheios de enxertos, alguns não possuem troncos nem braços, vivem cantarolando pelos corredores adjacentes aos meus ouvidos, nos mantêm aqui e controlam os reatores cujo agrupamento é apelidado entre seus detentos de "casa", para mim é mais um campo de concentração. "Faça silêncio" é o que diziam, apenas davam a desculpa que era para nosso bem e estávamos todos doentes, nos separaram de nossos entes desde então sem nenhuma explicação tudo passou rápido, tão rápido que ninguém notou os dias, era difícil distinguir dois dias de duas semanas, ninguém veio nos buscar, talvez também tenham sido pegos... Éramos tão felizes.
Adeptos da fé e cheios de preconceitos alegavam cheios de contradição que éramos todos pecadores hereges e nos ensinavam que amor é uma blasfêmia, é errado, cheio de regras, deve ser contido e a principio foi tão difícil, os que escapavam nas primeiras semanas diziam que seriamos transferidos para um mundo recente e tão remoto que sua localização é desconhecida, acredito que na verdade ocultam informações.
Homens com barba mal feita, rostos mal lavados. Tiranos & Usurpadores, eles falam que precisam nos controlar, que somos fora-da-lei, que não podemos mais viver felizes, fazem questão de tomar nossas terras, questão em nos deixar cientes de que irão poluir nossos rios e nossas florestas. Eles dizem que ninguém muda, e isso me dá força de vontade, se antes era um homem livre, agora também serei. É por isso que nego trabalhar para esses sujeitos mal-cheirosos, e é em nome da Liberdade que provavelmente estarei fadado à morte nessa fatídica noite. Talvez eles me torturem antes, é uma diversão para eles, não entendo o fetiche nisso, mas tortura alheia parece ser o assunto quente entre eles.
Miseráveis...
Todo dia ouço esse mesmo gemido mais parece uma roda enferrujada, periodicamente trazem os corpos puxados sobre uma espécie de carrinho aparentemente selado, não se vê soldas, estocam os restos naquelas estantes prateadas da 3° casa de arquivos em potes azuis com um tipo de asterisco com uma etiqueta cheia de numerais e caracteres ilegíveis aos olhos acorrentados atrás dessas barras.
Não posso deixar de observar, os homens famintos, nos dão ossos, e comem suculentos pratos, mais doces do que de anjo, eles dizem. Posso observar tamanhos disformes, as vezes deixam grandes ossos do tamanho de um úmero, ou de um rádio. As vezes uma tíbia, ou um fêmur. Não poderia imaginar que bicho poderia dar ossos desse tipo. De certo tomo consciência do fato de que essa carne não é normal. Não posso deixar de me perguntar, de que continente será que provem essas especiarias?
Eles mentiram pra vocês, ludibriaram e manipularam com suas roupas caras e fala mansa! Vocês já são livres, tudo é permitido! Um brinde à Éris, A mais bela, a Deusa da Discórdia! Sejam os Sagrados Anjos de si mesmo, como diriam os Thelemitas! Sejam seus próprios Demônios, como diriam os Ocultistas! O Único Pecado é a restrição. Viva sua vida, eu bem que gostaria de viver a minha, mas agora é tarde demais...
Não consigo mais esconder o meu repudio por essas criaturas. Finalmente me desvencilhei dos grilhões da Escravidão. Estou transcendendo a realidade. Estou rompendo meus limites e finalmente abraçando a imortalidade. Já chega desta hipocrisia, agora eu vou lhe mostrar-lhes algo diferente. Da tua sombra que se segue ao amanhecer. E por tua sombra que à ti te ergue ao anoitecer. Eu vou mostrar-lhes o medo num punhado de pó!
VIAGEM SIDERAL
Minha execução foi decretada e imagino que terei o mesmo destino de meus irmãos, sinto falta de tudo que deixarei aqui e medo desse futuro incerto. Já sinto falta do cheiro doce do campo, eles podem me acorrentar à fezes, podem ter traçado meus últimos meses linha por linha, mas nesses últimos dez minutos eu sou livre. TUDO EM NOME DA LIBERDADE, eu repito, as pessoas se esquecem que o nosso verdadeiro motivo de transcender é viver livremente. Essa espera é que está me matando...
