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“Welcome to the most ancient conspiracy on the planet. We’ve gone for so long now that we don’t remember what we were doing, but we don’t want to stop because we have nothing better to do.” - Fire Elemental

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20.9.07

Projeto Alzheimer neele!!! ou "Superar / Esquecer Deus"

Eis uma proposta cotidiana de mindfuck: não é nada grande ou mesmo importante, mas você tem a chance de fazer todo dia; quer dizer, pode vir a ter chance todo dia.

A questão é que se quisermos ter uma sociedade mais crítica, ainda “começando das atitudes menores”, podemos fazer isso diariamente e conciliar isso com a operação:mindfuck – e olha, acho que podemos fazer alguma coisa com essa idéia, de verdade.

A noção é a seguinte: vamos simplesmente apagar a palavra “Deus” da nossa memória. É claro que a deidade de Éris é notória na nossa (des)religião, mas podemos colocá-la como parte II do plano. A primeira parte é literalmente... Esquecer Deus.

(Todas as conversas são fictícias)

- Credo... Falando assim, até parece que não acredita em Deus...
- Acreditar em quem?
- Dã...
- Hã? Não entendi.
- Pff...

E a pessoa deixa pra lá.

Mas talvez, quem sabe outro dia, ela volte a falar nisso...

- Quem?
- Deeeeuuss!! Caramba, tá surdo?
- Não, eu ouvi o que você falou, porra. Mas quem é?
- Hã? Tá ficando maluco?
- Não. Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui e quem é esse tal de Deus? (olhando sério e perplexo).
- Ah, sério cara, você tá me irritando.
- Ah! Essa é boa! Fica aí falando desse cara que eu nem conheço, e agora vem dizer que eu to te irritando? Qual é?
- Ah, cala a boca vai...

Um dia ele embarca na brincadeira.

- Deus, aquele que criou o mundo...
- Aaahh... E onde é que ele tá?
- Ele tá em... Em todo o lugar!! (lembrando que ele tá achando isso brincadeira, e tá se deixando levar por ela).
- Humm... Mas como ele pode fazer isso?
- Porque... Ele pode, ué.
E por aí a coisa vai.

Sacaram? O importante não é fingir que não sabe quem é. O importante é não saber quem é. O importante é jamais deixar o teatro, jamais. Interpretar sempre. Nunca, jamais rir das próprias perguntas desinteressadas – e não ser irônico nelas. É mais ou menos como perguntar de alguém que você não conhece. Deve ser exatamente a mesma coisa que perguntar de alguém que você não conhece.

Pode parecer idiota, mas isso é ou não é afinal de contas mindfuck? Vou reiterar aqui, o negócio não é ficar meia hora pras pessoas acharem engraçado e depois rir junto. É justamente interpretar o tempo todo. Não importa com quem. Aliás, é mais importante atuar com quem você não conhece. Aí é que fica difícil; o mindfuck é efetivo aí, pois as pessoas que te conhecem podem levar isso na brincadeira, de forma que não se deixem afetar por isso ou simplesmente, como já te conhecem, sabem o que isso significa – uma, digamos assim, exteriorização dos pensamentos agnósticos / discordianos mais profundos.

Mas sabe qual é o mais importante? Não é fazer com adultos. O mindfuck vai servir neles; vai mexer um pouco com os mais straight-mind. O importante é fazer com crianças que acreditam em Deus. Aquelas que as mães botam pra rezar antes de dormir. Aí é que é importante.

- Mas você já o viu? (pra criança)
- Bom... Ver eu não viiii... Mas...
- Aaahh!! Então como é que você pode dizer que existe??
- Porque, porque a minha mãe diiisse que ele...
- Aaah... Então pede pra tua mãe mostrar quando você chegar em casa!!
E coisas do gênero.

Mas e se alguém souber do nosso discordianismo e disser: “você não tem Éris? Eu tenho o meu Deus!”

Aí é só falar:

“Aaaaaaahhhhhh...! Então Deus é uma brincadeira também. Ufa. Tava ficando com medo desse cara já...”

ESQUEÇA DEUS
ISTO COMEÇA AGORA!
ESQUEÇA DEUS!
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Esquecer quem mesmo?

17.9.07

REFLEXÕES FINAIS DE UM ESQUIZOFRÊNICO ECO-SELVAGEM NUM MUNDO DE SILÍCIO

(ou a auto-desconstrução do cristo em mim por amor ao século 21, científico, por vir)
escrito pelo não-existente ilustrador, pintor, vagabundo esquisotérico, artista marcial cafajeste, amante esforçado, dublê de músico, dublê de escritor, wuming bey -aquele que manda em ninguém, muito menos em si mesmo. (aprendi isso apanhando violentamente da realidade consensual nos últimos 10 anos)

-3.
Sabem o filme com o Chappelle e o Steve Wright como o homem do sofá? Tem a cena do baseado no final, quando o Chappelle abandona as drogas. Aconteceu comigo. O baseado criou boca, com voz de tony bennett cantando "...fly me to the moonn..." A droga sempre me re-cativa!
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-2.
Segundo os que usam a psicologia como método classificatório de animais selvagens que não agrada o paradigma do corpo social vigente, eu sou esquizotérico, digo esquizofrênico.
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-1.
(I could be wrong. I could be right...)
GOD SAVE THE QUEEN. SHE IS NO HUMAN BEING.
you get what you want.
this is not a love song