Agora eu me despeço de todos vocês, muitos daqui não verei outra vez. No final das contas o que está me atormentando mesmo é toda essa espera, eles me aprisionam e me fazem contar carneiros. Gasto o tempo que não tenho, com coisas que não gosto. Acho que no final da sua vida, você começa a pensar no começo, convenhamos, Aleister Crowley realmente sabia do que estava falando quando disse: “Amor é a Lei, Amor sob Vontade”. As tradições e seitas orientais tem o costume de dizer que no segundo que antecede sua morte você vê sua vida inteira num piscar de olhos, eu não acho que seja bem assim, acho que você apenas veja as coisas que realmente lhe importam nessa vida...
Será que você pode adivinhar o que eu vi?
Escrevo uma carta em minha própria mão cujo foi decepada em trabalho, mão de obra barata, escrava, para diversão deles minha conduta nunca foi boa e eles não gostam de crianças desobedientes. Vândalos, Degenerados, Delinqüentes, Ladrões, Baderneiros, Desobedientes, Sarcásticos, Marginais & Homens-Livres, foi como nos taxaram, colocaram uma etiqueta em nossa língua, um numero em nossa testa. Éramos todos escravos do mesmo monte de excremento, e eles faziam questão de nos dizer, questão de fazer-nos saber que íamos morrer.
Seus corpos são deformados cheios de enxertos, alguns não possuem troncos nem braços, vivem cantarolando pelos corredores adjacentes aos meus ouvidos, nos mantêm aqui e controlam os reatores cujo agrupamento é apelidado entre seus detentos de "casa", para mim é mais um campo de concentração. "Faça silêncio" é o que diziam, apenas davam a desculpa que era para nosso bem e estávamos todos doentes, nos separaram de nossos entes desde então sem nenhuma explicação tudo passou rápido, tão rápido que ninguém notou os dias, era difícil distinguir dois dias de duas semanas, ninguém veio nos buscar, talvez também tenham sido pegos... Éramos tão felizes.
Adeptos da fé e cheios de preconceitos alegavam cheios de contradição que éramos todos pecadores hereges e nos ensinavam que amor é uma blasfêmia, é errado, cheio de regras, deve ser contido e a principio foi tão difícil, os que escapavam nas primeiras semanas diziam que seriamos transferidos para um mundo recente e tão remoto que sua localização é desconhecida, acredito que na verdade ocultam informações.
Homens com barba mal feita, rostos mal lavados. Tiranos & Usurpadores, eles falam que precisam nos controlar, que somos fora-da-lei, que não podemos mais viver felizes, fazem questão de tomar nossas terras, questão em nos deixar cientes de que irão poluir nossos rios e nossas florestas. Eles dizem que ninguém muda, e isso me dá força de vontade, se antes era um homem livre, agora também serei. É por isso que nego trabalhar para esses sujeitos mal-cheirosos, e é em nome da Liberdade que provavelmente estarei fadado à morte nessa fatídica noite. Talvez eles me torturem antes, é uma diversão para eles, não entendo o fetiche nisso, mas tortura alheia parece ser o assunto quente entre eles.
Miseráveis...
Todo dia ouço esse mesmo gemido mais parece uma roda enferrujada, periodicamente trazem os corpos puxados sobre uma espécie de carrinho aparentemente selado, não se vê soldas, estocam os restos naquelas estantes prateadas da 3° casa de arquivos em potes azuis com um tipo de asterisco com uma etiqueta cheia de numerais e caracteres ilegíveis aos olhos acorrentados atrás dessas barras.
Não posso deixar de observar, os homens famintos, nos dão ossos, e comem suculentos pratos, mais doces do que de anjo, eles dizem. Posso observar tamanhos disformes, as vezes deixam grandes ossos do tamanho de um úmero, ou de um rádio. As vezes uma tíbia, ou um fêmur. Não poderia imaginar que bicho poderia dar ossos desse tipo. De certo tomo consciência do fato de que essa carne não é normal. Não posso deixar de me perguntar, de que continente será que provem essas especiarias?
Eles mentiram pra vocês, ludibriaram e manipularam com suas roupas caras e fala mansa! Vocês já são livres, tudo é permitido! Um brinde à Éris, A mais bela, a Deusa da Discórdia! Sejam os Sagrados Anjos de si mesmo, como diriam os Thelemitas! Sejam seus próprios Demônios, como diriam os Ocultistas! O Único Pecado é a restrição. Viva sua vida, eu bem que gostaria de viver a minha, mas agora é tarde demais...