Ouçam Sex Pistols. Ouçam Public Image. Leiam a experiência de vida de Johnny Rotten. O rock pode elevar. Não prendam o círculo em seus quadrados, esotéricos da irmandade branca com terno armani. O universo é redondo, sabe.
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0.
Droga. Eu sou um viciado. Maldita droga. Deus! menti para mim mesmo. Sou mais fraco que meu vício. Nasci, vivo e morrerei nas drogas. O inferno sou eu. Desculpem-me os iluminados por praticar a escuridão auto-destrutiva em meu mundo. Se meus olhos desejam o inferno, meu corpo com satanás dançará, pois o movimento cura aquilo que o limite enferruja.
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1.
"A Vaidade é cheia de artifícios e se ocupa em tirar da nossa vista, e de nossa compreensão, o verdadeiro ser das coisas, para lhes substituir um falso, e aparente. De que serve a púrpura, mais que de encobrir o homem a si mesmo, e uma figura simples, comum, e igual em todos, mostrá-la desfigurada, e outra debaixo de um véu puramente exterior? Tudo o que se esconde fica com carater de mistério, e por isso com veneração e com respeito: a vaidade foi o primeiro artífice, QUE INVENTOU O DISTINGUIR OS HOMENS PELA ESPECIALIDADE DO ORNATO, E PELA SINGULARIDADE DA COR; ASSIM SÃO AS DISTINÇÕES QUE A VAIDADE NOS PROCURA; NENHUMA É, NEM PODE SER EM NÓS, MAS NAS COISAS QUE NOS COBREM." -Matias Aires (primeiro filósofo brasileiro?)
Eu sou vaidoso. E você?
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2.
Certa feita em uma experiência neo-taoísta esquizotérica alienígenas me abduziram. Não! Perdão! Isso aconteceu em Peruíbe. Eu havia comido cogumelos da fazenda do Zé Vito. Bosta de vaca tem cheiro gostoso e brota cada fruto! Certa feita em uma experiência não-taoísta, após conectar meus canais de energia em círcuito dissonante, fui atingido pelo tao primordial e jogado ao chão. Comentei o caso com um espiritualista levemente indiano. Ele disse que aquilo não aconteceu. "Apenas uma alucinação", segundo os limites classificatórios do sujeito levemente indiano. Então. A irritação fez com que eu acreditasse mais e mais que o tao primordial havia me atacado realmente. A idéia do pecado original cristão compõe um vício difícil de largar, mais difícil que minha maconha. O espiritualista levemente indiano me deu argumentos fortes que minha mente fraca usou para me desequilibrar. Um cabalista e filósofo e escritor enoquiano posteriormente me fez entender que a experiência mística é real somente enquanto dura. O tao primordial já me atacou. Mas acabou. Hoje entendo o significado do mito daquilo. Não me perdi no mundo das idéias como o mestre P.K.D. graças a um cabalista e filósofo e escritor enoquiano que me fez lembrar que minha mente existe para eu raciocinar e não para sentir medo e vestir dogmas do passado. vestir dogmas do passado não significa vestir o mito. vestir dogmas do passado significa repetir o pastiche do mito. Repetir pertence ao pensamento formal. vestir o mito significa relembrar aquilo que existe na essência impossível de classificar. Como passado relembrado se configura real no presente vivenciado?
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3.
Outro dia alguns ecologistas hipócritas atacaram uma obra de arte publicitária. Um comercial lindo, demonstrando que para se ter um carro moderno e sexy você tem de apoiar a poluição, desmatamento, extração de petróleo, extração mineral, tudo de bom que permite à civilização industrial permitir ao leitor ler-me em seu monitor. Não é genial? Um publicitário corajoso o suficiente para lançar um comercial que retira o véu da ilusão? Obra de arte pura. O que os ecologistas hipócritas fizeram? Pediram para se retirar o comercial do ar. Ao agradar seu posicionamento pessoal em suas vidas pessoais, estes ecologistas hipócritas da grande massa acéfala (obrigado freud) estavam só re-inforçando o véu da poluição. Quantas vezes você vê uma peça publicitária, que é comunicação emotiva, afirmando que o carro bonito vale o mundo feio? Comunicação com emoção é muito mais forte que comunicação racional. Os golfinhos do ex-prof. do MIT sabem muito bem pois suma matemática musical contém carga emocional. O comercial do publicitário corajoso comunicava em segundos oque o documentário mané do al gore não faz em horas. Para se atacar onde dói, a primeira regra do jogo diz: deixe os caprichos de lado.
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4.
Concordo com os céticos:
quando se ama na carne, a carne morre, o amor morre.
Concordo com os deístas:
quando se ama no espírito, o espírito vive e o amor é eterno.
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6.
Se eu concordar com todos vocês, vão parar de me enjaular? ou vão configurar uma jaula específica ao meu desejo (ilusório?) por mais liberdade?
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7.
O irlandês católico Bono Vox se fez amigo do norte-americano ateu Bill Gates. Bono Vox divulgou uma campanha chamada ONE. A campanha de marketing da ONE custou quase U$100mi. O retorno da campanha deu um "lucro negativo". Gastou-se U$100mi em marketing para se levantar apenas U$20mi para os objetivos da campanha. O bono ajudou os necessitados ou só serviu à perpetuação do movimento contínuo do dinheiro no mundo das idéias? Para se atacar onde dói, a primeira regra do jogo diz: deixe os caprichos de lado..
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8.
O irlandês católico Bono Vox se fez amigo do norte-americano ateu Bill Gates. Abraçam-se em capas de revista dirigida ao povo do filme idiocracia que já habita a mente da massa acéfala do freud. (ah! o poder da arte). Bill Gates quer e já mandou avisar que vai fazer uma nova revolução verde na África. Dessa vez transgênica e profundamente desarmônica. A África hoje vive em desordem destrutiva, em parte devido ao sucesso da revolução verde que os Rockefellers promoveram por lá no passado. Quem o povo de idiocracia vai ouvir mais, o greenpeace ou o bono vox quando o evil bill agir mais uma vez? Os ecologistas pop farão oq então? Para se atacar onde dói, a primeira regra do jogo diz: deixe os caprichos de lado.
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9.
O Bill Gates vai salvar a África como todo ricaço imperialista gosta de salvar. Enquanto isso denúncias de suborno por parte da gigante de redmond nos jogos políticos que estão decidindo o rumo dos padrões de documento aberto vão seguindo. Sim, o Bill Gates amigo do amado Bono Vox quer destruír a África. Sim, o Bill Gates amigo do amado Bono Vox quer destruir o movimento Free Software e Open Source com um golpe só. Para se atacar onde dói primeiro é preciso deixar os caprichos pessoais de lado. Evil Bill pratica isso. E vc?
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10.
Ao pedir o cancelamento de um celular (poluídor atmosférico) a corpse-o-ration me pediue 5 dias pra realizarem o cancelamento. A fatura vence dia 11 de cada mês. A corpse-o-ration veio dizer que só poderá cancelar o telefone mediante as duas faturas que foram geradas automaticamente pelo deus binário que habita o sistema que eles me impõe serem pagas. Mas as duas faturas do mês de agosto e setembro eu já paguei, uma em agosto, outra em setembro! os marketeiros post-nazi praticam guerrilha flexível, coisa que nosso ego teme praticar, com medo de se perder. A partir do momento que eu já havia pago oque disseram que eu não havia pago, S.H.A.Z.A.M.!, mudaram a tática, só poderei cancelá-lo mês que vem, pois o pedido tem de ser feito 30 dias antes. E a mulher que representa a corpse-o-ration e mora dentro de meu telefone me diz que num pode fazer nada. Se eu arremeçar o telefone na parede eu assassino a mulher da corpse-o-ration que vive dentro dele? Dá cadea isso?
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11.
Buda diz que o caminho do meio vale a pena.
A lenda dia que o caminho do meio fica no meio de tudo. (limite do limite?)
William Blake ensinou que o palácio dos excessos leva à sabedoria.
Será que ao experimentar dois extremos excessívos e contrários eu estarei me equilibrando bem no meio, entre os dois? Vou viver e experimentar, mas não vou contar. Meu corpo não constitui nenhuma lei. Alguns têm cinco artérias onde outros têm apenas duas. Meu corpo não tem poder de lei sobre a realidade de todos, ele apenas filtra para minha mente minha experiência.
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11.
Agora retorno ao módulo de uso automático co verbo ser/estar.
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12.
Antes de radicalizar de vez eu tinha um magnífico ford maverick 76. Eu poluía. Depois de ser mudado, a tapa, pelo trabalho do prof. Borzacchini, negando-o e negando-o até dissolvê-lo em meu sistema, eu dei o maverick pro meu irmão e comprei uma bike gary fisher. Os taoístas sabiam até onde a tecnologia poderia ir sem ferir os processos da mãe-natureza. A bicicleta é coisa taoísta. Desde que troquei um maverick magnífico por uma bike magnífica eu perdi 10Kg, minhas pernas ficaram muito mais sexy, eu relembrei o prazer que é andar com o vento me massageando as têmporas. E não poluo a mãe-natureza mais. Doeu deixar o maverick que me alegrou nos últimos 10 anos, mas pPara se atacar onde dói, a primeira regra do jogo diz: deixe os caprichos de lado.
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13.
ser um homem integral é aceitar oq se é no momento em que se é? Será que viver sem aceitar oq me configuro no momento eu criarei desarmonia entre o fato e a idéia no meu todo pessoal, mestre krishnamurti?
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14.
Aos curiosos que querem acreditar:
momentos mágicos diante dos dogmáticos da ciência, dos dogmáticos da união com o divino, dos dogmáticos da economia (que se quer no lugar da ecologia).
Estes dão bom estudo:
1.Nicola Tesla e ociladores assimétricos.
2.John Kelly e como será que ele usou pitágora para levitar pedras?
3.Spring Forest quigong. chikung que funciona e cura.
4.Como alimentação crudista com sementes vivas (germinadas) age no sistema endocrinológico?
5.T.T.Brown e sua divertida levitação eletromagnética (lifters) que a NASA diz ser outra coisa.
6.Willhein Reich e suas máquinas de fazer chover.
7.A insistência da história em dizer que arquitas era um seguidor de pitágoras. Não era. Ele era um seguidor dos que armaram o assassinato de pitágoras.
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15.
Irmãos publicitários, vocês têm o poder. O século 20 ainda vai reverberar em nós por um bom tempo. Usem sua arte. Usem sua mágica. Mágicos do mundo, uni-vos. Vamos retomar o estúdio da realidade. As corporações não merecem nos controlar. As corporações são a primeira forma de inteligência artificial que criamos em nossas mentes por insistirmos em achar que somos a idéia? O homem é a idéia que é o homem? O homem é a natureza que é o homem? A natureza é o homem e a idéia juntos?
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16.
Porque os irmãos publicitários têm o poder? Eles servem ao movimento, mesmo que seja movimento do dinheiro. Movimento sempre é bom avisou o universo via o exemplo das galáxias, dos sistemas solares, dos planetas. Antes o movimento dos publicitários artistas que o limite estatístico dos marketeiros pós-nazistas. Os irmãos designers não respeitam mais o buckmister fuller, eles servem ao marketing e seu nazismo mental. Lembrem-se, O produto NÃO É UMA EXPERIÊNCIA, caros comunicadores. Avisem à fabricante do ipod. De que adianta o Steve Jobs ser vegetariano, obrigar a comida dentro da Apple ser vegetariana e respeitar o pedido do greenpeace? O ipod não é uma experiência. Já não chega a economia, agora a tecnologia quer substituir a vida? O ipod não é uma experiência. Não para o homem que se faz natural, sem necessidade de extensões eletrônicas em seu corpo. Primeiro um walkman, depois um celular, depois um ipod... e depois? um chip no braço? um chip no cérebro como fizeram naquele chimpanzé? Obrigado, passo, sou homem da floresta, sou orangotango, q significa homem da floresta. Minha mulher é bonobo. O sexo não é sujo, filho de deus!. O sexo também harmoniza, filho do homem!
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17.
Steve Jobs se escravisou. Quem quer controlar, acaba controlado. Steve Wozniack se libertou. Capitão Crunch é amigo de quem? Quem pensou Wozniack acertou.
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18.
Quem matou o carro elétrico? Assistam este documentário genial. Sony Classics, se não me engano. Nos início do século 20, nicola tesla ofereceu um motor elétrico para henry ford. funcionou. ford fechou com os homems que sangram petróleo da mãe-terra. Sorte nossa que o Governador Arnold Swheazenneger resolveu dar incentivo fiscal de 50% para que uma empresa da califórnia chamada Tesla Motors venda seus carros elétricos a preço mais acessível. Ele não é um governador democrata. As vezes a realidade dá tilt nas classificações dos que filtram tudo por teorías, seja na mente, seja no corpo.
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13.
Energia wireless virou moda. Nicola Tesla quando fez energia elétrica passar pelo corpo de Mark Twain lhe deu de presente uma caganeira imediata. Nicola Tesla era fanático pelo Mark Twain. Quando criança ficou doente de cama para morrer. Nicola Tesla afirma, que além do fato de seu pai prometer que se ele se curasse poderia ser oque quisesse, já que o pai de Tesla queria q o menino se tornasse ministro da palavra de Deus, os livros do mark twain trouxeram tanta felicidade que ajudaram seu corpo a se curar. E o bobo alegre do Luc Besson fica praguejando que arte não muda ninguém.
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14.
Arte não muda ninguém? Amigos, a arte equilibrou e equilibra minha vida. A arte me parece o produto mais próximo de Deus que podemos fabricar, ao menos em meu túnel de realidade. O mito é arte. O meu xangô é arte, e perfomática ainda, pois dança com o universo. O meu herácles é arte, e eu o visto com meu manto de leão todo dia. Para os que amam e materializam o jesus infinito em seu presente, lembrem-se, antes de tudo o jesus bíblico é arte. A arte cura, mito, real, ou não, a arte cura. Ou, puta que pariu, vamos duvidar mais uma vez de nicola tesla e da nilze silveira?
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14.
Meus dez mandamentos? Leiam o manifesto incompleto do designer Bruce Mau.
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15.
Deus dos outros! Vejo amor até no ódio, grande mãe! sinto que eu estou retornando, mãe dos dez mil seres. Sim, retornar a fonte para então viver com atenção total em meu agora ao mesmo tempo em que meu instinto interage com o meio e minha intuição gera iterações com o ritmo natural de meu coração. Viver com foco no presente engrandece ou enlouquece?
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16.
Na era de áries vista áries. Na era de peixes vista peixes. Na era de aquário vista aquário.
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17.
Na era de áries vista moisés. Na era de peixes vista jesus. Na era de aquário conheça a ti mesmo.
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18.
A onda de aquário vai chegar. O que fazer? TUNE IN. TURN ON. SURF UP. Ou fique na praia fotografando, criticando e catalogando. Para surfar a realidade é preciso equilíbrio. Para surfar a realidade é preciso ligar a intuição - a inteligência emocional do agora no sempre incerto mistério, por isso infinito e assombroso. O tempo é assimétrico e Deus cria o mundo no Agora. :D
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19.
Eles mentiram para você. Conhecimento é benção. Conhecer é experimentar. Conhecer não é classificar e catalogar. Classificar é prender. Conhecer é viver o novo. Classificar é repetir o velho. Entre aristóteles e Platão eu escolho so'crates. Quem conhece vive. Quem vive não tem tempo para desejo de controle. Viver é divertido. Controlar é cansativo. O mundo ocidental e suas teorias psicológicas para controle social me cansou. A deusa matrifocal começa a se manifestar enquanto aprendo mandarim! Meu português me mata. Creio que me chinês está a me ressucitar.
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20.
Caso algo do que eu apresentar lhe servir, vista, se não me apague de seu túnel de realidade. Mas, por favor, não me filtre e classifique.
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21.
HUM:
Aquela cor não É roxo.
DOIS:
Aquela cor É azul-bebe
TRÊS:
Aquela cor É um violeta pálido, isso sim.

E o conflito nasce, pois o "É" afirma a realidade de um em todos. Entendem?
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22.
HUM:
Aquela cor ME PARECE roxo.
DOIS:
Aquela cor ME PARECE azul-bebe
TRÊS:
Aquela cor ME PARECE violeta pálido.

E todos percebem que são humanos e irmãos. É tão difícil perceber que a estrutura da linguagem ocidental é desarmônica. GENTILEZA GERA GENTILEZA. Não dizia o profeta carioca maluco &beleza?
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23.
Saca? Os seus olhos contém a imagem de seu mundo. A experiência que passa pelo seu corpo não é a experiência que passa pelo meu corpo que também não se quer autoridade sobre o corpo de todos. Duas artérias em um. Cinco artérias em outro.
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24.
Sejam sempre bem vindos em meu túnel de realidade. Aqui vocês refletem a natureza do mundo que eu reflito. Se ouver liberdade no jogo de troca das idéias nutridas nas mentes de vocês com as nutridas em minha mente todos dançaremos. Se não, acho q nos aprisionaremos. Na mão de medrosos a psicologia se torna eufemismo para controle do corpo social. Mesmo Reich, o magnífico, queria controlar. Quem quer controlar, um dia acaba controlado.
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25.
Eu leio livros. Eu luto thay-yang lung tao. Eu como mato. eu trepo com meu amor. Eu vejo televisão. Eu participo de cineclube. Eu ouço música. Eu ouço rádio. Eu tenho rádio amador, não se preocupe governo, quando me sobrar um tempo eu me registro para você me controlar ;).
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25.
Caros dogmaticos, governantes e teólogos, quem quer controlar, um dia acaba controlado. Eu controlo minha respiração conscientemente. Minha respiração me controla inconscientemente. Minha respiração inspira o próximo na fila do banco. É bonito. É gostoso. Ninguém percebe. Pode ser uma simples ilusão? É bonito. É gostoso. Mas pode não ser real. Guardo a experiência apenas em mim. Nessas horas minha mente se acalma: Santo Newton! porque essa auto-consciência foge como um mistério? Voltando ao oxigênio...minha respiração, no passado, acalmou a moça no banco de espera para visitas na UTI. Não usei palavras. Apenas respirei. Experimentem respirar a respiração de bebê. Você limpará todo seu pulmão (boa para fumante que se quer fumante) Façamos algum yoga de qualquer povo oriental.
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26.
pseudo ou não, quem se movimenta um dia chega. pseudo ou não, quem têm coragem a liberdade ilumina, apagando a luz. Vejamos... chikun' ou yoga ou _____________ ou __________ qualquer estilo, qualquer dança, dizem que os melhores trazem a posição de lótus. Mas não acredite em mim. Investigue em você. Ah! E se todos aprendessemos que nossa respiração e nossas emoções se co-relacionam? O que aconteceria? Que realidade coletiva criariamos?
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27.
"Por meio de um desejo eterno, manifesta o limite" - lao tse. Sou monarca apenas de minha pele, lembre-se. Meu mundo interior é de Deus. Meu mundo exterior é o mesmo que o seu. Meu apenas minha pele. Meu mundo interior é de Deus. Meu apenas minha pele. Meu mundo exterior é o mesmo que o seu. Meu apenas minha pele. Meu mundo exterior é o mesmo que o seu. Apenas percebo-o um pouco diferente, pois meu corpo, minha mente, minhas experiências de vida não são a sua como as suas não são as minhas. Sou monarca apenas de minha pele. Ok. chega, eu sei que sou monarca apenas de minha pele, Hakim Bey.
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28.
O José Serra liberou os remédios para Aids. Viva o José Serra! O josé Serra é contra o direito de greve. Viva o José Serra! Vocês já ouviram falar da greve geral de 1917 que mudou esse brasil para melhor? Bom, não havia aids então. Mas o povo já era agnus dei.
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29.
"Cara! que droga esse ai toma!" -Jimmy Hendrix ao ver um van gogh.
Sabe Jimmy (espero que esse texto chegue ao mundo dos mortos), alguns historiadores dizem que o matinho do campo que van gogh mascava era alucinógico. Outros pesquisadores, da austrália, se não me engano, dizem que Shakespeare fumava dlogas em seus cachimbos. Já outros historiadores afirmam que como Shakespeare nunca fazia uma assinatura igual, ele não existiu e era um pseudônimo coletivo. Bom, eu existo, puxo fumo, e minha assinatura nunca sai igual, logo eu também não existo. Puta que o pariu, como sofro nos bancos com esse treco de nunca lembrar minha assinatura que é um inferno (pena que não existe um inferno!).
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30.
Certezas não existem sem conclusões. Conclusões não existem sem controle. Controle não existe sem manipulação. Oq é manipulado não é espontâneo. A vida natural é espontânea.
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31.
Certezas não existem sem conclusões. Conclusões não existem sem controle de algumas, quando não todas, as variáveis. Para controlar as variáveis há n camadas de jogos de mediação, isto é, o controle, oqual não existe sem manipulação. Em meu túnel de realidade tudo oque recebe o ato de manipulação perde sua espontaneidade. A vida natural como existe no planeta tende a ser espontânea, natural. Nossa intervenção desarmônica torna a vida natural do planeta desarmônica, devido ao nosso insano desejo de controle.
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32.
"1.tudo oque o homem constrói com a intenção de se proteger acaba por destruí-lo.
2.toda produção incontrolada torna-se mais nefasta do que nenhuma produção.
3.é na sobrevivência de certas instituições que reside o perigo da volta à selvageria.
4.A IMAGEM QUE FAZEMOS DE UMA PESSOA É MAIS FORTE DO QUE A SUA REALIDADE. Os homens interpretam o comportamento do outro homem em função de uma idéia preconcebida. Os atos que deveriam desmentir essa idéia só servem, mediante um fenômeno de distorção, para reforçá-la.
5.Podemos descobrir o aspecto errôneo do que havíamos suporto ser verdadeiro.
6.Ele nos desorienta a fim de nos encontrarmos.
7.Para sair do labirinto é preciso penetrar nele sem esperança de sair. A liberdade custa esse preço."
Segundo Marc Thivolet, esses são os sete paradoxos de Sheckley.
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33.
Lembrem-se desta análise do trabalho do genial Robert Sheckley amiguinhos:
"Para sair do labirinto é preciso penetrar nele sem esperança de sair. A liberdade custa esse preço."

Quer sair da matrix? Classique menos os outros. Descontrua, não os outros, mas a si mesmo. Classifique não os atos dos outros, mas seus atos. Preste mais atenção em seu túnel de realidade e não no dos outros. Quer sair da matrix? Vem nadar na merda tb.
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34.
Adeus Adeus, pois os outros adeuses sempre foram prepuciolares. A experiência acabou. Deu tudo errado. Meu atentado de terrorismo poético cresceu e me conquistou. A idéia comeu meu fato. Acreditei que a idéia era o homem. O niilismo está onde?. O suícidio me tentou. Tentei controlar, acabei controlado. Eu tinha um modelo. Eu sabia classificar as pessoas e as coisas para minha vida ter um fim, objetivo e sentido. Mas schopenhauer tá certo, ela só terá sentido quando eu morrer. Obrigado Schopenhauer! Eu tinha um modelo de controle em minha mente. Eu acabei controlado por ele e nem percebi. Meus Franksteins me controlaram. Caro monista, a liberdade me parece não-dual e sem forma, como o nômade que irriga e flexiona e irrita o agricultor que tenciona.

11.9.07

Porque árvores também respiram...

"Não importa o quanto você conheça sobre pedras, aquela que entra no seu sapato você nunca consegue definir."

A verdade é que por mais que alguns discordianos abominem o trabalho e a ordem, eles são o grupo de trabalho mais ordenado que eu já vi! Pois é, os discordianos sempre estão por aí promovendo a discórdia, eles levam isso muito a sério. E não existe discordiano que trabalhe "de menos", só estão nessa os que realmente gostam, e eles trabalham pra valer.
O Cao é divertido, deve ser por isso. Gorgonzola também é divertido, e eu nunca comprei um que fosse ruim. Talvez seja pelo fato de que quanto mais estragado melhor, mas eu gosto de pensar que é porque é divertido.

Mestre Mushu disse-me certa vez: "... Olhe... As... Cotovias... No... Sol...". O português dele era péssimo, então talvez não fosse bem isso, mas creio que é uma frase muito boa mesmo assim.

O segredo para a Discórdia é esse: Seja aquilo que Eles não querem que você seja.

7.9.07

Sobre divisões e novidades: um sermão sobre o novo

por Reverendo Johnny P.


Se você encontrar Éris na rua, mate-a.


Estamos passando por uma fase estranha na não menos estranha estória da sociedade discordiana brasileira. Novos grupos surgem, antigas lendas somem, mas o Caos e a Discórdia permanecem em Terra Brasilis, e no fim, é isso que importa. Muito tem se falado sobre rótulos, ainda que eles continuem nas garrafas de refrigerante, e também tem se falado sobre divisões, ainda que elas permaneçam nos livros de matemática. A princípio critiquei tais novidades, mas depois de uma autocrítica, critiquei minha crítica e cheguei a seguinte conclusão: Desde muito tempo, os filósofos, essas criaturas estranhas, desconfiam que as sociedades retiram energia da constante tensão entre tipos diferentes de pessoas, mas que essa tensão pode, se muito elevada, chegar a implodir esta sociedade. Nós vivemos um momento de crescimento tanto qualitativo quanto quantitativo e não seria nada legal ver esse momentum disperdiçado em Disputas Doutrinárias & Putarias Afins. Todos nós vemos a suposta “Realidade” de formas diferentes, tentar impor uma ou outra visão de mundo só vai levar a mais disputas para ver quem está certo, duelos de egos e desordem ontológica negativa. Imposição da Ordem = Escalação do Caos. Também não estou querendo convocar a reunião para paz universal, sei que existem diferenças, mas se vocês quiserem brigar por elas, problema de vocês. Só para não perder o costume, tenho a plena convicção de que posso estar certo, a mesma convição que posso estar errado, e uma pequena dúvida se esta discussão é verdadeiramente real, ou se vocês na verdade são os Hare-Krishnas Thelemitas Maçônicos que seqüestraram o Franco-Atirador, mataram João Paulo II em 1997 e teleportaram o estado do Acre para a zona negativa.