Não consigo mais esconder o meu repudio por essas criaturas. Finalmente me desvencilhei dos grilhões da Escravidão. Estou transcendendo a realidade. Estou rompendo meus limites e finalmente abraçando a imortalidade. Já chega desta hipocrisia, agora eu vou lhe mostrar-lhes algo diferente. Da tua sombra que se segue ao amanhecer. E por tua sombra que à ti te ergue ao anoitecer. Eu vou mostrar-lhes o medo num punhado de pó!
VIAGEM SIDERAL
Minha execução foi decretada e imagino que terei o mesmo destino de meus irmãos, sinto falta de tudo que deixarei aqui e medo desse futuro incerto. Já sinto falta do cheiro doce do campo, eles podem me acorrentar à fezes, podem ter traçado meus últimos meses linha por linha, mas nesses últimos dez minutos eu sou livre. TUDO EM NOME DA LIBERDADE, eu repito, as pessoas se esquecem que o nosso verdadeiro motivo de transcender é viver livremente. Essa espera é que está me matando...
Agora eu me despeço de todos vocês, muitos daqui não verei outra vez. No final das contas o que está me atormentando mesmo é toda essa espera, eles me aprisionam e me fazem contar carneiros. Gasto o tempo que não tenho, com coisas que não gosto. Acho que no final da sua vida, você começa a pensar no começo, convenhamos, Aleister Crowley realmente sabia do que estava falando quando disse: “Amor é a Lei, Amor sob Vontade”. As tradições e seitas orientais tem o costume de dizer que no segundo que antecede sua morte você vê sua vida inteira num piscar de olhos, eu não acho que seja bem assim, acho que você apenas veja as coisas que realmente lhe importam nessa vida...
Será que você pode adivinhar o que eu vi?
5.4.10
Olhos de Vidro e Marmore
por Menina Morta
A noite estava insólita com um ar mais frio e rarefeito do que o normal quando Timóteo Pinto adentrou para a escuridão do beco local. A noite estava clara sob a lua cheia de plena sexta-feira 12, e apesar de Timóteo não estar bêbado, certa “consciência alterada” tomava conta de seu ser nesta fatídica noite.
Sua atenção foi chamada com o som efêmero e “inócuo” de uma gota d’água em uma pequena poça de água semi-dissolvida com vestígios fecais de alguma ave. O som parecia de tilintares de taças acompanhada com diminutos coaxos e certos “cri-cri-cri-cri”
Timóteo entrou e pensou que seus olhos o enganaram, pois o nosso senhor assustou-se ao ver um sofá velho sob a tremenda influencia do tempo e colossais ondas de poeira.
Por algum motivo incógnito desmerecidamente, Timóteo ficou hipnotizado ao olhar os olhos do velho, eram olhos opacos, possuíam tons de nevoas, e ao mesmo tempo uma escuridão apocalíptica, como se a qualquer segundo aquele olhar sombrio e caloroso (os dois ao mesmo tempo) pudesse dar inicio a uma reação de cadeia que prenderia tudo sob a hipnose daqueles olhos.
Timóteo se aproximou e ficou à dois metros olhando diretamente os olhos do velho, não sabia o porque, mas os olhos daquele velho pareciam a coisa mais importante da existência. Parecia a única essência realmente essencial da vida. Ele reparou que lentamente mergulhava em seus olhos e então percebeu: Pequenas cutículas dentro de seus olhos começaram à exalar um brilho carnavalesco, e rodava, em espirais uma majestosa dança sobre o ritmo de ‘Magnificat’ ou de Eine Kleine Nachtmusik.
Seus olhos por fim deram origem a uma galáxia, perfeita em todos os seus detalhes. Ele não sabia mais dizer à quanto tempo estava encarando aqueles pares de olhos imateriais, o tempo parecia estranho agora. TIMÓTEO sabia com certeza que fazia mais de dois dias e com incerteza sabia que fazia menos de uma semana.