Se um de nós puder ser livre, a humanidade poderá ser livre.
Salve Éris Discórdia!
Reverendo Johnny P., 29 da Burocracia do ano de 3173 de Nossa Senhora da Discórdia

6.9.07

Bruce Dickinson prepara filme sobre Aleister Crowley

O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, está preparando um filme de terror sobre o ocultista britânico Aleister Crowley.

Intitulado Chemical Wedding - nome do álbum solo de Dickinson de 1998 - o filme com roteiro e trilha sonora do cantor será dirigido por Julian Doyle e traz no elenco Simon Callow (O Fantasma da Ópera) no papel de um professor de Cambridge que é a reencarnação de Mr. Crowley.

Crowley, que se autoproclamava o anticristo, inspirou uma legião de seguidores, muitos deles do mundo da música. Ozzy Osbourne, por exemplo, fez uma homenagem ao poeta na faixa "Mr. Crowley". Dickinson, fã confesso, e sua banda gravaram "Revelations", música que supostamente trata do escritor. Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, comprou a mansão de Crowley na Escócia, e sua cara é uma das estampadas na famosa capa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, clássico dos Beatles.

Amante das drogas e do sexo, autor de vários livros sobre ocultismo e líder do movimento Ordo Templis Orientis (baseado no seu próprio ensaio Thélema, que segundo ele foi ditado por um espírito, Aiwass), Crowley viveu de 1875 a 1947. As duas mulheres com quem se casou enlouqueceram e cinco de suas amantes se suicidaram. Não é à toa que ganhou o título de o homem mais malvado da Terra.

Chemical Wedding já está sendo produzido e deve chegar aos cinemas do Reino Unido em 2008.

Fonte: Omelete

1.9.07

Aaní

faça caos, não faça guerra

O quê?

Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Χάος (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.

O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.

Para quê?

Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianistas, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”

Por que?

Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura. É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.

Como?

Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.

Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I-Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, My space, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.

O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.

Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.

Quem?

Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.

São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianistas; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.

Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica-interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.

Aaní (des)Org

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31.8.07

Humor nonsense

por Carlos Eduardo Corrales

"(...)o texto de hoje tem como objetivo fazer uma introdução e dar algumas explicações sobre esse tipo de humor tão rico e genial que chamamos de humor nonsense. Falarei um pouco sobre os estilos diferentes, os principais representantes, cenas inesquecíveis, etc. Aí, quando você quiser mostrar para alguém como o humor nonsense é legal, pode simplesmente passar o link dessa página. E eu idem, pois estou cansado de explicar seu valor artístico para as pessoas que insistem em negá-lo.

Na verdade, já há alguns meses venho me interessando por “estudar” o humor, seus gêneros, o que faz as pessoas rirem e por aí vai. Aliás, se eu não fosse tão não-acadêmico, é muito provável que eu fizesse um mestrado ou algo mais formal baseado nisso. Por enquanto, o máximo que vou fazer é esse texto, mas quem sabe um dia?

Pois então, em todos os campos das artes, talvez o humor nonsense seja um dos mais incompreendidos. E aí está o principal erro daqueles que começam a assistir algo do gênero: tentar compreender o que intencionalmente não faz sentido (e que tem até o nome “nonsense” por causa disso) já é, por si só, uma atitude errada, não acha? De qualquer forma, para realmente compreender todas essas coisas absurdas que acontecem nos representantes do gênero, você precisa, antes de mais nada, esquecer a realidade e coisas que fazem sentido (se é que algo faz sentido na sua vida, porque a minha parece aqueles trechos tragicômicos e absurdos de O Guia do Mochileiro das Galáxias). Depois você precisa ir além das piadas, pois na maior parte dos casos, elas são apenas as formas encontradas para discutir temas muito sérios, que vão desde críticas sociais e idéias filosóficas a sentimentos e, por que não, mostrar que a vida e a sociedade realmente não fazem sentido para ninguém.

Muitos dizem que humor nonsense é coisa de intelectual (normalmente esses se referem ao estilo como “humor inglês”, termo que eu não gosto, já que muita coisa boa foi feita fora da Inglaterra). Outros acham simplesmente bobo. Sim, meu amigo. Esse gênero é bobo, mas não confunda “ser bobo” com “ser burro”, pois para ser bem sucedido no humor nonsense, é necessário ser muito inteligente e ter pensamentos críticos. E esse é justamente o motivo pelo qual um pedaço de mim morre cada vez que alguém chama o estilo de “besteirol” ou quando vejo traduções esdrúxulas, como Corra que a Polícia Vem Aí (Naked Gun), Uma Família da Pesada (Family Guy), Kung-fusão (Kung-fu Hustle), S.O.S. Tem um Louco Solto no Espaço (Spaceballs), Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) ou um dos piores e mais ofensivos, O Império do Besteirol Contra-ataca (Jay and Silent Bob Strike Back) e tudo mais “da pesada”, “do barulho”, “pra cachorro” e “muito louco” que você vê por aí.

Fala sério, tem muita gente que diz não gostar de humor nonsense sem nunca ter assistido, só por causa dessas traduções estúpidas. E com razão! Imagina o que os artistas que fizeram os filmes diriam se soubessem do desrespeito que as distribuidoras tupiniquins têm com o trabalho deles? E note que, no original, nenhum deles é tão infame ou imbecil, isso é coisa de brasileiro mesmo.

Em breve falarei mais sobre os diferentes estilos de humor nonsense, mas antes vamos falar do público, que se divide basicamente em alguns poucos grupos. Os nerds são provavelmente os mais ecléticos dentro do nonsense e, ao mesmo tempo, os fãs mais hardcore. É praticamente impossível conversar por mais de 10 minutos com um nerd sem que alguma referência, piadinha ou situação nonsense surja na conversa, o que contribui muito para que as demais pessoas nos achem indivíduos estranhos. Os intelectuais já são um pouco mais radicais. Monty Python é basicamente uma unanimidade entre eles mas, por algum motivo que ninguém até hoje conseguiu explicar, eles dificilmente acham graça em qualquer coisa humorística que não venha da Inglaterra, mesmo que seja até mais “pitonesco” do que o próprio sexteto inglês. Finalmente, temos as crianças que têm sua introdução no gênero através de desenhos animados infantis (sobretudo os da Warner, especialmente dos Looney Tunes) e que, alguns anos depois, serão os grandes fãs de suas contrapartes filmadas (e bem mais pesadas). Claro que existem aqueles “fãs de final de semana”, que até se divertem com alguns filmes e desenhos, mas não sabem nada sobre isso, não entendem as referências (e muito menos as críticas) e nem sabem que se trata de um tipo muito específico de humor.

Acho que isso é o suficiente para a introdução. Agora vamos falar um pouco sobre cada um dos estilos dentro do humor nonsense, dar exemplos de representantes de cada um e comentar algumas cenas e piadas clássicas (então fique avisado que o restante desse texto terá alguns spoilers)."

continua aqui

30.8.07

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"Não existem fatos, somente interpretações. Isso é fato."

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Os 7 Níveis de Consciência no Sufismo

por acid


Existem 7 níveis de consciência dentro da doutrina Sufi. Entretanto, esta divisão está mais para um imenso degradê, existindo assim diversos subníveis. O menos evoluído dos níveis é o que veremos primeiramente:

1 - Nafs ammara (O Eu que induz ao mal)
A maior parte da humanidade está neste nível. Desconectada do resto do mundo, onde busca apenas a satisfação de seus desejos. Nos níveis mais elevados de Nafs ammara o mal está na mentira (tanto pra satisfazer ao ego, como pra levar vantagens), na fraude, na sonegação do imposto de renda, enfim, nesses "pequenos" defeitos que são justificados por nossa mente. Nos níveis mais baixos encontramos os assassinos, estupradores, assaltantes, etc.

Para sair desta roda de sofrimento, você precisa estar apto a receber a misericórdia de Deus, e para isso você precisa se ver de fora, ter algo como um "grilo falante" que lhe diga que isto não é correto, por mais "benefícios" aparentes que lhe traga. É acender a centelha divina que está dentro de todo mundo. Podemos receber esse "empurrãozinho" Divino (pra que possamos nos aperfeiçoar) quando, por exemplo, sentimos um gratificante bem-estar ao se fazer alguma coisa boa a alguém. Mas isso é só a ponta do iceberg, que a pessoa deve descobrir por ela mesma, sem "recompensas".

Enfim, no Nafs ammara não há consciência de certo ou errado, bem ou mal, no seu sentido mais universal. Apenas no fim deste nível é que há a percepção.

2 - Nafs lawwama (O Eu acusador)
A consciência interior do certo e do errado. A pessoa nesse nível assume como verdade interior o que aprendeu - seja através de tradições (familiares, ou de um grupo) ou religiões. O problema aqui é esse "censor" interno ser tão rigoroso que possa levar a pessoa à depressão, ou a julgamentos muito rigorosos consigo mesmo. O que normalmente surge desse encontro consigo mesmo é o remorso, e é preciso ter muito cuidado pra não desmoronar de vez ao ver-se como realmente é. Outros, pra poder se "sustentar", preferem voltar o "Eu acusador" para os outros, e não pra ele mesmo. Então essa pessoa passa a ser uma perseguidora, uma inquisidora, se achando uma defensora do "certo", da Verdade. É uma fachada (a tal sombra de Jung) pra um problema que está dentro dela mesma. Se ela não se perdoar primeiro, se não compatibilizar o pensamento de outrora com o de hoje, não perdoará aos outros.

3 - Nafs mulhima (O Eu inspirado)
O conjunto ética/ação é o que caracteriza a pessoa nesse nível. O indivíduo passa a ter mais sonhos e visões, e a achar que coisas que não são válidas para os outros podem ser válidas pra ele. O risco nesse nível é a pessoa confundir paixão com inspiração, porque o coração ainda está dominado pelo ego. Pessoas em Nafs mulhima podem tornar-se líderes religiosos e, mesmo com a melhor das intenções, podem achar que "inventaram" ou descobriram um novo caminho pra Deus, que são enviados do Alto para a humanidade, e podem assim acabar inflando ainda mais o próprio ego, por se acharem os donos da verdade.

Do terceiro nível para cima é recomendável o acompanhamento por uma escola mística, um grupo, um apoio espiritual de quem já tenha trilhado esse caminho. Isso porque há sempre o risco do ego assumir um comando ainda maior do coração. O Mestre é um guia, que nos mostra os passos para que seja possível obter as experiência necessárias para o caminho sem tropeços. Mas é preciso que os passos sejam válidos para todos, éticos, públicos e transparentes.

4 - Nafs mutmaina (O Eu tranqüilo)
Neste nível a pessoa já aquietou o ego, e possui um bem-estar interior mais constante. Já começa a vislumbrar um efeito de integração entre todas as coisas.

5 - Nafs radiya (O Eu que está satisfeito com Allah)
Neste nível a pessoa está liberta da inflência do ego no coração. A partir daí não há possibilidade de regressão. Ele olha o mundo e consegue compreendê-lo como um sistema perfeito, sem falhas. Mas isso não significa que essa pessoa não tenha falhas, que não fique triste nem condoída com o problema dos outros. Nao há arrogância.

Se tal pessoa não morrer neste nível de consciência, fatalmente atingirá o próximo.

6 - Rafs mardiya (Aquele com quem Allah está satisfeito)
São os considerados "amigos de Allah". Jesus, além de ser considerado (pelos muçulmanos) um profeta para o povo hebreu, é também um "amigo de Allah". Bonito, não?

7 - Nafs saffiya (O Eu perfeito)
O momento em que o ego se dissolve na consciência divina, no qual, simbolicamente, amado e amante se confundem.


Fonte: Saindo da Matrix

25.8.07

Animais, humanos.

Minha primeira postagem neste blog. Não sei o que postar, então escreverei sobre algo que venho pensando há alguns dias. Não que eu seja a favor ou contra, mas é um tema interessante.

Aula de técnica operatória, a princípio os alunos demonstram sentir pena, no entanto disputam para ver quem serão os primeiros a cortar o pequeno ser. Animais criados em laboratório especificamente para serem cortados, terem suas vísceras retiradas e depois morrerem - nas primeiras vezes morrem durante o procedimento, com hemorragias por causa da inexperiência dos estudantes.

Somos humanos, somos deuses. Podemos criar animais como queremos, controlamos o destino da vida deles. Não apenas em uma aula de "técnica operatória e cirurgia experimental", mas alguns animais são criados especificamente para morrer e parar em nossos pratos: bois, porcos, aves...

Já ouvi comentários como: "Se o ser humano não criasse esses animais desse modo, eles não existiriam em tão grande número". Mas será que eles iriam querer, se tivessem a opção, ter uma vida fadada a crescer em um local muitas vezes fechado, comer, comer, comer e depois ter uma morte dolorosa? Claro que pode ter o instinto de sobrevivência da espécie, mas não deixa de ser um tema interessante. Como o homem manipula a vida.

"Deuses esmagando insetos" me dizem há pouco. Deuses? O homem está mais pra "demo". Não sou ninguém para julgar os outros e sou a pessoa menos indicada para falar em ética. Mas o que nos dá o direito de fazer isso? A capacidade de pensar? Por sermos uma espécie "superior"? Nosso ego? Ou pelo prazer que sentimos? Prazer? Sim, há prazer nisso, mesmo que inconsciente. Terça passada eu carreguei um coelho morto no colo e o levei para fazer companhia aos outros corpos de coelhos... nada agradável, mas na hora eu me prontifiquei para fazer tal trabalho - sinto que eu talvez tenha gostado da experiência.

Claro que se as aulas de técnica operatória não fossem em animais, não teria como os futuros médicos treinarem de um modo "eficaz". Se não criássemos animais para comê-los, muitas pessoas poderiam não sobreviver. É uma questão de instinto de sobrevivência, só que um instinto moderno. Um instinto levado por nossas comodidades e tecnologia. 2.000 anos atrás as coisas eram diferentes, um instinto diferente - ou igual. Talvez ele tenha evoluído - ou estagnado.

Disseram-me que para saber se algo é ético, tem que parar e pensar se você gostaria que fizessem contigo aquilo que você irá fazer com o outro. Mas que ponto de vista adotar? O da caça ou o do caçador? De certo modo, se for parar para pensar, são pontos de vista incompatíveis. Conciliar ambos parece meio difícil. Então deve ser adotado o mais cômodo. Dependendo da situação, se formos a caça podemos tentar manipular o caçador. Ou se formos o caçador acabaremos com a caça sem ter pena. O mundo não é dos fortes, é dos mais espertos.

Outro fator interessante é que as pessoas em sua maioria imaginam que estão sós no mundo. Tentando explicar melhor, é difícil tomarem consciência que a pessoa que está ao seu lado possui uma vida diferente, problemas mais complicados que os seus, entre outros. No máximo se preocupam com seus amigos e familiares. Uma coisa que eu gosto muito quando pego ônibus ou ando em grandes multidões, é olhar para cada pessoa e tentar entender o que ela está fazendo ali, o que a levou até aquele lugar, o que está esperando ela em casa, quais são seus principais problemas... é uma brincadeira divertida.
Não estou aqui incentivando o leitor a ficar pensando nos outros, apenas digo para perceber quantos pontos de vista existem. Isso faz parte do jogo da vida, caça e caçador. Conhecendo melhor o ambiente é possível chegar ao topo da cadeia alimentar.


Um pseudo-controle sobre a vida, espécies, pessoas e planeta. Não é uma sensação boa? Ter a impressão que tudo está sob controle, o mundo está girando na palma de nossas mãos... nada irá acontecer se não quisermos. É muito bom pensar assim, muito mais confortável. Eu poderia "viajar" mais nesse assunto, mas o sono está ganhando essa batalha. Fica para quem está lendo completar minhas palavras incertas, frases mal formadas e parágrafos desconexos.


Não sou vegetariana, corto animais em aulas e sou egoísta. Faça o que eu falo, não faça o que eu faço. Mas como eu não falei nada, faça o que você quiser.


LK
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20.8.07

Projeto Sái do Chão! -> Cinema Freak <-

AQUA TEEN HUNGER FORCE COLON MOVIE FILM FOR THEATERS

por Bernardo Krivochein (Zeta Filmes)

Equipamento de ginástica apocalíptico grávido. Orgia gay entre Doritos plutonianos e O Fantasma Cibernético de Natais Passados (um Cyborg Pato excitado por colunas de metal). Complexo de lofts nova-iorquinos em indústria do gênio do mal habitada por homens casados com galinhas e monstros caolhos. Melancia voadora que transporta Neil Peart do Rush (em sua estréia cinematográfica), o único capaz de realizar o Solo de Bateria da Vida e ressuscitar uma almôndega falante. Blocos de Pixels de Atari vilanescos vomitando em uma montanha-russa após ingerirem um pote inteiro de maionese. Uma Aranha DJ de hip-hop chamada literalmente “MC Mija-Calças” tocando em uma festa no Inferno. Abraham Lincoln macumbeiro construindo um foguete de madeira e se teletransportando pelo tecido do tempo-espaço. O que esperar de um filme cuja campanha promocional foi confundida com um atentado terrorista e fez parar a cidade inteira de Boston?

Levando o seriado às últimas conseqüências, “Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film For Theaters” é um ataque à ditadura do “sentido” através da violação dos “sentidos”, do confronto à censura. Mais além, é o pioneiro grande manifesto do pós-pós-surrealismo. A visão de um grupo de alimentos em embalagens descartáveis antropomórficos, habitantes de um subúrbio americano, tentando impedir uma ameaça alienígena (porém saudável para o físico) enquanto descobrem acidentalmente suas raízes deixaria Buñuel e Dalí verdes de inveja já mesmo a partir da impossibilidade de sua concepção e recepção. A gênese de “Aqua Teen Hunger Force” é por si só uma barreira erguida pela ciência da incompreensibilidade, cujo padrão de qualidade é a repleta falta do mesmo. Sua existência é algo tão inconcebível que o torna uma heresia.

“Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film for Theaters” segue em frente destemido, repleto de atitude e autoconfiança. Juro por Deus, este filme estava cagando e andando para o que eu ou qualquer pessoa achava dele. Para falar a verdade, os diretores chegam a impor uma inassistibilidade ao filme que o faz oscilar entre o insuportável e o absolutamente sublime. Estaria mentindo se dissesse que eu ri sem parar, mas não seria exagero dizer que eu não consegui passar mais de 10 segundos sério. O filme de Dave Willis e Matt Maiellaro é mais do que um sopro reconfortante de vida em uma contracultura adormecida; “Aqua Teen Hunger Force” é pós-contracultura, opõe-se a toda e qualquer coisa existente, masturbando-se furiosamente em cima de sua ridícula falta de trama principal e gozando aleatoriamente suas piadas vulgares, cruas e insanas no rosto do espectador, boquiaberto, rendido e engasgado. “Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film For Theaters” estabelece ele mesmo o próprio caos que os escritores necessitam para gerar o humor.

Na sua já histórica seqüência de abertura, o filme não apenas assume as verdadeiras intenções comerciais de uma produção cinematográfica qualquer (o espectador pode perfeitamente sair do cinema antes do filme começar, já que o dinheiro – que era o grande interesse - já foi pago mesmo e cinema só apresenta possibilidade de ressarcimento em casos extremos), mas vai além ao defender a visão do autor com uma sonora ameaça à crescente falta de educação do público cinematográfico: o anúncio vintage de bombonière se transforma num videoclipe de trash metal (protagonizado por um grupo integrado por uma jujuba com piercing e um nacho baterista, entre outros) cujas letras – que surgem legendadas, para não haver erro de interpretação – comandam o espectador a prestar atenção no filme, não beijar a namorada, não trazer bebês ao cinema, não piratear e a não chutar a cadeira da frente – todos os “crimes cinematográficos” com direito a punição gráfica (“Não converse! Assita!” urra o vocalista). Tal seqüência é uma forma hilária de defender e atualizar uma experiência cinematográfica clássica, situação na qual “Aqua Teen Hunger Force” desconfortavelmente se encaixaria. O longa-metragem dificilmente pode ser considerado cinematográfico, assim como decididamente não é televisivo. Num flashback expositivo, o Fantasma Cibernético de Natais Passados (e esse é o nome oficial do personagem) recorre a uma ilustração em still, praticamente um scroll, que aborda todos os elementos que fariam do Insanoflex, o monolito de “Aqua Teen Hunger Force” (trata-se de um aparelho de ginástica alienígena maligno), uma ameaça intergaláctica. Os que acusam a pobreza técnica do desenho animado, os diretores confrontam com uma imagem desprovida de qualquer movimento (o que não é nada cinematográfico ou televisivo), e sub-arte por pertencer ao (claramente) descritivo.