Uma vontade LOUCA de urinar atacou-o quando ele sabia que, como em um sonho surreal, que se parasse por dois segundos de olhar aqueles olhos, e retorna-se sua visão, não seria mais a mesma coisa. Então sem pestanejar, TIMÓTEO urinou sua substancia ureica-amoniaca ali nas calças mesmo. E pela primeira vez na vida Timóteo perguntou alguma pergunta decente e inteligente:
“-Senhor, quem diabos é você?!”
A voz extremamente fina do velho, como se tivesse alguma doença nas cordas vocais, parecendo uma imitação do clássico personagem Kiko (chaves) lhe respondeu:
“-Me desculpe, mas eu não sou daqui, sou de outro planeta, gosto de cogumelos…e eu sou maluco branquelo, de cabelo amarelo, minha vida é a estrada e eu não ligo para nada, só quero cantar…flutuar no Universo ver o mundo de perto ver a Terra girar…
“Me desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu. Saiba que a lua ao lado é sempre igual e que Júpiter sempre muda, que eu sou um louco caótico e doente, sou Maluco Beleza, e que, a caixa-mágica manipula sua mente, os pergaminhos do Times são malignos. Agora eu preciso sair daqui, vou pra outro planeta, algum distante que possa sentar e relaxar.”
Timóteo não sabia como, mas aquela noite durou mais de dez anos e toda a sua liberdade, todo seu livre-arbitrio, todo seu intelecto e toda sua sanidade mental (não que ele pudesse dizer com certeza que possuia uma, obviamente)
A noite estava insólita com um ar mais frio e rarefeito do que o normal quando Timóteo Pinto adentrou para a escuridão do beco local. A noite estava clara sob a lua cheia de plena sexta-feira 12, e apesar de Timóteo não estar bêbado, certa “consciência alterada” tomava conta de seu ser nesta fatídica noite.
Sua atenção foi chamada com o som efêmero e “inócuo” de uma gota d’água em uma pequena poça de água semi-dissolvida com vestígios fecais de alguma ave. O som parecia de tilintares de taças acompanhada com diminutos coaxos e certos “cri-cri-cri-cri”
Timóteo entrou e pensou que seus olhos o enganaram, pois o nosso senhor assustou-se ao ver um sofá velho sob a tremenda influencia do tempo e colossais ondas de poeira.
Por algum motivo incógnito desmerecidamente, Timóteo ficou hipnotizado ao olhar os olhos do velho, eram olhos opacos, possuíam tons de nevoas, e ao mesmo tempo uma escuridão apocalíptica, como se a qualquer segundo aquele olhar sombrio e caloroso (os dois ao mesmo tempo) pudesse dar inicio a uma reação de cadeia que prenderia tudo sob a hipnose daqueles olhos.
Timóteo se aproximou e ficou à dois metros olhando diretamente os olhos do velho, não sabia o porque, mas os olhos daquele velho pareciam a coisa mais importante da existência. Parecia a única essência realmente essencial da vida. Ele reparou que lentamente mergulhava em seus olhos e então percebeu: Pequenas cutículas dentro de seus olhos começaram à exalar um brilho carnavalesco, e rodava, em espirais uma majestosa dança sobre o ritmo de ‘Magnificat’ ou de Eine Kleine Nachtmusik.
Seus olhos por fim deram origem a uma galáxia, perfeita em todos os seus detalhes. Ele não sabia mais dizer à quanto tempo estava encarando aqueles pares de olhos imateriais, o tempo parecia estranho agora. TIMÓTEO sabia com certeza que fazia mais de dois dias e com incerteza sabia que fazia menos de uma semana.
Uma vontade LOUCA de urinar atacou-o quando ele sabia que, como em um sonho surreal, que se parasse por dois segundos de olhar aqueles olhos, e retorna-se sua visão, não seria mais a mesma coisa. Então sem pestanejar, TIMÓTEO urinou sua substancia ureica-amoniaca ali nas calças mesmo. E pela primeira vez na vida Timóteo perguntou alguma pergunta decente e inteligente:
“-Senhor, quem diabos é você?!”