Nenhuma referência cultural das que abundam pelo roteiro são de fácil acesso e me surpreenderia caso eu tenha captado sequer um quarto delas – já que sua escolha prima pela obscuridade pop de eventos descartáveis que empilharam os EUA nos anos 70 e 80, e aos quais o resto do mundo – felizmente ou não – não teve acesso. Mas seu humor transcende esse exigente embasamento prévio, já que o tecido cômico se encarrega de revelar a farsa da multiplicidade cultural na era da fotocópia. É como se, realizando uma piada em cima do clichê dos filmes de bárbaros protagonizados por atores halterofilistas, ao invés de fazer referência a um “Conan, O Bárbaro”, que é uma idéia perfeitamente acessível e fixa no subconsciente popular, eles preferissem citar “The Beastmaster II” ou “Os Bárbaros” de Ruggero Deodato – e não de forma meramente superficial, mas lembrando de um momento esdrúxulo que somente aqueles que sofreram tamanho assalto cinematográfico poderão identificar. Ao compreender a piada obscura, o espectador é varrido por um sentimento de cumplicidade inabalável com os autores do filme. Em “Aqua Teen Hunger Force”, não apenas as referências como as próprias piadas originais (de humor difícil, duvidoso, até pesado) acabam se tornando fatores de cumplicidade entre autor/receptor.

E dessa forma inesperada, “Aqua Teen Hunger Force” torna-se um filme profundamente intimista, onde as gargalhadas histéricas não são tentativas desesperadas do espectador burlar a passividade intrínseca à experiência cinematográfica, mas a conseqüência final de um acúmulo de risadas tímidas consigo mesmo, que rompem a barreira de seu peito e explodem dentes afora em direção à tela, a mesma que o metralha com cada vez mais e mais motivos para continuar rindo. Ainda que o filme agrida o espectador com suas últimas palavras, é uma daquelas ofensas que só podem ser ditas quando o relacionamento já teve comprovado o mais intenso grau de intimidade. E no final das contas, os autores passaram os últimos noventa minutos se humilhando de maneira tão espetacular que as ofensas não são recebidas como provocação, mas como um voto de confiança batalhado às duras penas, um atestado de que o espectador, finalmente, faz parte da gangue.

“Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film For Theaters” EUA, 2007. 86 mins. Direção: Matt Maiellaro e Dave Willis. Com as vozes de: Dana Snyder, Dave Willis, Carey Means, Andy Marrill, Matt Maiellaro, Bruce Campbell. Distribuidora: First Look Pictures. Site oficial: http://www.kingcolon.com/

18.8.07

23 Skiddoo

"No seu "Livro das Mentiras", Aleister Crowley nos apresentou um poema chamado "23 Skiddoo", no qual ele explica o caminho para a evolução espiritual do homem. 23 Skidoo também foi uma expressão popular nos Estados Unidos do começo do século passado, significando "caia fora" ou "Vamos sair daqui o mais rápido que pudermos!".
Essa, aliás é a mensagem de Crowley. Caia fora. Ou melhor, Get Out. O-U-T.

Crowley não estava, porém, simplesmente usando uma expressão popular para engendrar um trocadilho revelador de segredos esotéricos. Na época em que "O Livro das Mentiras" foi revelado, o número 23 já possuía considerável tradição como símbolo ominoso. O mais famoso salmo da Bíblia é o salmo 23, que entre outras coisas lida com o "vale da sombra da morte", e, no I Ching, 23 é o número da desintegração. Mas o 23 ganharia de vez seu lugar na contracultura graças à William S. Burroughs.

Aconteceu na época em que Burroughs estava em Marrocos. O autor de "Almoço Nu" conta que conhecera, durante uma tarde de far niente, um certo Capitão Clark, que dirigia um barco de número 23. Burroughs teve uma conversa agradável com o tal de Clark, apenas para ter uma descoberta infeliz no dia seguinte... O barco de número 23 tinha afundado naquela manhã, levando o Capitão Clark para as profundas com ele. E é aí que entra a parte esquisita... ao voltar para casa, Burroughs vê na tevê que, no mesmo dia, um avião, também carregando o número 23, e também comandado por um Capitão Clark, tinha caído."

continua em Associação para a Anarquia Ontológica

13.8.07

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"Voltaire disse tudo: Uma boa citação não prova nada"

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Pretensão demais???

Olá a todo mundo...

Quero relatar a qualquer um interessado em saber que um tipo de experimento social relacionado ao discordianismo está sendo realizado. E a cobaia sou eu, da mesma forma que o cientista sou eu.

A Cabala Orkutcídio Em Massa para Adoradores de Lasagna é uma dissidência discordiana que acredita no super-homem discordiano. Eu parto do seguinte princípio:

Nietzsche expôs o seu ideal de super-homem; ele dizia que o homem deveria ser superado. Mas, quando eu olho para a sociedade ao meu redor, quando eu olho para tudo o que a sociedade e o próprio indivíduo fizeram nos anos que vieram depois da morte de Nietzsche, vejo que aspirar por algo a mais é muita pretensão.

Meu pensamento é de que o ser humano chafurdou muito profundamente na sujeira de suas próprias correntes; aquelas que ele coloca e a que os outros colocam. O homem não é mais humano; o ser humano hoje em dia baixou tanto o nível que ele virou um animal sofisticado. Usando a razão de vez em quando pra cumprir suas parcas vontades instínticas (se é que tal palavra existe, mas deixa pra lá...) de forma que "humanizar" a humanidade hoje em dia já tá de bom tamanho. Aspirar por algo a mais que isso é uma utopia muito pior do que qualquer uma.

Entretanto, aproveitando a deixa, eu comecei, nos escritos do Livro da Lasagna de Mamão, a interpretar o super-homem nietzscheano de maneira diferente; até que cheguei a uma idéia diferente da dele; tão potencialmente diferente que prefiro não mais chamá-la de interpretação. Já virou outra coisa mesmo. O que eu chamo de "super-homem discordiano"

É pretensão demais? É... É um pouco de atrevimento? É... É um pouco de generalização? É, também é... Mas e daí? As minhas idéias não fogem do discordianismo; não faço mau uso de Éris. Apenas sou individualista, eudemonista hedônico curto e grosso, anarquista, agnóstico, e adepto da idéia de que unir razão e emoção é um casamento que faz a vida ser livre E feliz at same time. ISSO é ser muito diferente do discordianismo? Suponho que não, certo?

Droga, o texto tá ficando longo. Tá ficando chato. Deixa eu terminar só: depois de muita falaçada e de perceber em mim mesmo que o discurso tava foda e a ação tava pouca, resolvi botar em prática algumas coisas que vi por aí, como por exemplo aquele negócio hihicroned do "explosão da mente". Mal comecei e já tenho dúvidas; tou tentando mudar, ser diferente, tentar seguir meus próprios ideais sobre a alcunha do "super-homem discordiano". E isso assim, do dia pra noite. Resolvi escrever essas experiências e esse diário tá lá na cabala. Portanto, quem quiser acompanhar... orkutcidio.wordpress.com

Salve Éris!

PS: Só agora percebi que essa "modificação" toda ocorreu na véspera do feriado de Zarathud. Wow.

11.8.07

Anarquismo, Religião e Misticismo

por Reverendo Fernando Ganso

O anarquismo histórico, em seu período mais turbulento e ativo, no final do século XIX e inicio do século XX, levou uma critica importante contra as instituições religiosas ocidentais, as relações entre as pessoas e Deus – Deus, segundo a teoria cristã, bom ressaltar -, e ao próprio conceito de Deus. Cabe a nós, em pleno século XXI, escutar essa critica de maneira a observar de que modo ela esta ligada a seu próprio tempo, suas intenções, sua validade na sua época especifica de que maneira ela ainda é valida no nosso tempo.
Bakunin, por exemplo, como um dos principais práticos do anarquismo, após o termo ser formulado por Proudhon, via as religiões de maneira nefasta, como intimamente ligadas ao Estado; os dois males da sociedade seriam, primeiramente, Deus e o Estado. “Sua visão ateísta é muitas vezes colocada como uma posição anti-Deus, negando qualquer poder a um ente superior. A crítica de Bakunin vai denunciar inicialmente a estreita e intensa relação entre o poder do Estado e de sua oligarquia dirigente com o poder da Igreja e o do clero, ambos grupos defendendo seus próprios interesses contra aqueles da maioria da população” (Mata). Segundo ele:
“Sendo Deus pressuposto, tudo isso é rigorosamente conseqüente: Deus é o infinito, o absoluto, o eterno, o todo-poderoso; o homem é o finito, o impotente. Em comparação com Deus, sob todos os aspectos, ele é nada. Somente o divino é justo, verdadeiro, belo e bom, tudo o que é humano, no homem, deve ser por isso mesmo declarado falso, iníquo, detestável e miserável. O contato da divindade com esta pobre humanidade deve, portanto, necessariamente devorar, consumir, aniquilar tudo o que resta de humano nos homens” (p. 24). (Bakunin apud Mata).
De fato, desde aquele período, o cristianismo (apostólico romano e bizantino) decresceu em termos de poder, contudo, ainda vive com uma força absurda em nossa sociedade ocidental (cristianismo aqui entendido, como colocado, como a parte “institucionalizada” do mesmo). Ainda é constante vermos a antiga atitude de lidar com Deus de uma maneira passiva, de modo a projetar toda as causas de benefícios e malefícios acontecidos em suas mãos, renegando inclusive nossa própria responsabilidade nas mãos dos desígnios divinos, um exemplo clássico seriam as frases: “Por que Deus esta me punindo?” ou “Por que Deus quis assim?”. Sartre, por exemplo, chamava essa atitude de não assumir as responsabilidades por nossas ações de má fé. Se considerarmos que os desígnios divinos eram as interpretações do poder eclesiástico sobre a Bíblia, poderemos compreender melhor a insubmissão anarquista, já que, de maneira nítida, o poder clerical estava intimamente ligado ao poder político e hierárquico da sociedade da época.
O anarquismo dentro do contexto social do iluminismo atentou para o poder maciço da religião como forma de controle, de domesticação e manutenção do Estado, especialmente sua forma de poder absoluto, durante a Idade Média. Essa visão, em grande parte, permanece assim até hoje. Podemos ler, por exemplo, “a French Encyclopdie Anarchiste (1932)” que cita um artigo de Gustave Brocher sobre ateísmo: ‘Um anarquista, que repudia tanto um senhor todo-poderoso na terra, como a autoridade de um governo, deve necessariamente rejeitar a idéia de um poder onipotente ao qual tudo deve estar sujeito; para ser consistente, ele deve declarar-se ateu’” (Walter).
Se a critica anarquista atentou, em sua observação, para o modo em que a religião usurpava o poder popular e reprimia as revoltas, autonomias e insatisfações, temos que observar que em muitos casos existiram religiosos que tiveram outra relação, tanto com Deus, quanto com a sociedade, de maneira a não propagar a onda hierárquica e totalitária. Um exemplo inicial pode se dar “No judaísmo” onde “profetas do Velho Testamento desafiam reis e proclamam aquilo que hoje é conhecido como ‘Evangelho Social’. Um dos mais eloqüentes textos bíblicos é o cântico de Ana ao conceber Samuel, que ecoa no cântico de Maria ao conceber Jesus: ‘Minha alma louva ao Senhor; e meu espírito se regozija em Deus meu Salvador... Ele abateu o poderoso com seu braço; Ele dispersou o orgulhoso na dureza de seus corações. Ele derrubou o poderoso de seu trono; Ele exaltou o fraco e o humilde. Ele saciou o faminto com coisas boas; e deixou os ricos sem nada’” (ibid).
Durante o século XVII um grupo chamado de “cavadores” (diggers) já mostrava grande parte da base do ideal anarquista que despontaria a seguir. Este movimento teve suas bases nas idéias de Winstanley e William Everard e criaram sua teoria “em 1648 e passaram à ação em 1649” (Woodcock: 48) onde privilegiavam a razão, o reinado de Deus dentro do homem (antecipando Tolstoi e com uma visão similar a maioria dos misticismos), o fim da propriedade privada, etc. Winstanley afirmava a necessidade de tomar propriedade e participou, inclusive, da criação de uma sociedade como ele idealizava ganhando uma pequena adesão popular, mas sendo atacado ferozmente, até seu comunismo rural ser “vencido”. Winstaley dizia:
“Todo aquele que tem autoridade nas mãos procede como um tirano; quantos maridos, pais, patrões, juízes portam-se como senhores, oprimindo os que estão sob seu poder, sem saber que essas esposas, filhos, servos e súditos são seus semelhantes e têm os mesmos direitos a repartir as bênçãos da liberdade” (Winstanley apud Woodcock: 49). E prossegue com seu discurso nitidamente libertário: “Que todos os homens digam o que quiserem: enquanto tais senhores afirmarem que a terra lhes pertence, protegendo essa propriedade privativa, que é minha e tua, o povo jamais conseguirá obter a liberdade e a Terra não ficará livre de problemas, opressões e queixas. É por essa razão que o Criador de todas as coisas está constantemente enfurecido” (ibid: 50).
Muito próximo ainda as idéias de Winstanley podemos observar, durante a revolução francesa, os Enragés. Estes, segundo Woodcock, não formavam exatamente um pensamento homogêneo, ou um partido, mas antes um grupo de desagregados que cooperavam entre si, “defendendo a idéia de que o povo deve exercer ação direta e vendo nas medidas econômicas comunistas, mas do que na ação política, o caminho para acabar com o sofrimento dos pobres” (ibid: 60). O principal representante dos Enragés foi o padre Jacques Roux que “certa vez, definiu sua tarefa como sendo: ‘a de tornar os homens tão iguais entre si quanto são iguais por toda a eternidade diante de Deus’” (ibid:61) apontando também para o fato de que qualquer forma de governo deveria ser proibida, desafiando os jacobinos. Roux foi preso e condenado à morte, se matando, contudo, antes.
Um dos grandes revolucionários cristãos que, se por um lado não se dizia anarquista, por outro era um dos que mais pode ser associado com o termo, se chama Léon Tolstoi. Ele viveu depois que o ideal anarquista já havia sido propagado com este nome por Proudhon, e foi influenciado pelo francês. Tolstoi conseguiu reunir um dos elementos essenciais que o anarquismo trouxe em contraposição ao “socialismo autoritário” que foi a importância do individualismo, ou melhor, a importância do indivíduo. Outro elemento primordial da crítica de Tolstoi aproveitado por uma série de movimentos vindouros foi a não violência o que foi utilizado por, nada mais nada menos, que o grande revolucionário indiano Mahatma Gandhi (Mahatma, do sânscrito "grande alma"). Podemos ver toda influência anarquista nas palavras de Tolstoi: “Todos os governos são bons e maus na mesma medida. O melhor ideal é a anarquia” (Tolstoi apud Woodcock: 257) e “Considero todos os governos (...) não só o governo russo, como instituições complexas, sacramentadas pela tradição e pelo costume, que existem apenas com o objetivo de cometer, pelo uso da força e da impunidade, os mais revoltantes crimes. E acredito que os esforços daqueles que desejam aperfeiçoar a nossa vida social deveriam ser dirigidos no sentido de libertarem a si mesmos dos governos nacionais, cujos erros e – acima de tudo – cuja inutilidade tornam-se cada vez mais aparentes em nossa época” (ibid: 260). É interessante ainda observar que Tolstoi manteve algum contato, mesmo que de longe, com anarquistas clássicos da época como Kropotkin e Proudhon – aos quais admirava -.
O próprio Kropotkin, anarquista comunista que reverenciou a ciência clássica, fez suas observações sobre alguns desses religiosos, quando diz:
“Este movimento começou por ser anarquista comunista, pregado e posto em prática em algumas comarcas. E, abstraindo as suas formulas religiosas, que constituíram um tributo pago à época, encontramos nele a mesma essência das idéias que nós, anarquistas, representamos atualmente: negação de todas as leis do Estado ou divinas, a consciência de cada indivíduo é que deve ser a única aceitável; a comuna, dona e senhora absoluta de seus destinos, recuperando, dos senhores, todas as terras, e negando ao Estado o tributo pessoal ou em dinheiro; enfim, o comunismo e a igualdade postos em prática” (Kropotkin apud Lúcio).
Esses movimentos que Kropotkin fala são movimentos que utilizaram a base gnóstica e a fizeram ressurgir. Eis Kropotkin dando nome aos bois:
“Na Boêmia teve o nome de movimento hussita; e de anabatista, na Alemanha, na Suíça e nos Países Baixos. Pode-se afirmar que estes movimentos, além de constituírem uma revolta contra o senhor, tinham uma outra característica: a revolta completa contra o Estado e contra a Igreja, contra o direito romano e contra o direito canônico, em nome do cristianismo primitivo” (ibid).
Estes movimentos tiveram, portanto, origem de movimentos gnósticos antiautoritários que podem ser inclusive, segundo uma interpretação, um proto-anarquismo. A critica dos anarquistas, no século XIX e XX, aos religiosos estava calcada, sobretudo, sob a égide do movimento positivista e de tal forma esteve incluída em seu tempo que não observou as alternativas que a própria religião demonstrou durante toda sua existência. Desde as palavras de Jesus, contidas em Salmo 82,6: “pois bem, eu vos disse: Sois deuses; sois todos filhos do Altíssimo" como as palavras de São Paulo onde diz que: “a graça eleva o homem acima das leis deste mundo”, poderiam e levaram a interpretações contra as autoridades ctônicas tais como os governantes, o estado e as leis constituídas. Acrescente-se também toda questão envolvida no cristianismo do Espírito Santo, i,e, o paráclito. O paráclito é totalmente indesejável para a Igreja, pois leva na verdade o contato com Deus (Self) ao próprio indivíduo e não mais é necessária mediação da Igreja ou dos padres, todo ser passa a ser, a partir dai, sagrado. Segundo a interpretação de Jung em Resposta a Jó : "A ação continua e direta do Espírito Santo sobre os homens convocados à condição de filhos de Deus é, de fato, uma encarnação que se realiza permanentemente. Enquanto filho gerado por Deus, Cristo é o primogênito ao qual se seguirá um grande número de irmãos nascidos depois dele” (Jung, 2001) Os anarquistas em seu contexto não observaram as possibilidades também revolucionarias (apesar de trabalhar mais com a subjetividade, ou com aspectos ontológicos) dos movimentos religiosos, místicos ou congêneres.
O gnosticismo valeriano, por exemplo, tinha um sistema de crenças que tentava romper com o que eles chamaram de estado de sistase. A sistase seria um limitador da nossa potencialidade divina (do espírito, das partículas divinas, ou atmás) que foi presa pelo Demiurgo, um anjo ou deus criado em todo processo ocorrido na queda de Sofia (outra divindade gnóstica do seu mito cosmogonico) e que sem o saber inibia o ser humano ao contato com o pleroma, a realidade verdadeira para os gnósticos (encontrada na câmera nupcial, que pode ser descrita pelo evangelho de Felipe); inibia, sobretudo, o ser humano de entrar em contato com suas forças originarias, deixando-o preso então no kerona (do gr. kenósis- esvaziamento). Essa singularidade oculta era protegida por sete arcontes, demônios de Demiurgo que eram materializados nas figuras dos governantes. Esse jogo de deuses e demônios era em maior parte, para o gnosticismo, símbolos ou alegorias.
Cabe a nos, hoje, tentar permitir essa liberdade de crença de modo a não criar um dogma ateu que arbitrariamente limite a crença dos indivíduos. Sem deixar de observar, contudo, as criticas anarquistas as instituições verticais, tais como a Igreja, que todo o momento tenta servir de mediador entre a população e a divindade, forjando uma única interpretação de todas as escrituras consideradas como sagradas, alienando a população, dessa forma, de sua autonomia. Como diz Kropotkin sobre Denck (anabatista):
“...quando perguntaram a Denck, um dos filósofos do movimento anabatista, se reconhecia a autoridade da Bíblia, ele respondeu que somente a regra de conduta que um indivíduo encontra, para si, nessa mesma Bíblia, é que constitui a obrigação da sua consciência.” (Kropotkin apud Lúcio).
A existência de religiões que, não só não renegam, como apóiam um modo de ser autônomo e uma sociedade que busque tal autonomia antiestatal, mostram a pluralidade de intenções dentro do mundo religioso, desde as mais dominadoras ate as mais libertarias. Dever-se-ia, portanto, creditar esta liberdade de crença e em especial, compreender que não existe ligação intrínseca entre autoritarismo, centralismo e religião ou mística.
Um possível exemplo, por mais complicado que seja, de misticismo-religioso ligado aos ideais pré-anarquicos são os Iluminati. “Fundada em 1776, na Bavária, por Adam Weishaupt, a Ordem dos Iluminati tornou-se o protótipo da sociedade secreta disposta a dominar o mundo e inspirou uma trilogia alucinante e alucinada de Robert Anton Wilson que, por sua vez, serviu de inspiração a um RPG criado por Nigel D. Findley. (...) A imagem popular dos Iluminati como personagens sinistros, ocultos nas sombras e manipulando os acontecimentos com uma influência sutil e pervasiva, porém, está muito longe da realidade e surgiu, de fato, da pena fantasiosa de autores de direita, que viam nas propostas libertárias de Weishaupt uma ameaça ao status quo e fizeram o possível para desacreditá-lo junto ao público (...). Muito pelo contrário, a criação dos Iluminati da Bavária marca uma das raras ocasiões em que as duas grandes tendências históricas nascidas do movimento gnóstico - o esoterismo e o anarquismo - tornaram a se encontrar “(Lúcio). As idéias de Weishaupt tiveram uma forte influencia do iluminismo, dos jesuítas, da maçonaria, dos místicos cristãos. De fato, assim como no anarquismo histórico, a meta dos Iluminatti de Weishaupt “(...) era uma sociedade sem classes, sem estados e sem fronteiras. Para atingir esse objetivo era preciso, antes de mais nada, libertar o ser humano dos condicionamentos impostos pelos donos do poder. E é ai que entrava a Iluminação, entendida ao mesmo tempo como uma emancipação filosófica e uma transformação espiritual: ‘A iluminação universal torna as nações e os governos supérfluos’” (ibid).