A voz extremamente fina do velho, como se tivesse alguma doença nas cordas vocais, parecendo uma imitação do clássico personagem Kiko (chaves) lhe respondeu:
“-Me desculpe, mas eu não sou daqui, sou de outro planeta, gosto de cogumelos…e eu sou maluco branquelo, de cabelo amarelo, minha vida é a estrada e eu não ligo para nada, só quero cantar…flutuar no Universo ver o mundo de perto ver a Terra girar…
“Me desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu. Saiba que a lua ao lado é sempre igual e que Júpiter sempre muda, que eu sou um louco caótico e doente, sou Maluco Beleza, e que, a caixa-mágica manipula sua mente, os pergaminhos do Times são malignos. Agora eu preciso sair daqui, vou pra outro planeta, algum distante que possa sentar e relaxar.”
Timóteo não sabia como, mas aquela noite durou mais de dez anos e toda a sua liberdade, todo seu livre-arbitrio, todo seu intelecto e toda sua sanidade mental (não que ele pudesse dizer com certeza que possuia uma, obviamente)
4.4.10
2.4.10
-><-
"Se tem uma coisa que 100% das pessoas concordam é que não existe unanimidade." - Henrique Szklo
-><-
"Se tem uma coisa que 100% das pessoas concordam é que não existe unanimidade." - Henrique Szklo
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1.4.10
Black Parrachian

Um terror ronda os quintais das senhoras incautas e anorexigenas espalhadas paralelamente pelo chão.
Findam-se os dias das bonitinhas histórias gansianas e devém o tempo saturnino do trovão: Black Parrachian, nice day.
Parrachianos gritam dos confins de Santa Teresa ou de Belvedère para se esconderem de tamanho horror.
Parrachianos obscuros tomam o confronto com o que parecia ser mais bonito: a vida. A exaltação do ganso pelos parrachianos é invertida e os adeptos do Bela-parrachianismo negro acabam por forçar um culto ao Pato.
Lembremos das leis básicas do Parrachianismo:
- Tudo é ganso
- Ganso é tudo
- O que não é tudo é nada.
- Quem nada é pato.
Ao louvarem o nada - o Pato - os black parrachians descobriram, em seu surto de terror, novos paradigmas como leis cósmicas. Eis então que:
- Se puder dar merda, dará.
- Merdas acontecem.
- Alguem tem que se fuder.
- Sempre pode ser pior...
E foi assim que o céu fez-se noite no mundo dos vivos.
20.3.10
LinKaonia nº 1
..
as mais recentes caozices captadas por wodouvhaox linKao apslackord
...
:::
Pseudocabala Discordiana Albertista do Rev. Albert - O Mito, A Lenda, O Grande Fnord agora no Delírio Coletivo
..
Principia Discordia - curta-metragem baseado no livro
...
Sociedade da Cacofonia no Delírio Coletivo - no ar a versão 2.3
..
Culture Jam - Documentário sobre a cultura cacofônica gelatinante
...
e pra terminar
uma autopromoção descarada:
minimalóki - slacken fnordstik apscalic
..
...
tens algum linkaotico? mande para a redação: minimalistaarrobagmail.com ou andre-farrobarocketmail.com
oy!
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22.2.10
19.2.10
Koan da Xícara de Chá
Nan-in, mestre zen da era Meiji,
recebeu um professor universitario que veio inquiri-lo sobre Zen.
Nan-in serviu chá.
Ele encheu a xícara de seu visitante mas não parou de despeijar chá.
O professor assistiu o transbordo até não se conter mais.
"Está cheio. Não cabe mais nada!"
"Assim como essa xícara," disse então Nan-in, "você está cheio de opiniões e especulações.
Como posso lhe mostrar o Zen sem antes você esvaziar sua xícara?"
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Madame Lili: PIPA 2010

Vozes impopulares tem acreditado ainda que é a juventude o corpo revolucionário. Os nossos partidários do PIPA, porém, vêem que outra estratégia se desvela em tempos de puritanismo.
São os idosos prorgias-, um agrupamento dos mais simpáticos e carinhosos vovôs e vovós que já cruzaram estas terras.
O mais novo nome nesta cruzada é "Vô Bill" ou "Kid Cadilac" como era conhecido nos tempos da brilhantina..
O vovô com cara de esperto foi um dos primeiros a se tornar adepto de Madame Lili quando em 1932 participou da primeira suruba com nossa heroina.
Vô Bill está pronto para defender na câmara o projeto pró pornografia idosa em horário comercial, como estratégica político-partidária.
Continuemos juntos.
2010 é ano do P.I.P.A!
2010 é Madame Lili fazendo sua cabeça!
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