Na contemporaneidade, onde a lógica positiva e discurso cartesiano deixam de ser os principais avatares de uma época, abrem-se as margens e cresce a demanda por um novo paradigma, uma nova compreensão da vida e dos discursos. É nesta época que temos o surgimento, por exemplo, da magia do caos e do anarquismo ontológico de Hakim Bey. Ambos influenciados pelo misticismo, como o caso do sufismo em Bey, e pela pluralidade religiosa, como a liberdade de uso de qualquer crença ou sistema de magia na magia do caos. Contudo, por mais que possamos associar essas teorias e práticas ao anarquismo podemos observar que, em certos pontos, elas estão um pouco distantes do modelo de anarquismo social, compromissado com a luta de classes. Se ficarmos atentos, poderemos perceber, que se trata antes de desfazer todo o condicionamento do ser humano que, limita a sua imaginação, sua criatividade, sua potencialidade, i.e, o caos criativo. A magia historicamente pode ser dividida em duas grandes vertentes, a baixa magia que é aquela que busca realizações materiais, por exemplo: “mulheres, homens, carros, dinheiro, etc” e a alta magia que busca uma realização interior, o encontro com nosso deus interior a exemplo dos diversos misticismos. Poderíamos citar o Sagrado Anjo Guardião entre os thelemitas, o Zos-Kia entre os caoistas, o Cristo interior entre os gnósticos, etc... É claro que existem diferenças brutais entre as crenças ou experiências, contudo, este parece ser um caminho possível para o des-condicionamento do consenso, das leis que mantém nossa criatividade e, logo, nossa subversão dentro do “controle social”.

A transmutação do ser e da cosmovisão dominante parecem imperativos essenciais para o anarquismo dar conta da realidade a qual visa estar construindo, não necessitando que suas revoluções sejam temporárias e o sucesso se estabeleça apenas em exercer “sua” vontade de potencia, e que também não fique apenas no lado paternalista representado por Zeus, ou maternalista representado por Demeter, que foi na mitologia grega uma “protetora das criaturas jovens e indefesas”. Justamente esta transmutação do ser dá ao individuo a possibilidade de estabelecer para si uma ética que possa estar, até mesmo, em contraponto a sociedade, quando assim for necessário, chegando a sua própria Vontade, ou a seu próprio ser, que jaz no seu mais intimo e profundo inconsciente. Não se trata, talvez, da necessidade implícita de uma religião, mas antes parece importante uma mudança na pessoa para que o ideal anárquico não se desvirtue em autoritarismo, sociedade de classes ou poder dos mais “fortes” sobre os mais “fracos”.
Perguntemos, portanto, se esses dois modos de visão são excludentes ou se, ao contrário, eles se complementam. Será possível um anarquismo compromissado com a realidade objetiva e subjetiva?


Bibliografia:

Bey, H. Zonas Autônomas Temporárias.
Bicalho, Pedro. O Cárcere da Razão: o aprisionamento de sambistas no universo cartesiano. 1998
Jung, C. G., Resposta a Jô. Petrópolis: Vozes. 2001 B. (1952).
Lúcio. Magia e Anarquismo.
Mata, J. Anarquismo e Religião: a negação do Deus criador enquanto princípio de insubmissão.
Walter, Nicolas. Anarquismo e Religião; Baseado em uma palestra proferida em South Place Ethical Society em 14 de julho de 1991. Traduzido e adaptado por Railton. Coletivo Periferia.
Woodcock, G. História dos Movimentos Anarquistas, v1: A Idéia.

8.8.07

Lego gigante é resgatado do mar na Holanda



Um boneco Lego gigante foi retirado do mar ontem no resort de Zandvoort, na Holanda. Funcionários de um bar na praia resgataram a peça de 2,5 m, com cabeça amarela e torso azul, com a frase "No real than you are" (não menos real do que você é).
"Nós vimos algo no mar e decidimos tirar da água", disse um dos funcionários. "Eu vi o Lego flutuando perto da praia, vinda da direção da Inglaterra", adicionou uma mulher. O boneco foi colocado em frente ao bar, segundo a Reuters.

Fonte: Popular

7.8.07

Curiosidades da Etimologia - parte 2: Trabalho

O significado da palavra trabalho remonta à sua origem latina: tripalium (três paus) - instrumento utilizado para subjugar os animais e forçar os escravos a aumentar a produção.

O tripalium era, pois, um instrumento de tortura, algo semelhante à cruz que o rebanho cristão adotou como objeto-símbolo de um culto masoquista.

Vão-se os objetos, ficam as palavras: por volta do séc. 12, o termo já tinha ingressado nas línguas românicas - traball, traballo e trabalho (Port.), travail (Fr.), trebajo, trabajo (Esp.), travaglio (It.).

Embora na França rural, até hoje, travail ainda sirva para designar uma variante do tripalium - uma estrutura de madeira destinada a imobilizar o cavalo para trocar ferraduras ou efetuar pequenas intervenções cirúrgicas-, em todas essas línguas o termo entrou como substantivo abstrato, significando "tormento, agonia, sofrimento".

Fonte: República de Fiume

2.8.07

Uma Aliança Hare-Krishna/Thelemitas/Maçons teria assassinado ou estaria controlando a mente de Malprg, O Franco-Atirador?

por Reverendo Johnny 3,14 ou outra entidade temporária

Todos os leitores espertos e atentos desse blog sabem que o Franco-Atirador está morto. Os próximos posts irão determinar que grupo controla o sósia que foi posto no lugar dele.

Os frequentadores mais atentos devem ter percebido que desde o post do dia 10/05, o Franco-Atirador não escreve nenhum post com muito conteúdo. O post subsequente, o do dia 11/05, é a chave para descobrir o que aconteceu com nosso ilustre articulista.

Os fãs do R.E.M. (como este que vos escreve) podem estar familiados com o título do post, "Blow Your Horn", mas se forem um pouco mais atentos, percebam que em nenhum momento ele postou o título da música que é "Finest Worksong", a primeira música do disco. É óbvio que se ele não colocou o título da música, ele não queria se referir a ela e sim a outra música do disco citado, mas qual música? Tendo postado quatro estrofes da bela canção, Fui levado a investigar a quarta música do álbum, e qual não foi minha surpresa ao descobrir que se chamava "Disturbance at the Heron House".

Qual seria a casa de Hierão a qual a banda da Geórgia se refere? Os estudiosos das sociedades secretas sabem que Hierão de Tiro, construtor do templo de Jerusalém, é parte da cultura maçônica. Só isso seria suficiente para determinar os assassinos do nosso blogueiro preferido? Acho difícil.

Passemos à analise dos posts seguintes. Os posts dos dias 21/05 e 25/05 mostram a contínua degradação da mente do Franco-Atirador, provavelmente induzida por uma combinação de fluoretação da água + lasers orbitais de controle mental ou mensagens subliminares nos seus programas de TV preferidos.

Depois, três figuras enigmáticas. A referência a Daath, comum para um ocultista que intuitivamente se sabe próximo da morte. A Estrela, que pode levar a acusação na direção de Thelemitas insatisfeitos com as críticas do FA às suas ordens mágicas, e o post de título "Govinda" que leva qualquer estudioso da conspiração sério a cogitar uma nada improvável aliança Hare-Krishna/Thelemitas/Maçons ou na existência de uma corrente de Hare-Krishnas Thelemitas dentro da Maçonaria.

Ouroboros decora o próximo post. Pelo pequeno texto que acompanha a figura, talvez o último texto escrito por ele em "plenas faculdades mentais", leva a crer que o FA estivesse finalmente consciente do que estava acontecendo e tentou nos mandar um sinal. O que ele estava querendo dizer?

Logo depois fico sabendo que ele deletou um comentário. Um fato raro, sem dúvida, levando se em conta que o tolerante Lúcio sempre aceitou as mais variadas formas de manifestação intelectual em seu blog.

Levando-se em conta os fatos acima apresentados, pergunto: Será que os Thelemitas Hare-Khrishnas Maçônicos já controlam totalmente a mente do Franco-Atirador? Ou forças mais sinistras (e mais secretas) o manipulam para fins ainda mais terríveis? Isso teria relação com outros fatos observados no país? Apenas Ganesh poderia dizer.

Magistas, preparem seus sigilos! Artistas marciais, levantem a guarda! Mantenham-se alertas! Talvez isso seja um primeiro movimento do Demiurgo pelo controle total da espécie humana.

Que Éris proteja a nós todos.

No 67º dia da Confusão do ano de 3173 de Nossa Senhora da Discórdia
Reverendo Johnny P.
Diácono Fundador da Cabala Discordianista Raul Seixas
Mestre nada Secreto da Ordem Hermética dos Magos de Ruim

1.8.07

Googleit!

Just Fucking Googleit, ok!?

A Falta de Revisão

Esse post ia pro meu blog, mas preferi dar ele de presente ao tudismocroned. Sou colaborador e nunca escrevi (apesar de ter alguns textos meus aqui), então vou compensar isso.

Meu professor de inglês, Alex, contou a nós sobre um conselho dado pelo professor de redação dele há muitos anos. Ele disse que, para um texto ficar bom, eram necessários 4 rascunhos: reescrever o texto três vezes para fazer dele o melhor que você consegue.

Meu professor ressaltou o fato de que é um péssimo escritor e que talvez por isso precise dessa técnica. Eu acho que meus textos ficariam melhores depois de uma revisão, mas não gosto de fazer isso nos textos que vão pro blog. Prefiro-os crus, diretos, com pequenas correções quando há algo que atrapalhe a compreensão, e só.

Muitas vezes eu me pego com uma grande inspiração. Numa só noite, escrevo vários posts para o post. A última vez que fiz isso, dez posts saíram assim, em umas três horas, pra serem aproveitados lentamente... Até hoje eles estão rendendo (porque no meio do percurso vai surgindo algo novo mesmo). E mesmo eles lá, guardados, não sofrem modificação, não são revisados, nem reescritos, nem nada. Estão lá porque retratam, sem maquiagens, a estrutura dos meus pensamentos e o modo como escrevo, originalmente, sem liquid paper.

Esse texto, por exemplo, foi direto do Word, CtrlC CtrilV...